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Teatro

Zeca Abreu

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 22.02.2017
1965 Brasil / Ceará / Fortaleza
Maria José Sampaio de Abreu (Fortaleza, Ceará, 1965). Atriz, diretora e arte-educadora. Sobe ao palco pela primeira vez em a Vingança de Marilyn (1988), após um curso no Teatro Gamboa, em Salvador. Em 1990, participa do Curso Livre de Teatro, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Muda-se para o Rio de Janeiro e, quando volta a Salvador, em 19...

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Biografia

Maria José Sampaio de Abreu (Fortaleza, Ceará, 1965). Atriz, diretora e arte-educadora. Sobe ao palco pela primeira vez em a Vingança de Marilyn (1988), após um curso no Teatro Gamboa, em Salvador. Em 1990, participa do Curso Livre de Teatro, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Muda-se para o Rio de Janeiro e, quando volta a Salvador, em 1992, passa a integrar o Grupo Cereus, coordenado por Hebe Alves. Com o Cereus, encena O Homem Nu e suas Viagens (1992), coletânea de crônicas de autores nacionais, e Ball Trap, o Jogo (1994), de Xavier Durringer (1963).

Em 1995, recebe o prêmio de melhor atriz do Troféu Bahia Aplaude com a peça Um Prato de Mingau para Helga Brown, de Sergio Ramos. No mesmo ano, ganha o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Teatro Isnard Azevedo (Florianópolis), com Pontapé, montagem que, em 1996, recebe também o Troféu Bahia Aplaude de melhor espetáculo infantil. Em 2001, coordena o Núcleo de Teatro do Grupo de Apoio e Prevenção à Aids (Gapa), no qual realiza o projeto Plataforma Solidariedade, com patrocínio da Petrobras, e o Festival Gapa em Cena. Em 2003, funda a Trupe da Zequinha e estreia na direção com a peça H2O, uma Fórmula de Amor, de Elísio Lopes Jr. O espetáculo recebe o Prêmio Braskem de Teatro na categoria melhor espetáculo infantojuvenil. Em 2011, atua em Trilogia Shirley, de Cláudio Simões, e faz seu primeiro monólogo em Cartas Portuguesas, de Mariana Alcoforado. No cinema, atua, entre outros, nos premiados filmes Eu me Lembro (2002) e O Homem que Não Dormia (2011), ambos de Edgard Navarro, e Cidade Baixa (2004), de Sérgio Machado.

Análise

A relação de Zeca de Abreu com a cena teatral baiana se dá por meio de diferentes atividades, o que demonstra a amplitude de seus interesses vinculados tanto às artes cênicas quanto às relações de cultura, formação e educação. Assim, desempenha os papeis de atriz, diretora, produtora e apresentadora, mas tem uma especial preocupação com o seu trabalho como arte-educadora.

Centenas de alunos já passaram pelos seus cursos de teatro: crianças da Casa Via Magia, uma escola de filosofia construtivista de Salvador; alunos do Colégio Opcional; adolescentes e adultos nas oficinas do Teatro Vila Velha (TVV); e jovens de comunidades da periferia do Núcleo de Teatro do Gapa. Através de laboratórios e exercícios de improvisação, Zeca de Abreu repassa aos alunos técnicas teatrais aprendidas com os principais diretores baianos que a dirigem, tais como Luiz Marfuz, Fernando Guerreiro, Márcio Meirelles e, principalmente, Hebe Alves, com quem trabalha por cinco anos no Grupo Cereus.

"Adoro dar aula, saio das vivências feliz",1 destaca a atriz. Em 2011, Zeca amplia essa vivência com o projeto de residência artística Raízes Africanas - Odoyá Nigéria! África no Mundo 2011, em Londres, que envolve famílias de grupos minoritários étnicos e negros e tem por objetivo desenterrar histórias não contadas vividas na diáspora nigeriana na Inglaterra, como resultado da guerra civil na década de 1970.

Essa pluralidade de atividades permite à "atriz-educadora" construir um repertório de ações e produções artísticas que simultaneamente dão vasão aos seus anseios particulares - seja na atuação ou direção - e à sua vontade de estar comprometida com a sociedade e a cultura, contribuindo como importante agitadora cultural do teatro baiano.

Nota

1

Espetáculos 1

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