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Enciclopédia Itaú Cultural
Literatura

Betty Milan

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 21.07.2015
05.08.1944 Brasil / São Paulo / São Paulo
Elizabeth Milan Mangin (São Paulo, SP, 1944). Romancista, cronista, dramaturga, ensaísta e psicanalista. Passa a infância e a adolescência em São Paulo. Ingressa na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) aos 18 anos, com o objetivo de se tornar psiquiatra. Paralelamente, frequenta cursos na Faculdade de Filosofia Ciências e L...

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Biografia
Elizabeth Milan Mangin (São Paulo, SP, 1944). Romancista, cronista, dramaturga, ensaísta e psicanalista. Passa a infância e a adolescência em São Paulo. Ingressa na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) aos 18 anos, com o objetivo de se tornar psiquiatra. Paralelamente, frequenta cursos na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras (FFCL). Em 1968, inicia especialização em psiquiatria, estagiando em hospitais brasileiros e em uma comunidade terapêutica na Escócia. Defende tese de doutorado em psiquiatria na FMUSP em 1973 e no ano seguinte vai para a França - a partir de então, vive entre os dois países. Especializa-se em psicanálise pela École Freudienne, em Paris, com Jacques Lacan, de quem se torna tradutora e assistente na Universidade de Paris VIII. A importância do contato com o psicanalista francês repercutirá em O Papagaio e o Doutor (1991), seu segundo romance. Sua estreia no gênero ocorre dez anos antes, com O Sexophuro (1981) que, junto de A Paixão de Lia (1994) e O Amante Brasileiro (2004), compõe A Trilogia do Amor (2010), republicação dos três títulos em um só volume. Os períodos vividos na França resultam na publicação de quatro obras: A Força da Palavra (1996) e O Século (1999), ambos com entrevistas concedidas por intelectuais europeus, e Paris não Acaba Nunca (1996) e Quando Paris Cintila (2008), de crônicas. As colunas de consultas sentimentais mantidas no jornal Folha de S.Paulo, de 2005 a 2007, e na revista Veja, de 2009 a 2012, são reunidas nos volumes Fale com Ela (2007) e Quem Ama Escuta (2011). A autora tem ainda incursões pelo teatro: Paixão, composta a partir de um capítulo do ensaio O que É Amor (1983), é encenado em 1994; A Paixão de Lia é adaptado, em 2002, com direção de José Celso Martinez Corrêa (1937); O Amante Brasileiro estreia no Teatro Oficina em 2004.

Comentário Crítico
Autora também de não-ficção, em especial na área da psicanálise, Betty Milan estreia na literatura com O Sexophuro (1981), já em torno da questão predominante no conjunto da obra: as implicações entre erotismo e discurso. Neste primeiro romance, a falta amorosa vivida pela protagonista, assombrada pela imagem da Outra a que o marido se liga e pela perda de um filho, motiva a dedicação à escrita.

O mesmo percurso será desenvolvido em A Paixão de Lia (1994): a narradora-personagem, buscando realizar-se plenamente por meio do amor, vale-se da tradição lírica para dar forma a suas vivências e fantasias eróticas. Safo de Lesbos, por exemplo, é relembrada em uma experiência homossexual; o mito de Orfeu, pelas transformações proporcionadas pela relação amorosa.

O Amante Brasileiro (2004) - republicado com O Sexophuro e A Paixão de Lia no volume único A Trilogia do Amor, de 2010 - mostra como as palavras são necessárias à realização afetiva. Romance epistolar que não esconde a marca da contemporaneidade, pois a troca de correspondência entre os amantes ocorre por email, apresenta um casal construindo uma relação à distância e baseada na máxima: "a liberdade de um libera o outro". Clara é brasileira, e Sébastién, francês.

O trânsito entre Brasil e França será tema ainda das crônicas da autora, sobre a capital francesa, e do romance Consolação (2009), em que a protagonista Laura, paulistana, vive o luto pela morte de Jacques, francês, seu marido. Neste título se verifica a expansão do interesse ficcional da autora: a experiência coletiva brasileira, discutida em alguns de seus ensaios, ressurge a partir da dor pessoal vivida pela personagem. O retrato das feridas sociais soma-se, assim, à problematização das vivências íntimas.

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