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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Camila Sposati

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 20.04.2022
11.04.1971 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução Fotográfica Iara Venanzi/ Itaú Cultural

Início (Convexo), 2011
Camila Sposati
Desenho / print digital e 200 folhas de papel
61,00 cm x 86,00 cm

Camila Sposati (São Paulo, São Paulo, 1972). Artista visual. Entrelaça a arte e seus desdobramentos estéticos a procedimentos científicos, estabelecendo ligações entre aquilo que podemos dimensionar concretamente e a olho nu e os universos microscópico e utópico. 

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Camila Sposati (São Paulo, São Paulo, 1972). Artista visual. Entrelaça a arte e seus desdobramentos estéticos a procedimentos científicos, estabelecendo ligações entre aquilo que podemos dimensionar concretamente e a olho nu e os universos microscópico e utópico. 

Em 1996, gradua-se em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e, em 1998, realiza pós-graduação em fotografia pelo Centro di Ricerca e Archiviazione de la Fotografia, na Itália.

Entre 2001 e 2003, realiza mestrado na Goldsmiths, na Universidade de London, e recebe no mesmo período bolsa Aschenberg-Unesco como residente da Helsink International Art Programme (HIAP), na Finlândia.

A artista realiza pesquisas em diversas áreas, como geologia, arqueologia e química. Em 2004, em parceria com o artista Tonico Lemos Auad (1968), cria o projeto Fluxo de Arte Belém Contemporâneo, programa de de residência artística em artes visuais entre a cidade de Belém e a Inglaterra. A capital do Pará estimula a descentralização dos programas de arte contemporânea, comumente desenvolvidos no eixo entre Rio de Janeiro e São Paulo. Como idealizadora, Sposati elucida a necessidade de artistas brasileiros terem a chance de trocar experiências com artistas estrangeiros em sua terra natal.

A partir de 2006, por meio de colaborações com cientistas da Universidade de Londres, produz trabalhos como Lithium Sculpture (2006), Sodium Chlorate Sculpture (2007) e Sodium Nitrate Sculpture (2009), todos sobre a formação de cristais. Com o desenvolvimento dessas pesquisas, cria esculturas, instalações e fotografias, como a série Violet Sunday (2009).

Em 2007, realiza residência artística na Gasworks, organização de arte visual contemporânea localizada em Londres. Em 2008, participa da Tokyo Wonder Site, centro de arte dedicado à geração e à promoção de arte e cultura, no Japão. Em 2009, integra a 7ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, e a Seoul Platform, na Coreia do Sul. No mesmo ano, é contemplada no 8º Prêmio de Arte e Tecnologia Sergio Motta, na modalidade Meio de Carreira. Outras residências artísticas acontecem na Capacete, em 2011, no Rio de Janeiro, e na Cité des Arts, em Paris, entre 2012 e 2013. Em 2012, expõe no Musée de la Chase et de la Nature, em Paris, e na 3ª Bienal da Bahia, em 2014.

O projeto Teatro Anatômico da Terra (2014), desenvolvido para a Bienal de Arte da Bahia, estabelece relações entre superfície e interior. Trata-se de uma cratera feita em um local escolhido após pesquisas e cálculos cuidadosos. A obra se baseia no anfiteatro anatômico de Pádua, na Itália – um espaço circular e subterrâneo, criado no século XVI, que possibilita que a audiência observe o processo de dissecação de corpos humanos. Dessa forma, a artista propõe um ponto coletivo de visão para a descoberta do interior da própria terra e de outros organismos e partes das performances que ali podem ser apresentadas. A obra torna-se plataforma de observação e ativação.

Um dos principais nomes de sua geração, Camila Sposati propõe um diálogo entre arte, ciência e natureza. Suas obras se situam no campo da escultura e da fotografia, bem como no da instalação e no dos projetos de grande escala.

Obras 2

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Reprodução fotográfica Iara Venanzi/Itaú Cultural

Início (Côncavo)

Desenho / print digital e 200 folhas de papel
Reprodução Fotográfica Iara Venanzi/ Itaú Cultural

Início (Convexo)

Desenho / print digital e 200 folhas de papel

Exposições 25

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Feiras de arte 5

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Fontes de pesquisa 6

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