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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

José Alberto Saraiva

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 30.12.2019
Brasil / Amazonas / Manaus
José Alberto Gomes Saraiva (Manaus, Amazonas, 1967). Curador, pesquisador, museólogo e artista visual. Como curador, trabalha, sobretudo, com elementos da arte contemporânea e da tecnologia. Tem extensa produção teórica sobre videoarte e poesia visual. Como artista, desenvolve obras que abordam a relação entre palavra e imagem.

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José Alberto Gomes Saraiva (Manaus, Amazonas, 1967). Curador, pesquisador, museólogo e artista visual. Como curador, trabalha, sobretudo, com elementos da arte contemporânea e da tecnologia. Tem extensa produção teórica sobre videoarte e poesia visual. Como artista, desenvolve obras que abordam a relação entre palavra e imagem.

Gradua-se em educação artística pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo), no Rio de Janeiro, em 1991, momento em que inicia a trajetória artística, tendo como referências próximas os artistas de vídeo da época. Um de seus trabalhos de maior repercussão é Oxi (1990), poema em vídeo que exibe três cápsulas efervescentes colocadas em água. As cápsulas contêm as letras E, U e T, que formam palavras como EU, TU, TEU ou ET, referência a vínculos afetivos. Ao espumar, as letras desaparecem e formam uma mancha, fazendo a obra transitar entre poema, ação e performance.

Em 1995, trabalha no Centro Cultural Oi Futuro, no Rio de Janeiro. O foco da instituição está na inovação e na criatividade para promover ações nas áreas social, de educação e de cultura. Para democratizar o acesso à cultura, o espaço experimenta um programa de vanguarda, promovendo o encontro entre arte contemporânea e tecnologia. A atuação de Alberto Saraiva se concentra no desenvolvimento interdisciplinar de novas ideias e tecnologias na arte e na abertura de diálogo com os artistas.

Além da galeria de arte contemporânea, Alberto Saraiva atua no Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos por meio de edital público. Com reformulação constante, a escolha de artistas e projetos se torna um diálogo entre a instituição e os proponentes, procurando possibilidades de fusão e rompimento de fronteiras. Como parte da seleção, também são eleitos projetos para além da galeria de arte, que ocupem espaços como o Museu das Telecomunicações e o LabSonica, um laboratório de experimentação sonora e musical.

Em 1996, Alberto gradua-se em museologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre 2004 e 2006, especializa-se em arte e filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), pesquisando o artista visual e poeta Augusto de Campos (1931) e mantendo seu foco em arte e tecnologia.

Alberto Saraiva assina diversas curadorias, com projetos dentro e fora do Oi Futuro. Em 2007, inicia o projeto TechNô, incentivo à criação artística que pensa experiências poéticas a partir dos conceitos de high-tech e tradição, associados ao teatro tradicional japonês nô. Ao pesquisar a recente produção em mídias digitais, o curador propõe um modelo de exposição no qual, em vez de apresentar uma obra, cada artista apresenta um portfólio ou um conjunto de obras, para que seja possível um conhecimento amplificado das trajetórias individuais de cada um. O projeto reúne pessoas atuantes em diversas áreas, como o artista e teórico André Parente (1957), o artista visual e filósofo chileno Amilcar Packer (1974) e o artista visual Eder de Oliveira (1984).

Em 2009, Alberto é convidado a realizar a cocuradoria brasileira da II Bienal Del Fin Del Mundo, caracterizada pela localização em espaços pouco habitados nas extremidades do mundo. Com o tema Intempérie, a II Bienal, realizada no Ushuaia, extremo sul da Argentina, trata da relação entre humanidade, clima e seus efeitos desastrosos. Realiza duas exposições com artistas participantes de cinco continentes, uma no Centro Cultural Oi Futuro, no Rio de Janeiro, e outra na OCA, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Em 2015, também faz parte como cocurador da LVI edição da Bienal de Veneza, no Pavilhão Vozes Indígenas. A curatela do pavilhão parte dos modos de vida que permitem a convivência harmoniosa entre homem e natureza e da busca pelas práticas tradicionais indígenas no Brasil e na América Latina. A partir dessas premissas, seleciona artistas que têm afinidade com a herança linguística indígena e com sua importância histórica, étnica e cultural.

Em 2016, pela Editora Circuito, lança Céu da Célula (2016), livro-objeto que segue a prática de poema-processo. O processo poético atravessa a criação, como uma célula ou um óvulo fecundado no qual resta alguma memória ou registro.

O trabalho de Alberto Saraiva, no campo curatorial ou artístico, cria  territórios e plataformas para experimentação e visibilidade, estimulando encontros inéditos e promovendo acessibilidade às artes visuais em suas diversas linguagens midiáticas.

 

Exposições 37

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