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Enciclopédia Itaú Cultural
Música

Murilo Alvarenga

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 07.03.2017
1949 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Murilo Alvarenga (Rio de Janeiro RJ 1949). Compositor e diretor musical. Artista representativo no tratamento musical de diversos espetáculos dos anos 70 e 80.

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Biografia

Murilo Alvarenga (Rio de Janeiro RJ 1949). Compositor e diretor musical. Artista representativo no tratamento musical de diversos espetáculos dos anos 70 e 80.

Filho de Alvarenga, cantor integrante da dupla Alvarenga e Ranchinho, Murilo forma-se em composição, arranjo e regência com Hans Joachim Koellreutter, nos seminários da Pró-Arte de São Paulo, cidade onde sempre residiu.

Estréia profissionalmente cuidando da música de O Evangelho Segundo Zebedeu, em 1970, primeira encenação do texto de César Vieira com o grupo teatral do Centro Acadêmico 11 de Agosto, gênese do futuro União e Olho Vivo.

Prepara o elenco e cuida da orquestração de O Homem de la Mancha, grande musical dirigido por Flávio Rangel com Bibi Ferreira e Paulo Autran à frente de grande elenco, em 1972. No mesmo ano cuida da voz dos atores e da música de Fernando Pessoa, espetáculo de Silnei Siqueira baseado em poemas do autor português.

Em 1978, participa e organiza toda a parte vocal das oficinas que resultam na montagem de Macunaíma, encenação de Antunes Filho para a rapsódia de Mário de Andrade, com o Grupo Pau-Brasil, ganhando prêmio de melhor música pela Associação Paulista de Críticos de Artes, APCA.

Faz a direção musical do Teatro Maluco de Zé Fidélis, adaptação da obra de Zé Fidélis, com direção de Paulo Yutaka, em 1982. No ano seguinte, está presente em Chorus Line, de James Kirkwood e Nicholas Dante, ambicioso musical da Broadway e em 1985 na superprodução Cyrano de Bergerac, texto de Rostand e direção de Flávio Rangel para a Companhia Estável de Repertório, CER, destacando Antonio Fagundes e Bruna Lombardi. Embora não muito extenso, o conjunto de seus trabalhos para o teatro revela um criador congruente, que alia uma sensibilidade musical aguçada a uma notável intuição teatral.

Descrevendo a direção musical em Macunaíma, destaca o estudioso David George: "A noção de paródia dá-se, sobretudo, através da música incluída na trilha sonora. É a música européia que predomina em todas as qualidades da 'virgiliana língua de Camões', no sentido de ser anacrônica, 'sublime', e pomposa. É a solução teatral - um meio visual-auditivo - para reproduzir cenicamente a imitação burlesca verbal do texto mariodeandradino. (...) A trilha sonora inclui música de circo e carrossel, que é tanto universal quanto nacional. E há efeitos sonoros como assovios de pássaros e barulhos e grilos em off, nas viagens pela Mata Virgem".1

Nota

1 GEORGE, David. Grupo Macunaíma: carnavalização e mito. São Paulo: Perspectiva, 1990. p. 76-77.

Espetáculos 28

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Fontes de pesquisa 11

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  • Ah!Mérica com Raul Cortez, Um Retrado da América Latina. Palco e Platéia, São Paulo, ano 0, julho de 1985. Não catalogado
  • GEORGE, David. Grupo Macunaíma: carnavalização e mito. São Paulo: Perspectiva, 1990. 153 p.
  • MICHALSKI, Yan. Murilo Alvarenga. In: __________. PEQUENA Enciclopédia do teatro Brasileiro Contemporâneo. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq. Rio de Janeiro, 1989.
  • O Carrasco do Sol. São Paulo: Teatro Anchieta, 1973. 1 programa do espetáculo realizado no Teatro Anchieta. Não catalogado
  • O Diário de Anne Frank. São Paulo: s.l., 1977. 1 programa de espetáculo. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - A Herdeira - 1985. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Eh, Turtuvia! Um Auto Caipira - 2004. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Gata em Teto de Zinco Quente - 1978. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Macunaima -1978. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Pedreira das Almas - 1977. Não catalogado
  • SIQUEIRA, José Rubens. Viver de teatro: uma biografia de Flávio Rangel. São Paulo: Nova Alexandria, 1995.

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