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Geir Campos

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 20.01.2020
24.02.1924 Brasil / Espírito Santo / São José do Calçado
08.05.1999 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói
Geir Nuffer Campos (São José do Calçado, Espírito Santo, 1924 - Niterói, Rio de Janeiro, 1999). Poeta, tradutor, editor, jornalista, ensaísta, professor e piloto da marinha mercante. Cursa o primeiro ano do ginásio no colégio Bittencourt, em Campos, Rio de Janeiro, e transfere-se para o colégio Pedro II, em regime de internato, no então Distrito...

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Geir Nuffer Campos (São José do Calçado, Espírito Santo, 1924 - Niterói, Rio de Janeiro, 1999). Poeta, tradutor, editor, jornalista, ensaísta, professor e piloto da marinha mercante. Cursa o primeiro ano do ginásio no colégio Bittencourt, em Campos, Rio de Janeiro, e transfere-se para o colégio Pedro II, em regime de internato, no então Distrito Federal. Navega em embarcações do Lloyde Brasileiro até fins da Segunda Guerra Mundial. 

Abandona o curso de direito após um ano e ingressa no curso de letras anglo-germânicas, sem chegar ao término do primeiro ano. Em 1950, depois de publicar poemas e contos no Diário Carioca, estreia com o livro de poemas Rosa dos Rumos. Seguem-se outros, entre eles: Arquipélago (1952), pela editora Hipocampo, fundada pelo autor e por Thiago de Mello (1926); Canto Claro e Poemas Anteriores (1957), com o qual vence, em 1955, o Prêmio Olavo Bilac. Publica ainda diversos ensaios sobre tradução e traduz autores como Franz Kafka (1883-1924), Walt Whitman (1819-1892) e Herman Hesse (1877-1962). 

Preside a Associação Brasileira de Tradutores (Abrates) e ministra cursos de tradução em várias universidades brasileiras. Como jornalista, a partir de 1954, produz e apresenta os programas Poesia Viva e Caminhos da Poesia, na Rádio MEC. 

Análise

O apuro formal aliado a uma linguagem e sintaxe singularmente claras caracterizam, de modo geral, os poemas de Geir Campos, de que é prova a obra Coroa de Sonetos (1953) - conjunto de 15 sonetos em que o último verso do primeiro soneto é igual ao primeiro verso do segundo e assim por diante, sendo o último soneto composto pelo último verso de cada um dos 14 sonetos antecedentes. 

Clareza essa que, aliada à fluidez do ritmo, confere efeito de naturalidade aos poemas, sem, todavia, aproximar-se do lugar-comum. O poeta procura evitá-lo com uma abordagem pouco convencional de seus temas, notadamente relacionados ao mar, contíguo de sua experiência pessoal. A importância da transparência como virtude e do signo da clareza, com que nomeia um de seus livros, Canto Claro, estão expressos em sua Poética (poema que o inicia): “Eu quisera ser claro de tal forma/ que ao dizer/ – rosa!/ todos soubessem o que haviam de pensar. //Mais: quisera ser claro de tal forma/ que ao dizer/ – já! / todos soubessem o que haviam de fazer”. 

Assim como seus contemporâneos da chamada geração 45, sua poesia é sóbria e reflexiva, distante do riso e do coloquialismo, marcas da poesia influenciada pelo modernismo de 22. A preocupação social também se faz presente tanto na poesia, com destaque para Operário do Canto, como nos ensaios: entre outros, escreve O que É Tradução (1986), no qual aborda o ofício de forma abrangente, referindo não apenas aspectos teóricos, mas questões práticas, como as condições de trabalho, que, embora pareçam incidentais, refletem-se no produto acabado.

Notas

1. CAMPOS, Geir. Canto claro e poemas anteriores. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1957. p. 13. 

Espetáculos 7

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Fontes de pesquisa 5

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  • CAMPOS, Geir. Canto claro e poemas anteriores. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio. Editora, 1957.
  • CAMPOS, Geir. O que é tradução. 2. ed., 4. reimp. São Paulo: Editora Brasiliense, 2004.
  • OLINTO, Antônio. Presença de Geir. In: Tribuna da Imprensa, Rio de Janeiro, 8 mai. 2002.
  • Planilha enviada pelo pesquisador Edélcio Mostaço. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - A Alma Boa de Set-Tsuan - 1966. Não catalogado

Como citar

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