Artigo da seção pessoas Clarice Niskier

Clarice Niskier

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Teatro  
Data de nascimento deClarice Niskier: 12-09-1959 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)

Biografia
Clarice Niskier (Rio de Janeiro RJ 1959). Atriz. Nos anos 1990, trabalha com os diretores Domingos Oliveira e Eduardo Wotzik, em espetáculos como Confissões das Mulheres de Trinta e Tróia.

Estreia profissionalmente em Porcos com Asas, de Mauro Rádice e Lidia Ravera, 1982, que trata das crises existenciais, amorosas e sexuais de dois adolescentes. Em 1983, atua em O Circulo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht, sob a direção de Paulo Reis, com o Pessoal do Despertar, no Parque Lage, e participa da montagem Dito e Feito, para o público infantil, com o Grupo Navegando, em 1984. No ano seguinte, estreia Tá Ruço no Açougue, adaptação de Antônio Pedro Borges para Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht, pelo grupo Tem Folga na Direção. Pela mesma companhia, novamente com direção de Antônio Pedro Borges, Clarice Niskier faz Cabra Marcado Pra Correr, II - A Missão, adaptação paródica de Judas em Sábado de Aleluia, de Martins Pena.

Em 1986, atua em Faces, o Musical, dirigido por Amir Haddad a partir de roteiro de Maria Lucia Priolli, Pepê Castro Neves e Mauro Perelman. Estreia, no ano seguinte, Os Possessos, adaptação de Bia Lessa do romance Os Demônios, de Dostoievski. Em 1988, volta ao teatro para crianças, com Camaleão na Lua, de Maria Clara Machado, direção de Cacá Mourthé. 

Nos anos 1990, dos onze espetáculos adultos de que participa, seis têm direção de Eduardo Wotzik e quatro de Domingos Oliveira. Em 1991, interpreta Ritinha em Bonitinha, mas Ordinária, de Nelson Rodrigues. Assina, juntamente com as demais atrizes do elenco, o texto de Confissões das Mulheres de Trinta, com o qual realiza três temporadas entre 1992 e 2002. Em 1993, atua em Tróia, adaptação de Fernanda Schnorr da tragédia As Troianas, de Eurípides. "Clarice Niskier revela um crescimento expressivo como atriz, mostra maior autoridade através de trabalho vocal notável",1 segundo o crítico Macksen Luiz.

Em 1994, faz As Guerreiras do Amor, adaptação de Domingos Oliveira para Lisístrata, de Aristófanes, e realiza Clarice por Clarice, coletânea de textos de Clarice Lispector, direção de Eduardo Wotzik. Em 1995, protagoniza Yerma, de Federico García Lorca, em um espetáculo de linha de interpretação expositiva, em que a atriz apaga da personagem qualquer clima emocional. Em 1996, em Amores, de Domingos Oliveira, "mantém com segurança o equilíbrio dramático da personagem",2 segundo observa o crítico do Jornal do Brasil. Depois de voltar ao teatro infantil com direções de Lúcia Coelho e Joyce Niskier, atua, em 1998, em Noturno para Ifigênia, adaptação de Clara de Góes para Ifigênia em Áulis, de Eurípides, com direção de Rubens Rusche.

Em 1999, atua ao lado de Walmor Chagas, Tônia Carrero, Camilla Amado, Ítala Nandi e Luís de Lima, em Um Equilíbrio Delicado, de Edward Albee. Segundo o crítico Macksen Luiz, "Clarice Niskier hesita em assumir sem reservas a personagem. A sua atuação, um tanto esmaecida, deixa na superfície o conflito de Júlia".3 Em 1999, grávida de oito meses, estréia o monólogo Um Ato para Clarice, baseado em Clarice Lispector, novamente em parceria com o diretor Eduardo Wotzik.

Em 2000, atua ao lado de Maitê Proença e Aderbal Freire-Filho em Isabel, de Aderbal Freire-Filho, dirigida por seu constante companheiro de trabalho Domingos Oliveira. Em 2001, sob a direção de Felipe Hirsch, estreia Memória da Água, de Shelagh Stephenson. Em 2002, escreve e interpreta o monólogo Buda, comédia sobre uma mulher instável emocionalmente em busca de um grande amor.

Notas
1. LUIZ, Macksen. A poesia trágica dos gregos. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 13  nov. 1993.

2. LUIZ, Macksen. Colagem frágil de sentimentos partidos. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 3 fev. 1996.

3. LUIZ, Macksen. Papéis ricos por um elenco de alto nível. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 16 jan. 1999.

Outras informações de Clarice Niskier:

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    • Clarice Niskier
  • Habilidades
    • Ator
    • diretor de teatro
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Fontes de pesquisa (4)

  • EICHBAUER, Hélio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 24 de abril de 2011. Espetáculos: Antônio e Cleópatra, um Amor Imortal - 2006; Tudo Sobre Mulheres - 2006. Não catalogado
  • LUIZ, Macksen. Um Lorca sem emoção. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 05 jun. 1995.
  • NISKIER, Clarice. Currículo enviado pela atriz.
  • NISKIER, Clarice. Rio de Janeiro: Funarte / Cedoc. Dossiê Personalidades Artes Cênicas.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • CLARICE Niskier. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa350870/clarice-niskier>. Acesso em: 18 de Mai. 2021. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7