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Música

Sérgio Freire

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 08.02.2017
1962
Sérgio Freire Garcia (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1962). Compositor e professor. Gradua-se em composição pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1990. Obtém o título de mestre pelo Instituto de Sonologia do Conservatório Real da Holanda, em 1993, e o de doutor em comunicação e semiótica pela Pontifícia Universid...

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Biografia

Sérgio Freire Garcia (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1962). Compositor e professor. Gradua-se em composição pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1990. Obtém o título de mestre pelo Instituto de Sonologia do Conservatório Real da Holanda, em 1993, e o de doutor em comunicação e semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) em 2004.

Professor na Universidade Federal de Minas Gerais, atua nas áreas de composição, música e novas tecnologias, no curso de graduação, e é professor permanente do programa de pós-graduação em música. Neste, desenvolve projetos nas áreas de sonologia e criação musical, com uso de meios eletroacústicos e digitais, voltados para a performance ao vivo.

Coordena dois projetos de pesquisa. Um deles, desde 2009: sistemas musicais interativos com instrumentos acústicos, controladores digitais e processamento de imagens. O outro, desde 2010: consolidação de uma interface musical acústico-digital a partir de um violão, captação hexafônica e processamento digital de sinais.

Sua produção inclui obras compostas para formações camerísticas, além de música eletroacústica e composições originais para teatro, vídeo e animação. Seus trabalhos são executados no Brasil, Chile, Holanda e Alemanha.

É premiado no concurso de composição do BAMDialogue, Nieuw Ensemble, na Holanda, e obtém 2º lugar no 4o Concurso Nacional de Composição, promovido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1989.

Tem experiência na área de artes, com ênfase em composição musical e sonologia. Atua, principalmente, com composição musical, música e novas tecnologias e sistemas musicais interativos.

Análise

Compositor e professor, Sérgio Freire explora a espacialidade da música eletroacústica e performance instrumental. Peças como A Semente e a Casca (1999) expressam a pesquisa musical que explora combinações de sons eletroacústicos com outros instrumentos. Neste caso específico, cavaquinho e clarineta.

Seu conhecimento técnico aliado aos processos práticos da música eletroacústica resultam em uma criatividade composicional que o colocam na cena contemporânea da música mineira. É reconhecido nacionalmente, mesmo sem uma obra numerosa. Junto à UFMG, o artista pretende criar um polo mineiro de música tecnológica e, para isso, atua na graduação e pós-graduação.

Sua produção baseia-se em concertos e composições, com maior projeção a partir do ano 2000, embora componha desde os anos 1980. A peça Baurembi (1987) é de música concreta e o conduz para a sonoridade eletroacústica. Nos anos 1990, encontra-se com a música eletrônica e, a partir daí, cria diálogos de sonoridades variadas.

Compõe para espetáculos multimídia, de dança, teatro e vinhetas, com instrumentos tradicionais e música eletroacústica. Especializa-se em sons para cavaquinho, violão, conjunto de sopros, piano, percussão, grupo de câmara, violoncelo, em articulação com a sonoridade contemporânea da música eletrônica. Sua produção considera também a performance musical, ao apresentar trabalho ao vivo.

Entre os trabalhos mais relevantes destacam-se “Anamorfoses” (2007), composição para vibrafone, gongos e eletrônica; Tecendo a manhã (2009), composição apresentada no Brasil e Holanda e Desfiar (2011), composição para violoncelo e eletrônica, apresentada em festivais e universidades em Belo Horizonte, Salvador e Montreal, no Canadá.

Sua obra é apresentada com regularidade em eventos musicais no Brasil e exterior, alcançando espaços diversos, como teatros, centros culturais e universidades. Participa da Coletânea de Música Eletroacústica Brasileira, editada pela Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica em 2009. No CD 4, Ludus, apresenta a composição “A Semente e a Casca”, de 1999.

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