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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Marcelo Silveira

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.06.2017
20.11.1962 Brasil / Pernambuco / Gravatá
Registro fotográfico Flávio Lamenha

Sem Título, 1998
Marcelo Silveira
Madeira cajacatinga recortada

Marcelo Luiz Silveira de Melo (Gravatá, Pernambuco, 1962). Escultor. Cresce na propriedade rural dos pais, o Engenho Amora Grande, e muda-se para o Recife em 1979. Freqüenta a Oficina Guaianases, em Olinda, entre 1982 e 1985, onde inicia sua formação artística. Estuda educação artística na Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, entre 1985 e ...

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Biografia

Marcelo Luiz Silveira de Melo (Gravatá, Pernambuco, 1962). Escultor. Cresce na propriedade rural dos pais, o Engenho Amora Grande, e muda-se para o Recife em 1979. Freqüenta a Oficina Guaianases, em Olinda, entre 1982 e 1985, onde inicia sua formação artística. Estuda educação artística na Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, entre 1985 e 1990. Nesse período, abre ateliê em Gravatá, sua cidade natal, e desenvolve atividades com crianças da região. Em 1990, Silveira realiza a exposição individual Engenho de Objetos, na Itaugaleria de Belo Horizonte, e visita uma exposição de Arthur Bispo do Rosario (1911-1989), no Museu da Pampulha, que se torna uma importante referência em sua obra. Reside em Barcelona durante três meses de 1992, e freqüenta a Escola Massana de Artes. Nos anos de 1995 e 1996, retoma suas atividades como arte-educador, iniciadas com o ateliê de Gravatá, trabalhando com a criação tridimensional em universidades e centros culturais. Em 2000, Silveira inaugura o projeto Correcaminhos, com o qual transfere seu ateliê para diferentes cidades do interior pernambucano e troca conhecimentos com os artesãos que encontra. Participa, em 2005, do Ano do Brasil na França e da 5ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre.

Análise

Uma constante na obra de Marcelo Silveira é o interesse pelas características físicas dos materiais com os quais trabalha, sua disposição para investigar e revelar as possibilidades de manipulação e significação que cada material encerra. É provavelmente daí que decorre o uso de materiais os mais variados - madeira, couro, papel, alumínio, ferro, vidro, quase sempre combinados entre si.

Outro elemento que perpassa sua obra é o jogo entre produção e apropriação. No conjunto de objetos intitulado De Luxe, 2002/2004, caixas de imbúia feitas e gravadas pelo artista, são empilhadas como tijolos de rapaduras. Em contraposição, a instalação Armazém República, 2004, combina inúmeras peças de vidro encontradas ao acaso com peças de madeira que ele esculpe. Em suas instalações, Silveira recoloca a questão da organização e disposição dos objetos em função das particularidades do espaço expositivo de que dispõe.

Obras 2

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Reprodução fotográfica Iara Venanzi/Itaú Cultural

Paisagem XIII

Colagem sobre madeira
Registro fotográfico Flávio Lamenha

Sem Título

Madeira cajacatinga recortada

Exposições 79

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Feiras de arte 4

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Fontes de pesquisa 6

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  • CANTON, Katia. Novíssima arte brasileira: um guia de tendências. São Paulo: Iluminuras, 2001. 700.981 C232n
  • MAPEAMENTO nacional da produção emergente [1999/2000]: artes visuais. Curadoria Angélica de Moraes, Fernando Cocchiarale, Vitória Daniela Bousso. São Paulo: Itaú Cultural: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Unesp, 2000. (Rumos Itaú Cultural Artes Visuais).
  • RUMOS ITAÚ CULTURAL ARTES VISUAIS. Desconcertos da forma. Apresentação Ricardo Ribenboim; curadoria Angélica de Moraes, Vitória Daniela Bousso, Fernando Cocchiarale, Moacir dos Anjos; texto Moacir dos Anjos. São Paulo: Itaú Cultural, 2000. [16] p., il. p&b color. (Rumos Itaú Cultural Artes Visuais).
  • SALÃO Pernambucano de Artes Plásticas. Texto Raul Córdula. Recife, 2000. [46] p., il. color.
  • SILVEIRA, Marcelo. Tudo ou nada. Texto Rodrigo Moura. São Paulo: Galeria Nara Roesler, [2006]. [28] p., il. p&b.
  • SILVEIRA, Marcelo; ANJOS, Moacir dos (org.). Armazém de tudo. Texto Moacir dos Anjos; tradução François Tardieux; fotografia Manoel Veiga, Jailton Moreira; entrevista Marcelo Silveira, Agnaldo Farias, Moacir dos Anjos. Recife: Fundarte, 2005. [122] p., il. color.

Como citar

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Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: