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Teatro

Renata Pallottini

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.07.2021
20.01.1931 Brasil / São Paulo / São Paulo
08.07.2021 Brasil / São Paulo / São Paulo
Renata Monachesi Pallottini (São Paulo, São Paulo, 1931 – idem, 2021). Dramaturga, ensaísta, escritora e tradutora. Destaca-se pela intensa atividade na dramaturgia e tradução, com obras encenadas por criadores assíduos da cena nacional, além de se dedicar à poesia.

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Renata Monachesi Pallottini (São Paulo, São Paulo, 1931 – idem, 2021). Dramaturga, ensaísta, escritora e tradutora. Destaca-se pela intensa atividade na dramaturgia e tradução, com obras encenadas por criadores assíduos da cena nacional, além de se dedicar à poesia.

Gradua-se em filosofia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1951, e em direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em 1953. Muda-se para a França, onde inicia estudos de teatro nos cursos livres da Sorbonne Nouvelle, em Paris, no ano de 1959. De volta ao Brasil, entra para a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/USP), e se forma em dramaturgia em 1964. Conclui o doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), em 1982, onde também leciona.

A Lâmpada, texto de sua autoria, é encenado em 1960, em Campinas, São Paulo, com direção de Tereza Aguiar (1933). No ano seguinte, adapta Sarapalha, de Guimarães Rosa (1908-1967), para direção de Alberto D'Aversa (1920-1969). Dirige seu próprio texto, O Exercício da Justiça, para a EAD, em 1962. Nu Para Vinícius (1964), escrito em parceria com Lauro César Muniz (1938), é levado para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). "O espetáculo se compõe de um drama, um balé e uma comédia, versando sobre um mesmo tema, fornecido por uma crônica de Helena Silveira: as vicissitudes de um rapaz do interior à busca de modelo para a Vênus de Milo que deseja esculpir".1

Estreia no teatro profissional com O Crime da Cabra (1965), com direção de Carlos Murtinho, numa produção da Companhia Nydia Licia, já arrematando os Prêmios Molière e Governador do Estado de melhor texto.

Pedro Pedreiro (1967), texto de Renata, com música de Chico Buarque (1944) e direção de Silnei Siqueira (1934-2013), é o primeiro espetáculo da EAD a excursionar ao exterior, participando do Festival de Teatro Universitário de Manizales, na Colômbia. No ano seguinte, escreve O Escorpião de Numância, baseado no O Cerco de Numância, do espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616), espetáculo dirigido por José Rubens Siqueira (1945), com Cláudio Corrêa e Castro (1928-2005) no papel principal, ganhando o Prêmio Anchieta da Comissão Estadual de Teatro (CET), de melhor texto teatral. 

Ainda em 1968, traduz Hair, de James Rado (1932) e Gerome Ragni (1935-1991), que ganha prestigiada encenação de Ademar Guerra (1933-1993) e atribui-lhe o Prêmio de Melhor Tradução da União Cultural Brasil-Estados Unidos. Em 1969, parte para outra adaptação, João Guimarães: Veredas, uma edição de trechos das obras Sagarana, Corpo de Baile e Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, outra parceria com a diretora Tereza Aguiar.

Traduz Godspell, de John Mitchell Tebelak para um espetáculo de Altair Lima, levando mais um Prêmio da União Cultural Brasil-Estados Unidos de melhor tradução, em 1973. Um ano depois é a vez de Lulu, de Frank Wedekind (1864-1918), numa nova direção de Ademar Guerra, em que leva o Prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de melhor tradução.

Em 1978, traduz A Vida é Sonho, de Calderón de La Barca, para um espetáculo de Celso Nunes, tradução que é utilizada na montagem de 1991 de Gabriel Villela. Ademar Guerra realiza uma montagem de seu texto Colônia Cecília (1984), em Curitiba. Dois anos depois roteiriza e traduz textos de Federico García Lorca (1898-1936), intitulando a obra de Caminho que Fazem o Darro e o Genil Até o Mar, com direção de Tereza Aguiar.

