Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Mauro Mendonça

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
02.04.1931 Brasil / Minas Gerais / Ubá
Mauro Pereira de Mendonça (Ubá MG 1931). Ator. Em 1953, no Rio de Janeiro, estuda no Conservatório Nacional de Teatro, onde conhece o grupo de Maria Jacintha, o Teatro de Arte do Rio de Janeiro. Nesse grupo faz suas primeiras atuações. No cinema participa, entre outros, do filme Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos. Ingressa no elenco de s...

Texto

Abrir módulo

Biografia

Mauro Pereira de Mendonça (Ubá MG 1931). Ator. Em 1953, no Rio de Janeiro, estuda no Conservatório Nacional de Teatro, onde conhece o grupo de Maria Jacintha, o Teatro de Arte do Rio de Janeiro. Nesse grupo faz suas primeiras atuações. No cinema participa, entre outros, do filme Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos. Ingressa no elenco de substituição do Teatro Brasileiro de Comédia, TBC, para viajar com a peça Santa Marta Fabril S. A., de Abílio Pereira de Almeida, na direção de Adolfo Celi, em 1955.

No ano seguinte é contratado pela companhia e estréia em A Casa de Chá do Luar de Agosto, de John Patrick. O diretor Maurice Vaneau escolhe Mauro Mendonça para fazer o sargento Gregovitch, porque, segundo ele, "o ator mostrou ter a inteligência para compreender o caráter estúpido da personagem e fazer a síntese, promovendo um olhar crítico".1 Entre 1957 e 1959 permanece no TBC e atua em oito espetáculos, entre eles Rua São Luís, 27 - 8º Andar, dirigido por Alberto D'Aversa, e A Dama de Copas (Pif-Paf), ambos de Abílio Pereira de Almeida, e Os Interesses Criados, de Jacinto Benavente.

Ingressa no Pequeno Teatro de Comédia, PTC, e trabalha em Doce Pássaro da Juventude, de Tennessee Williams, com direção de Ademar Guerra, 1960; Plantão 21, de Sidney Kingsley, encenação de Antunes Filho, 1960; com o mesmo diretor participa do polêmico Feiticeiras de Salém, de Arthur Miller, 1961. É convidado por Augusto Boal para interpretar Stanley Kowalsky, em Um Bonde Chamado Desejo, também de Tennessee Williams, no Teatro Oficina. Nesse conjunto, de 1962 a 1966, atua em A Vida Impressa em Dólar, de Clifford Odetts, 1965; Andorra, de Max Frisch, 1965; e Os Inimigos, de Máximo Gorki, 1966. No ano seguinte, volta a colaborar com Ademar Guerra, integrando o elenco de Oh, Que Delícia de Guerra!, de Charles Chilton em colaboração com Joan Littlewood e o grupo do Theatre Workshop. Em 1970, está em O Preço, de Arthur Miller, na direção de Luís de Lima. Em 1972 sua atuação no espetáculo Nossa Vida em Família (Em Família), de Oduvaldo Vianna Filho, lhe vale os prêmios Governador do Estado e Associação Paulista de Críticos Teatrais, APCT, de melhor ator coadjuvante. Desde essa época, Mauro Mendonça se dedica também ao cinema e à televisão, onde ingressa nos tempos da TV Excelsior e, entre os anos 70 e 90, participa de quase 20 novelas.

Em 1973, de volta ao Rio de Janeiro, atua em Seria Cômico ... Se Não Fosse Sério, de Dürrenmatt, ao lado de Fernanda Montenegro e Fernando Torres. Em 1975, forma um grupo com Rosamaria Murtinho, Fulvio Stefanini, Osmar Prado, Arlete Sales, que produz A Feira de Adultério, reunindo textos de seis autores. O espetáculo, dirigido por Jô Soares, permanece dois anos em cartaz.

A atuação no cinema, no clássico Dona Flor e Seus Dois Maridos, lhe vale, entre outros, os prêmios Air France e Governador do Estado de São Paulo do ano de 1977. Com o papel conquista, por parte de críticos e cineastas, uma admiração unânime ao seu minucioso trabalho de construção de personagem.

Em 1983, revela seu belo timbre vocal como cantor no musical Evita, de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber. Interpretando Perón, ao lado de Cláudia, Mauro Mendonça trabalha com minúcia o gestual e as maneiras do ditador, criando uma relação entre seus gestos repetidos e seus traços de caráter, e mistura em alguns trechos a voz falada ao canto. Segundo o crítico Flávio Marinho, o ator humaniza o personagem, fornecendo-lhe emoção e calor humano. Em 1987, atua em Direita Volver, de Lauro César Muniz.

Com seu desempenho em Intensa Magia, de Maria Adelaide Amaral, em 1996, conquista o Prêmio Shell de melhor ator, tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo.

Notas

1. VANEAU, Maurice. Depoimento. Jornal da Tarde, São Paulo. Caderno de Programas e Leituras, p. 2.

Eventos relacionados 36

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 10

Abrir módulo
  • ALBUQUERQUE, Johana. Mauro Mendonça (ficha curricular). In: __________. ENCICLOPËDIA do Teatro Brasileiro Contemporâneo. Material elaborado em projeto de pesquisa para Fundação Vitae. São Paulo, 2000.
  • EICHBAUER, Hélio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 24 de abril de 2011. Espetáculo: Um Barco para o Sonho - 2007. Não catalogado
  • FRASER, Etty. Etty Fraser. São Paulo: [s.n.], s.d. Entrevista concedida a Rosy Farias, pesquisadora da Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Não Catalogado
  • GUZIK, Alberto; PEREIRA, Maria Lúcia (Org.). Teatro Brasileiro de Comédia. Dionysos, Rio de Janeiro, n. 25, set. 1980. Edição especial.
  • MENDONÇA, Mauro. Rio de Janeiro: Funarte / Cedoc. Dossiê Personalidades Artes Cênicas.
  • Programa da Retrospectiva - Oficina, Espetáculo - A Vida Impressa em Dolar - 1966. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Em Família - 1972. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Feira do Adultério - 1976. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Os Inimigos - 1966. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Ópera do Malandro - 2003. Não catalogado

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: