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Artes visuais

Gisela Domschke

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 20.09.2021
1965 Brasil / São Paulo / São Paulo
Gisela Marina Domschke (São Paulo, São Paulo, 1965). Artista multimídia, designer e curadora. Gradua-se em filosofia na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade São Paulo (FFLCH/USP) em 1987. Sua obra compreende diferentes mídias: cinema, vídeo, webarte, CD-ROMs e performances. No início dos anos 1990, desenvolve trabalho...

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Biografia
Gisela Marina Domschke (São Paulo, São Paulo, 1965). Artista multimídia, designer e curadora. Gradua-se em filosofia na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade São Paulo (FFLCH/USP) em 1987. Sua obra compreende diferentes mídias: cinema, vídeo, webarte, CD-ROMs e performances. No início dos anos 1990, desenvolve trabalhos experimentais em CD-ROMs, webarte e instalações. Mora em Paris, França, entre 1994 e 1997, onde faz mestrado no Colégio Internacional de  Filosofia na Universidade Paris IV (Paris-Sorbonne). No final dos anos 1990, começa a desenvolver performances de live-cinema e, nos anos 2000, volta-se para o cinema digital. Estreia a performance Contact Improvisation (1992) no Centro Cultural São Paulo. 

De 1994 a 1998, participa de várias exposições coletivas na Europa. Realiza a primeira individual na Galeria Genlock, em Genebra, Suiça, em 1995. De 1997 a 2000, faz mestrado em design de comunicação pelo Saint Martins College e desenvolve trabalhos em instituições como o Insitute of Contemporany Arts (ICA), ambos em Londres, Reino Unido. Até 2006, integra o corpo docente do Centre for Cultural Studies, como coordenadora do programa de mestrado em Interactive Media na Goldsmiths University, também em Londres. Em 2001, participa do 2° Festival de Linguagens Eletrônicas (File), e, em 2002, da Bienal do Whitney Museum, Nova York, Estados Unidos. 

Retorna ao Brasil em 2007 e gerencia a criação do Laboratório de Mídias do Museu da Imagem e do Som em São Paulo (LabMIS/SP). É curadora convidada da ZERO1 (2012) – Bienal de Artes e Tecnologia, em San José, Califórnia, Estados Unidos. No mesmo ano, cria, com Lucas Bambozzi (1965), o Labmovel (menção honrosa no Prix Ars Electronica 2013), plataforma para compartilhamento de arte e conhecimento que atua por meio de atividades com mídias digitais e workshops de rua. Faz a curadoria da 4a Mostra 3M de Arte Digital (2013) no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Análise
A formação em filosofia, no Brasil e na França, é a base da poética de Gisela Domschke. No período em Paris, conhece a obra do filósofo norte-americano Richard Shusterman (1949), de quem traduz o livro Pragmatist Aesthetics em 1998. Nesta obra, o filósofo defende a legitimidade estética da arte popular como “parte de uma reforma social”, princípio manifesto nos trabalhos da artista. Também é influenciada pelo filósofo francês Jacques Derrida (1930-2004). Frequenta o curso dele, L’ Hospitalité, em que trata da hospitalidade e da hostilidade, para o outro e para o estrangeiro, de tudo o que chega às fronteiras. A videoteca do Centro Cultural George Pompidou coloca-a em contato com a produção de vanguarda de vídeo e cinema, e o trabalho no Museu d'Orsay, a com a tradição artística do século XIX. Sua primeira obra em Paris é Desires and Fears (1996), com Fábio Itapura (1963), uma instalação nas estações de metrô com 250 depoimentos sobre os medos e desejos dos passageiros. 

Em Section 6, 52’ (1998), envereda para o live-cinema, ou cinema vivo. O live-cinema refere-se ao audiovisual contemporâneo em que a construção da narrativa é simultânea aos acontecimentos que se desenrolam, seguindo um roteiro ou por meio de improviso. O formato explora novos modos de narrar que evoluíram com base no cinema experimental, na videoarte e na performance. Section 6, 52’ é um documentário sobre as festas nas residências ocupadas pelos squatters1 em Londres.
 
A reflexão de Domschke sobre a narrativa, desenvolvida em Paris, é aprimorada com o mestrado e o ensino em Londres, bases para a montagem do LabMIS. O laboratório é um marco, ainda em atividade, no incentivo aos trabalhos em multimídia. 

Seu projeto pessoal, o Labmovel (2012), ainda está em andamento. Ele recupera a ideia de reforma social por meio da arte, disponibilizando um laboratório, instalado numa Kombi, em lugares onde há escassez de oferta artística institucional. Expande os conceitos de arte e cultura para fora dos espaços tradicionais e resulta em criações e veiculações compartilhadas.

É curadora, em 2015, do programa de residência Red Bull Basement, destinado a desenvolvedores, programadores e hackers. O foco do programa é o desenvolvimento de projetos que utilizem tecnologias digitais para a melhoria do espaço urbano e transformações no cotidiano da cidade de São Paulo.

Nota
Squat é o movimento de ocupação de um terreno ou de uma construção desabitados, sem permissão de seus proríetários legais, para criar um ambiente de convívio comunitário.

Encontros 2

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Espetáculos 1

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Exposições 5

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Fontes de pesquisa 9

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Como citar

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