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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Marcelo Silveira

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 16.02.2022
20.11.1962 Brasil / Pernambuco / Gravatá
Reprodução fotográfica Iara Venanzi/Itaú Cultural

Paisagem XIII, 2008
Marcelo Silveira
Colagem sobre madeira
150,00 cm x 300,00 cm

Marcelo Luiz Silveira de Melo (Gravatá, Pernambuco, 1962). Escultor. Desde os anos 1980, Marcelo Silveira destaca-se pelo constante interesse em explorar as características físicas dos materiais com os quais trabalha, investigando e revelando as possibilidades de manipulação e significação de cada um deles.

Texto

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Marcelo Luiz Silveira de Melo (Gravatá, Pernambuco, 1962). Escultor. Desde os anos 1980, Marcelo Silveira destaca-se pelo constante interesse em explorar as características físicas dos materiais com os quais trabalha, investigando e revelando as possibilidades de manipulação e significação de cada um deles.

O artista cresce na propriedade rural dos pais, o Engenho Amora Grande, localizado no município pernambucano de Amaraji, e se muda para o Recife em 1979. Entre 1982 e 1985, frequenta a Oficina Guaianases, em Olinda, onde inicia sua formação artística.

Entre 1985 e 1990, estuda educação artística na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Nesse período, abre ateliê em Gravatá, sua cidade natal, e desenvolve atividades com crianças da região. Em 1990, realiza a exposição individual Engenho de Objetos, na Itaugaleria de Belo Horizonte, e visita uma exposição de Arthur Bispo do Rosário (1911-1989), no Museu da Pampulha, que se torna importante referência em sua obra.

Reside em Barcelona durante três meses de 1992 e frequenta a Escola Massana de Artes. Nos anos 1995 e 1996, retoma suas atividades como arte-educador, iniciadas com o ateliê de Gravatá, trabalhando com a criação tridimensional em universidades e centros culturais.

Em 2000, Silveira inaugura Correcaminhos, projeto de ateliê itinerante que passa em diferentes cidades do interior pernambucano e troca conhecimentos com artesãos locais. Uma das características de sua obra é o uso de materiais variados (madeira, couro, papel, alumínio, ferro, vidro, quase sempre combinados entre si) além do jogo entre produção e apropriação. No conjunto de objetos intitulado De Luxe (2002-2004), por exemplo, caixas de imbuia feitas e gravadas pelo artista são empilhadas como tijolos de rapaduras. Em contraposição, a instalação Armazém República (2004) combina inúmeras peças de vidro encontradas ao acaso com peças de madeira que ele esculpe. Em suas instalações, Silveira recoloca a questão da organização e disposição dos objetos em função das particularidades do espaço expositivo de que dispõe.

Em 2005, o artista participa do Ano do Brasil na França e da 5ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre.

Marcelo Silveira é um nome importante das artes plásticas contemporânea brasileira e produz regularmente desde os anos 1980. Suas peças, que se inserem entre o erudito e o popular, questionam categorias pré-estabelecidas e desafiam o espectador especialmente pela hibridez e pelo uso de materiais distintos.

Obras 2

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Reprodução fotográfica Iara Venanzi/Itaú Cultural

Paisagem XIII

Colagem sobre madeira
Registro fotográfico Flávio Lamenha

Sem Título

Madeira cajacatinga recortada

Exposições 86

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Feiras de arte 5

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Fontes de pesquisa 6

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  • CANTON, Katia. Novíssima arte brasileira: um guia de tendências. São Paulo: Iluminuras, 2001. 700.981 C232n
  • MAPEAMENTO nacional da produção emergente [1999/2000]: artes visuais. Curadoria Angélica de Moraes, Fernando Cocchiarale, Vitória Daniela Bousso. São Paulo: Itaú Cultural: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Unesp, 2000. (Rumos Itaú Cultural Artes Visuais).
  • RUMOS ITAÚ CULTURAL ARTES VISUAIS. Desconcertos da forma. Apresentação Ricardo Ribenboim; curadoria Angélica de Moraes, Vitória Daniela Bousso, Fernando Cocchiarale, Moacir dos Anjos; texto Moacir dos Anjos. São Paulo: Itaú Cultural, 2000. [16] p., il. p&b color. (Rumos Itaú Cultural Artes Visuais).
  • SALÃO Pernambucano de Artes Plásticas. Texto Raul Córdula. Recife, 2000. [46] p., il. color.
  • SILVEIRA, Marcelo. Tudo ou nada. Texto Rodrigo Moura. São Paulo: Galeria Nara Roesler, [2006]. [28] p., il. p&b.
  • SILVEIRA, Marcelo; ANJOS, Moacir dos (org.). Armazém de tudo. Texto Moacir dos Anjos; tradução François Tardieux; fotografia Manoel Veiga, Jailton Moreira; entrevista Marcelo Silveira, Agnaldo Farias, Moacir dos Anjos. Recife: Fundarte, 2005. [122] p., il. color.

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