Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

A Enciclopédia é o projeto mais antigo do Itaú Cultural. Ela nasce como um banco de dados sobre pintura brasileira, em 1987, e vem sendo construída por muitas mãos.

Se você deseja contribuir com sugestões ou tem dúvidas sobre a Enciclopédia, escreva para nós.

Caso tenha alguma dúvida, sugerimos que você dê uma olhada nas nossas Perguntas Frequentes, onde esclarecemos alguns questionamentos sobre nossa plataforma.

Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Marcelo Mirisola

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.10.2018
09.05.1966 Brasil / São Paulo / São Paulo
Marcelo Rizzo Mirisola (São Paulo, São Paulo, 1966). Romancista, contista e cronista. Passa a infância em Santos e, de volta à capital, forma-se em direito, porém não segue a profissão. Reside também em Santa Catarina e no Rio de Janeiro e, a partir dos anos 1990, dedica-se integralmente à carreira de escritor e articulista.

Texto

Abrir módulo

Biografia

Marcelo Rizzo Mirisola (São Paulo, São Paulo, 1966). Romancista, contista e cronista. Passa a infância em Santos e, de volta à capital, forma-se em direito, porém não segue a profissão. Reside também em Santa Catarina e no Rio de Janeiro e, a partir dos anos 1990, dedica-se integralmente à carreira de escritor e articulista.

Estreia na literatura em 1998, com os contos de Fátima Fez os Pés para Mostrar na Choperia. Publica mais 11 livros até 2012, além de textos curtos e folhetins em diversos jornais e revistas do país. Em 2001 e 2003, integra as antologias Geração 90: Manuscritos de Computador e Geração 90: os Transgressores, publicações que consolidam a importância e o reconhecimento desse conjunto de autores no panorama literário brasileiro. Colabora ainda como colunista em revistas e sites como o Congresso em Foco, onde veicula crônicas de tom bastante crítico e majoritariamente direcionadas ao meio literário nacional, o que faz de Mirisola conhecido também por sua postura de polemista.

Análise

Marcelo Mirisola pertence a um grupo de escritores bastante heterogêneo que marca o cenário literário brasileiro dos anos 1990. Sua produção caracteriza-se pela combinação de domínio técnico e ousadia temática. Tal estilo lembra o do escritor norte-americano Charles Bukowski (1920-1994) por seu caráter obsceno e coloquial, mas remete mais decisivamente à corrente literária que concebe momentos cruciais de sua literatura a partir da mistura de autobiografia e ficção.

A indefinição dos limites entre experiência pessoal e construção ficam evidentes desde o primeiro romance do autor, O Azul do Filho Morto (2002), baseado nas memórias de um narrador que parece identificado ao próprio escritor. Esse narrador-personagem, cuja história, segundo o autor, tem continuidade até o romance Charque (2011), elabora com acidez e violência uma crítica destruidora ao modo de vida da classe média contemporânea. Expondo, por meio de um texto repleto de vocabulário chulo e marcado pelo desejo de chocar o leitor, as angústias afetivas, a obsessão pelo sexo e a melancolia que permeiam a vida dessa sociedade. Como nota um de seus interlocutores mais próximos, o escritor Reinaldo Moraes (1950), essa matéria biográfica incômoda é ordenada por uma sintaxe peculiar regida por cortes bruscos, materializando a estranheza da vida mental desses narradores.

A fragmentação também é característica central dos contos do autor, ainda que com o desenrolar da obra ocorra uma fluência maior e a presença mais dominante do humor. Também nos contos, o tom rebaixado convive com momentos de lirismo, como em "Valentina e o Laranja Intenso", de 2010, em que o narrador ensina a uma criança que bolhas de sabão são feitas da mesma matéria dos sonhos. Nas crônicas, a estratégia do choque é também utilizada para expor sua percepção crítica da superficialidade dos valores contemporâneos, muitas vezes perpetuados pela grande mídia em diversas esferas da cultura.

Espetáculos 1

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 8

Abrir módulo
  • CALIXTO, Fabiano. Sem mídia, sem média, sem medo: Proibidão, de Marcelo Mirisola. Disponível em: http://www.germinaliteratura.com.br/2009/stultifera_navis2_mar09.htm. Acesso em: 5 dez. 2012.
  • CARPINEJAR, Fabrício. Texto da orelha da obra. In: MIRISOLA, Marcelo. Bangalô. São Paulo: Editora 34, 2003.
  • LÍSIAS, Ricardo. Texto da orelha da obra. In: MIRISOLA, Marcelo. O azul do filho morto. São Paulo: Editora 34, 2002.
  • MIRISOLA, Marcelo. Charque. São Paulo: Editora Barcarolla, 2011.
  • MORAES, Reinaldo. Texto da orelha da obra. In: MIRISOLA, Marcelo. Memórias da sauna finlandesa. Editora 34, 2009.
  • OLIVEIRA, Nelson de (org.). Geração 90: manuscritos de computador. Os melhores contistas brasileiros surgidos no final do século XX. São Paulo: Boitempo Editorial, 2001.
  • SCHWARTZ, Adriano. Nova obra do autor é 'ritual de passagem'. In: Folha de S.Paulo, Caderno Ilustrada, São Paulo, 10 dez. 2005.
  • SCHWARTZ, Adriano. Nova obra do autor é 'ritual de passagem'. In: Folha de S.Paulo, Caderno Ilustrada, São Paulo, 10 dez. 2005.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: