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Zezé Polessa

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 03.04.2017
22.09.1953 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Maria José de Castro Polessa (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1953). Atriz. De grande intensidade interpretativa, Zezé Polessa apresenta um leque de recursos técnicos que permite-lhe ir da comicidade irreverente à emotividade com segurança.

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Biografia

Maria José de Castro Polessa (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1953). Atriz. De grande intensidade interpretativa, Zezé Polessa apresenta um leque de recursos técnicos que permite-lhe ir da comicidade irreverente à emotividade com segurança.

Estréia em 1973, em Drácula, de Bram Stocker. No ano seguinte atua em Às Armas e em Os Infortúnios de Mimi Boaventura, ambos de Miguel Oniga. Seu desempenho como Mimi Boaventura, lhe vale o prêmio da crítica carioca como revelação do ano. O crítico Yan Michalski (1932 - 1990) a considera a principal atração do espetáculo, e a define: "... uma jovem atriz que resolve todas as suas tarefas interpretativas com uma surpreendente segurança, autoridade e versatilidade. Dotada de grande facilidade de composição corporal, de um rosto muito expressivo e de uma forte presença física, Zezé Polessa merece ser acompanhada com atenção nos seus próximos trabalhos".1

Seguem-se Os Peixes da Babilônia, de Miguel Oniga, 1975, A Fabulosa História de Melão City, do grupo Contadores de Histórias, 1977, e Balaço Barco, do grupo Saltimbancos, 1977. Em 1979, atua em O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind, do grupo Pessoal do Despertar, direção de Paulo Reis (1962). No ano seguinte, protagoniza Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque. Seguem-se Moço em Estado de Sítio, de Oduvaldo Vianna Filho (1936 - 1974), 1982, Mabel Mabel, criação coletiva, 1982, e O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht, como Grusha, com o Pessoal do Despertar, 1983. Atua nas comédias A Família Titanic, de Mauro Rasi (1949 - 2003), e Folias do Coração, de Geraldo Carneiro, ambas em 1983. Faz espetáculos infantis dirigidos por Lúcia Coelho. Em 1984, atua em Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues (1912 - 1970), com o Pessoal do Cabaré. Seguem-se El Grande de Coca Cola, de Naum Alves de Souza (1942 - 2016), e Rita Formiga, de Maria Gladys e Domingos Oliveira (1936), em 1986, Ensaio nº 4 - Os Possessos, de Dostoievski, direção de Bia Lessa (1956), e Jou Jou Balangandãs, musical de Antônio Pedro, em 1987, e Noel Rosa - um Musical, de Joaquim Assis, 1988. No mesmo ano recebe o Prêmio Mambembe pela interpretação em Delicadas Torturas, de Harry Kondoleon. O crítico Macksen Luiz (1945) considera que a atriz "reinventa-se em cena, com pleno domínio corporal e sutil manuseio de intenções".2 Em 1992, é premiada pelo espetáculo infantil A Mulher que Matou os Peixes, de Clarice Lispector (1925 - 1977), com direção de Lucia Coelho.

Depois de Mephisto, de Klauss Mann, 1993, e Lágrimas Amargas de um Guarda Chuva, de Eid Ribeiro, 1995, Zezé Polessa interpreta a poetisa Florbela Espanca em Florbela Espanca, a Bela do Alentejo, de Maria da Luz, com direção de Miguel Falabella (1956). O crítico Macksen Luiz considera que a atriz "tem interpretação intensa, cheia de detalhes e nuanças, mostrando-se em cena com a autoridade de uma atriz com inteligente sentido de humor".3 Barbara Heliodora (1923 - 2015) observa que a atriz percorre "um leque considerável de emoções e alguns belos momentos de repouso, mais preciosos por serem conquistados por figura tão nervosa e agitada".4

Em 1998, Polessa atua em O Submarino, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, e, dois anos depois, em Crioula, de Stella Miranda (1950), e Os Monólogos da Vagina, de Eve Ensler. A crítica Bárbara Heliodora avalia que a atriz "sobressai tanto pelo domínio técnico que tem da cena como pela variedade de climas e tons, em que brilha um humor contagiante".5 Em 2002, faz o infantil O Fantasma do Theatro, adaptação de Claudio Botelho para o texto de Justin Locke, em que conduz o espetáculo, estabelecendo uma relação direta com o público.

Notas

1. MICHALSKI, Yan. Citado por ORSINI, Elizabeth. O Despertar de Polessa. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 30 set. 1989.

2. LUIZ, Macksen. Bijuteria de luxo para exportação. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 22 out. 1988.

3. LUIZ, Macksen. Florbela Espanca, a Bela do Alentejo. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 11 jul. 1998.

4. HELIODORA, Barbara. Homenagem merecida à poeta. O Globo, Rio de Janeiro, 20 abr. 1996.

5. HELIODORA, Barbara. Uma apaixonada e bem-humorada investigação sobre a sexualidade. O Globo, Rio de Janeiro, 10 abr. 2000.

Espetáculos 38

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Fontes de pesquisa 2

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  • POLESSA, Zezé. Curriculum vitae enviado pela atriz. Rio de Janeiro, 2002.
  • POLESSA, Zezé. Rio de Janeiro: Funarte / Cedoc. Dossiê Personalidades Artes Cênicas.

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