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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Colé

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 16.07.2021
10.12.1919 Brasil / São Paulo / Cruzeiro
29.08.2000 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Registro fotográfico autoria desconhecida

Retrato de Colé, s.d.
Colé
Acervo Idart/Centro Cultural São Paulo

Petrônio Rosa Santana (Cruzeiro, São Paulo, 1919 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2000). Ator. De família circense, Colé se destaca como ator cômico no teatro de revista dos anos 40 e 50.

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Petrônio Rosa Santana (Cruzeiro, São Paulo, 1919 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2000). Ator. De família circense, Colé se destaca como ator cômico no teatro de revista dos anos 40 e 50.

Estréia no circo aos 12 anos, como ajudante de palhaço, com a função de distrair a platéia enquanto os cenários são trocados: sua falta de graça lhe rende o apelido de Picolé. No picadeiro, trabalha também como acrobata e adestrador de elefantes.

Estréia no teatro no fim dos anos 30, na Companhia Típica Brasil, na qual fica até 1940, quando entra para a Companhia de Carambola e assume o pseudônimo de Santana Júnior. Em 1941, assina contrato com Jardel Jércolis e estréia em sua companhia na revista Filhas de Eva, de Jardel e Custódio Mesquita. Nesse conjunto, viaja pelo Brasil e adota o nome artístico de Colé. Ao voltar para o Rio de Janeiro, tem seu primeiro sucesso cômico na revista Hoje Tem Marmelada, de Jardel Jércolis e Luiz Peixoto, 1942.

No teatro de revista, o ator se consagra com o tipo malandro e mulherengo que o leva para o rádio e o cinema. Em seguida, é contratado pelo empresário Chianca de Garcia e atua ao lado de Dercy Gonçalves, Grande Otelo e Virgínia Lane em espetáculos como O Rei do Samba, de Chianca de Garcia e Joaquim Maia, 1947, e Um Milhão de Mulheres, de J. Maia e Humberto Cunha, que é reencenado durante três anos, ambos com direção de Olavo de Barros.

Na década de 50, orientado por Procópio Ferreira, monta companhia própria. Um de seus maiores êxitos, sempre no gênero da revista, é Gente Bem e Champanhota, de J. Rui, Humberto Cunha e Colé, 1955, sátira ligeira à elite social da época.

Nos anos 60 e 70, Colé volta sua carreira para a televisão, onde participa de programas humorísticos.

Tem representativa participação em cinema, tendo atuado em O Cortiço, adaptação de Luiz de Barros para o romance de Aluísio de Azevedo, 1945; a primeira chanchada Segura Esta Mulher, direção de Watson Macedo, 1946; Estou Aí, direção de Cajado Filho, 1948; O Falso Detetive, direção de Cajado Filho, 1951; Mulher de Verdade, direção de Alberto Cavalcanti, 1954; do underground Júlio Bressane atua em O Gigante da América, 1978; Tabu, em que faz o papel de Oswald de Andrade (1890 - 1954), 1983, e Brás Cubas, 1985; Lili, a Estrela do Crime, direção de Lui Farias, 1988; Escorpião Escarlate, direção de Ivan Cardoso, 1991.

Obras 1

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Espetáculos 49

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Fontes de pesquisa 3

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  • PAIVA, Salvyano Cavalcanti de. Viva o Rebolado. Vida e morte do teatro de revista brasileiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991.
  • SANTANA, Colé. (Dossiê Personalidade Artes Cênicas) Rio de Janeiro: CEDOC/Funarte.
  • VENEZIANO, Neyde. O Teatro de revista no Brasil. Campinas, Unicamp, 1991.

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