Artigo da seção pessoas Célia Biar

Célia Biar

Artigo da seção pessoas
Teatro / cinema  
Data de nascimento deCélia Biar: 10-03-1918 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo) | Data de morte 06-11-1999 Local de morte: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
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Espetáculo O Mentiroso. Em cena: Carlos Vergueiro (Arlequim), Sérgio Cardoso (Lélio), Célia Biar (Colombina), Cleyde Yáconis (Rosaura) , 1952 , Fredi Kleemann
Registro fotográfico Fredi Kleemann

Biografia

Célia Raphaella Martins Biar (São Paulo, São Paulo, 1918 - Idem, 1999). Atriz. Trabalhando dentro do moderno teatro brasileiro, Célia Biar torna-se uma atriz característica da alta comédia.

Filha da modista Beatriz Biar, muito jovem está integrada ao Grupo de Teatro Experimental, dirigido por Alfredo Mesquita (1907-1986), na montagem de Pif-Paf (A Dama de Copas), de Abílio Pereira de Almeida (1906-1977), em 1947. Participa da produção de A Noite de 16 de Janeiro, em 1949, profissionalizando-se no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), no mesmo ano, com Nick Bar...Álcool, Brinquedos, Ambições, de William Saroyan, com direção de Adolfo Celi (1922-1986). Desde então, Célia tem participação ativa no elenco da companhia, surgindo com ênfase especialmente nas comédias sofisticadas. Ainda em 1949, está em Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesselring, e Luz de Gás, de Patrick Hamilton, ambas dirigidas por Celi; Ele, de Alfred Savoir; O Mentiroso, de Carlo Goldoni, e Os Filhos de Eduardo, de Marc-Gilbert Sauvajon - esta última de 1950 - todas com o diretor Ruggero Jacobbi. Neste ano integra os elencos de O Cavalheiro da Lua, de Marcel Achard, e Lembranças de Bertha, de Tennessee Williams, conduzidos por Ziembinski (1908-1978); Do Mundo Nada Se Leva, de Kaufman e Moss Hart, direção de Luciano Salce (1922-1989), produções de 1950. No ano seguinte, está em Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello, bem-sucedida encenação de Celi; Convite ao Baile, de Jean Anouilh, direção de Salce; Harvey, de Mary Chase, direção de Ziembinski. Relações Internacionais, de Noel Coward, dirigida por Cacilda Becker; Inimigos Íntimos, de Pierre Barillet e J. P. Grédy, mais uma direção de Salce e Vá com Deus, de John Murray e Allen Boretz, pelo diretor Flaminio Bollini (1924-1978), são as montagens de 1952. Em 1953, Divórcio para Três, de Victorien Sardou, direção Ziembinski; Treze à Mesa, de Marc-Gilbert Sauvajon, direção de Ruggero Jacobbi; Se Eu Quisesse, de Geraldy e Spitzer, novamente Ziembinski. Uma Mulher do Outro Mundo, de Noel Coward, e Santa Marta Fabril S. A., de Abílio Pereira de Almeida, ambas dirigidas por Celi em 1954 e 1955. O Sedutor, de Diego Fabbri, direção de Eugênio Kusnet; A Casa de Chá do Luar de Agosto, de John Patrick, e Gata em Teto de Zinco Quente, de Tennessee Williams, as duas últimas concepções de Maurice Vaneau (1926-2007), são as suas realizações na temporada seguinte. Adorável Júlia, de Marc-Gilbert Sauvajon, direção Ziembinski, 1957, e A Dama de Copas (Pif-Paf), de Abílio Pereira de Almeida, direção de Armando Paschoal, 1958, são seus últimos trabalhos no TBC.

Faz uma participação na Companhia Brasileira de Comédia, em Folha de Parreira, de Jean-Bernard Luc, de 1955. Com o Pequeno Teatro de Comédia, sob a direção de Antunes Filho (1929), integra a montagem de Pic-Nic, de William Inge, em 1959. Na Companhia Nydia Licia está, em 1961, em Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, com direção de Amir Haddad (1937), e Um Elefante no Caos, de Millôr Fernandes (1923-2012); em 1964, volta à companhia para fazer Um Apartamento Indiscreto, de Claude Magnier, outra direção de Amir.

No Rio de Janeiro, em 1966, participa de duas produções: Sinistra Comédia, de Harold Pinter, direção de Flávio Rangel (1934-1988) e Oh, que Delícia de Guerra!, espetáculo que projeta o diretor Ademar Guerra (1933-1993). Após longo afastamento fazendo TV, volta aos palcos em 1974 na produção de Dr. Knock, de Jules Romains, ao lado de Paulo Autran (1922-2007); assim como, em 1979, para fazer Teu Nome É Mulher.

Entre as novelas de sucesso que integram seu currículo, os destaques são Final Feliz, 1982; Brega e Chique, 1987; Locomotivas, 1977; Corrida do Ouro, 1974, entre outras.

Outras informações de Célia Biar:

Representação (2)

Espetáculos (52)

Todos os espetáculos

Fontes de pesquisa (6)

  • GUZIK, Alberto. TBC: crônica de um sonho. São Paulo: Perspectiva, 1986. 233 p.
  • FERRARA, J.A.; SERRONI, J. C. (Org.). Cenografia e indumentária no TBC. São Paulo: Secretaria do Estado da Cultura, 1980. 157 p.
  • GONÇALVES, Augusto de Freitas Lopes. Dicionário histórico e literário do teatro no Brasil. Rio de Janeiro: Cátedra, 1975. 4 v.
  • GUZIK, Alberto; PEREIRA, Maria Lúcia (Org.). Teatro Brasileiro de Comédia. Dionysos, Rio de Janeiro, n. 25, set. 1980. Edição especial.
  • Planilha enviada pelo pesquisador Edélcio Mostaço Não Catalogado
  • TEATRO ALIANÇA FRANCESA. Belas Figuras: São Paulo, SP, [1983]. Programa do Espetáculo. Não catalogado

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • CÉLIA Biar. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa349437/celia-biar>. Acesso em: 15 de Out. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7