Em 2001, Renata traduz e adapta Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino (1923-1985), para direção de Marcia Abujamra (1959). E, em 2002, Zé Carlos de Andrade dirige, para a Faculdade Paulista de Artes, Enquanto Se Vai Morrer, peça sobre a experiência da autora na Faculdade de Direito, focalizando os problemas da pena de morte e da tortura. A obra é escrita em 1972 e censurada no ano seguinte. 

Na mesma década, publica os livros de poesia Um Calafrio Diário (2006) e Chocolate Amargo (2008), e, mais tarde, é eleita membro da Academia Paulista de Letras, em 2013.

Renata Pallottini contribui com sua produção no teatro, na TV, como escritora, professora e nas áreas administrativa ou política. Todas as linguagens em que se debruça levam a marca inconfundível do poético, o que a caracteriza e diferencia como criadora.

Nota

1. MAGALDI, Sábato; VARGAS, Maria Thereza. Cem Anos de Teatro em São Paulo. São Paulo: SENAC, 2000. p. 243.

Espetáculos 30

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Exposições 4

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Fontes de pesquisa 20

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  • Ah!Mérica com Raul Cortez, Um Retrado da América Latina. Palco e Platéia, São Paulo, ano 0, julho de 1985.
  • BERRETINI, Célia. O assunto é: "Numâmcia". O Estado de S. Paulo, São Paulo, 31 out. 1970, p. 6. (análise do texto "O Escorpião de Numância", de Renata Pallotini).
  • CARVALHO, Tania. Ney Latorraca: uma celebração. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. (Aplauso Especial).
  • CASTILHO, Alceu Luís. Peça transporta o Bexiga para a USP. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 nov. 1995. Seu Bairro, p. Z3.
  • FONTA, Sérgio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 2011.
  • LIMA, Mariângela Alves de. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 6 jun. 1975, p. 24. MAGALDI, Sábato. O reencontro emocionado de ex-colegas. Jornal da Tarde, São Paulo, 18 mar. 1976, p. 20.
  • LULU. São Paulo: Teatro Sesc Anchieta, 1974. 1 programa do espetáculo.
  • MAGALDI, Sábato; VARGAS, Maria Thereza. Cem anos de teatro em São Paulo (1875-1974). São Paulo: Senac, 2000.
  • MORRE Renata Pallottini, poeta, dramaturga e professora, aos 90 anos. Folhapress, 8 jul. 2021. Disponível em: https://www.folhape.com.br/cultura/morre-renata-pallottini-poeta-dramaturga-e-professora-aos-90-anos/189743/. Acesso em: 12 jul. 2021.
  • Morre Renata Pallottini, poeta, dramaturga e ensaísta, aos 90 anos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 08 jul. 2021. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/07/morre-renata-pallottini-poeta-dramaturga-e-professora-aos-90-anos.shtml. Acesso em: 08 jul. 2021.
  • NÉSPOLI, Beth. Livro sobre Cacilda é aula de teatro visceral. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 26 nov. 1997, p. D 10.
  • O CRIME da Cabra. (Programa). CCSP/ Divisão de Pesquisas - Idart, 1965.
  • PALLOTTINI, Renata. A História do Juiz. Revista de Teatro SBAT. No 407, set./out. 1975.
  • Programa do Espetáculo - Divinas Palavras - 1986.
  • RENATA PALLOTTINI. In: ACADEMIA Paulista de Letras, São Paulo, [s.d.].
  • ROZÁRIO, Denira. Renata Pallottini. In: ______. Palavra de poeta: coletânea de entrevistas e antologia poética. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989.
  • SALOMÃO, Marici. Peça de Renata Pallottini estréia 30 anos depois. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 10 jul. 2002. Caderno 2, p. D7.
  • SERENATA Cantada aos Companheiros. Programa. Biblioteca Jenny Klabin Segall, 1976.
  • SZOKA, Elizbieta. Fourteen female voices from Brazil: interviews and Works. Austin: Host Publications, 2002.
  • VASCONCELLOS, Ana Lúcia. Entre o teatro e a poesia. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 26 ago. 1979. Suplemento Cultural Artes no. 147, ano III, p. 13.

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