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Teatro

Eva Todor

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 04.11.2019
09.11.1919 Hungria / a definir / Budapeste
10.12.2017 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica Correio da Manhã/Acervo Arquivo Nacional

Eva Todor, 1959

Eva Fódor Nolding (Budapeste, Hungria 1919 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017). Atriz. Atuando desde os 14 anos, Eva Todor marca a cena com um estilo de interpretação baseado na meninice e na leveza cultivadas nas comédias de costumes brasileiras, que representam a quase totalidade de seu repertório.

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Biografia

Eva Fódor Nolding (Budapeste, Hungria 1919 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017). Atriz. Atuando desde os 14 anos, Eva Todor marca a cena com um estilo de interpretação baseado na meninice e na leveza cultivadas nas comédias de costumes brasileiras, que representam a quase totalidade de seu repertório.

Chega ao Brasil aos nove anos e aos 12 estuda balé com Maria Olenewa (1896-1965), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Aos 14 anos faz teste para o Teatro Recreio e estreia em Quanto Vale uma Mulher, 1934, de Luís Iglesias (1904-1963). Permanece na companhia de Luís Iglesias, com quem se casa, até 1939, tornando-se a primeira atriz, o que move o autor a escrever as peças com personagens concebidas especialmente para sua idade. Desenvolve, nesta época, um estilo pessoal em comédias, que torna-se sua marca e que acaba por limitar seu campo de atuação: aos 30 anos ainda interpretava meninas de 18 anos de idade.

Em 1940, funda a companhia Eva e seus Artistas, que estreia com Feia, de Paulo de Magalhães, sob a direção de Esther Leão (1892-1971). Seu primeiro papel dramático é em Cândida, 1946, de Bernard Shaw (1856-1950), sucesso que fica 4 meses em cartaz, seguido de Carta, 1947, de Somerset Maugham (1874-1965). A companhia, pela qual passaram André Villon (1914-1985), Jardel Jércolis (1894-1944), Elza Gomes (1910-1984) e Henriette Morineau (1908-1990), funciona até o final dos anos 1950 montando quase sempre comédias de costumes.

O estilo criado nos primeiros anos de carreira só é deixado de lado em 1966, com a peça Senhora da Boca do Lixo, de Jorge Andrade (1922-1984), sob a direção de Dulcina de Moraes (1908-1996). O gênero cômico continua sendo seu favorito, mas a atriz abre o leque de sua interpretação em peças como De Olho na Amélia, 1969, de Georges Feydeau (1862-1921), que lhe vale o Prêmio Molière de melhor atriz, Em Família, 1970, de Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974), com direção de Sergio Britto (1923-2011); e Quarta-Feira Lá em Casa, Sem Falta, 1977, de Mario Brasini (1921-1997).

Em 1981, atua em Essa Gente Incrível, de Neil Simon (1927). O crítico Sábato Magaldi  (1927-2016) observa a mudança no desempenho da atriz: "Ela perdeu a audácia da colegial sapeca, típica de seus primeiros namoros com a platéia. Uma inflexão e uma prosódia especiais, dando-lhe um ar brejeiro, de comunicabilidade simpática. A essas características, verdadeira marca pessoal, Eva acrescentou maturidade, no domínio dos recursos cênicos, e um toque de fantasia, que retira a comédia do terreno pedestre, para sugerir nela um mergulho mais profundo".1

Ao completar 50 anos de carreira, Eva Todor recebe homenagens e um artigo de Artur da Távola em que ele enumera os componentes de seu estilo de ser e trabalhar:

"O estar em cena sempre com a certeza de que é tudo uma representação e por isso tem que ser levado a sério. A vitalidade do corpo. A leveza do ser. O gosto de viver. A juventude eterna. A face brilhante. Caras e bocas. Um susto subjacente a cada expressão. Interjeições e trejeitos deliciosos. Afetação natural. Um ar de ponto de exclamação. [...] O melhor e mais renitente da arte de saber ser e permanecer faceira, catita, garrida e airosa".2

Notas

1. MAGALDI, Sábato. O conciliador Simon, em boa montagem. Jornal da Tarde, São Paulo, 4 jul. 1981.
2. TÁVOLA, Artur. Os cinqüenta de vida artística de Eva. O Globo, Rio de Janeiro, 26 ago. 1986.

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Fontes de pesquisa 7

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  • EICHBAUER, Hélio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 24 de abril de 2011. Espetáculo: A Celestina - 1969.
  • Eva Todor. Memória Globo, 2013. Disponível em: < http://memoriaglobo.globo.com/perfis/talentos/eva-todor.htm >. Acesso em: 10 dez. 2017.
  • GUERINI, Elaine. Nicette Bruno & Paulo Goulart: tudo em família. São Paulo: Cultura - Fundação Padre Anchieta: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 256 p. (Aplauso Perfil).
  • MAGALDI, Sábato. O conciliador Simon, em boa montagem. Jornal da Tarde, São Paulo, 4 jul. 1981.
  • PAIVA, Salvyano Cavalcanti de. Viva o Rebolado: vida e morte do teatro de revista brasileiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991. 693 p.
  • SZPACENKOPF, Marta. Morre a atriz Eva Todor, aos 98 anos. O Globo, Rio de Janeiro, 10 dez. 2017. Disponível em: < https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/morre-atriz-eva-todor-aos-98-anos-22173227 >. Acesso em: 10 dez. 2017.
  • TODOR, Eva. Rio de Janeiro: Funarte / Cedoc. Dossiê Personalidades Artes Cênicas.

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