Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Cinema

Oduvaldo Vianna

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 01.01.2018
27.02.1892 Brasil / São Paulo / São Paulo
30.05.1972 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Oduvaldo Vianna (São Paulo SP 1892 - Rio de Janeiro RJ 1972). Autor, diretor e produtor. Um dos autores de maiores prestígios dos anos 1920 e 1930, dirige espetáculos e companhias.

Texto

Abrir módulo

Biografia
Oduvaldo Vianna (São Paulo SP 1892 - Rio de Janeiro RJ 1972). Autor, diretor e produtor. Um dos autores de maiores prestígios dos anos 1920 e 1930, dirige espetáculos e companhias.

De 1916 a 1919, Oduvaldo Vianna é redator de diversos jornais - Diário da Noite, Gazeta de Notícias e A Noite. No mesmo período, já encena suas primeiras peças. Em 1919, a Companhia Nacional de Comédias e Vaudevilles encena, no Teatro Carlos Gomes, o vaudeville O Almofadinha; a companhia de Paschoal Segreto estreia a opereta O Clube dos Pierrôs; e são montados a revista Viva a República e Flor da Noite. Em 1920, dois textos seus são encenados no Teatro Trianon, o maior e mais frequentado da cidade, que se torna símbolo da geração dos anos 1920/1930. Em 1921, Vianna organiza, com o também autor Viriato Corrêa e o empresário Nicolino Viggiani uma companhia de comédias, que realiza apenas um ano de atividades no Trianon, montando três textos seus e desfazendo-se em seguida. Em 1922, Vianna funda, com a atriz Abigail Maia, que se tornaria sua esposa, a Companhia Brasileira de Comédias Abigail Maia. No ano seguinte, é diretor da Companhia Brasileira de Comédias.

Na década de 1930, Oduvaldo Vianna começa a dirigir espetáculos. Nesse trabalho, imprime um rigor e uma concepção de teatro bem diferente daquela que imperava com a figura pragmática do ensaiador. Em 1931, Vianna dirige dois textos de sua autoria: Um Tostãozinho de Felicidade e Sorrisos de Mulher, ambos na Companhia Brasileira de Espetáculos Modernos. No mesmo ano, começa a escrever para Procópio Ferreira, que protagoniza diversos textos seus, entre eles: O Vendedor de Ilusões e Feitiço, 1931, Segredo e Mas que Mulher!, 1932, Fruto Proibido, 1933.

Um de seus maiores êxitos artísticos é Amor, 1933, que ele mesmo dirige com a Companhia Dulcina-Durães-Odilon. A peça, com temática ousada para seu tempo, defendia o divórcio para libertar o amor, mas não chega a provocar polêmica pela comicidade que reveste todas as cenas. Seu maior mérito é o jogo que cria entre espaço e tempo, livrando-os das restrições habituais. Dividindo o palco em cinco áreas de representação, o autor decupa a ação, expondo, por exemplo, as diversas fases de uma ligação telefônica: discagem, telefonista, recepção da chamada. Os três atos habituais são fundidos em um ato único e a ação é dividida em 38 quadros, usando para fracioná-los as luzes (que na época não tinham uso dramático, sendo acesas quando anoitecia e apagadas quando todos iam embora).

De 1935 a 1940, Oduvaldo Vianna dirige a Escola de Teatro Martins Pena. Em 1963, recebe, da Associação Brasileira de Críticos Teatrais - ABCT, a medalha de Honra ao Mérito por mais de 30 anos de serviços prestados ao teatro brasileiro. É pai de Oduvaldo Vianna Filho, que por ser seu filho, passa a ser chamado de Vianinha pela classe artística.

Espetáculos 72

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 4

Abrir módulo
  • .
  • COSTA, Jeanette Ferreira da. Da Comédia Caipira à Comédia-Filme: Oduvaldo Vianna - um Renovador do Teatro Brasileiro. Dissertação de Mestrado. Centro de Letras e Artes, UNI-RIO, Rio de Janeiro, 1999.
  • PRADO, Décio de Almeida. O teatro brasileiro moderno: 1930-1988. São Paulo: Perspectiva, 1988. (Debates, 211).
  • VIANNA, Oduvaldo. (Dossiê Personalidade Artes Cênicas) Rio de Janeiro: CEDOC/Funarte.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: