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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Rodrigo Braga

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.04.2022
26.06.1976 Brasil / Amazonas / Manaus
Reprodução fotográfica Iara Venanzi

Desejo Eremita 16 [Série Desejo Eremita], 2009
Rodrigo Braga
Jato de tinta por dispersão de pigmento mineral papel hahemühle rag papel algodão, v.ab.
50,00 cm x 75,00 cm

Rodrigo Batista Braga (Manaus, Amazonas, 1976). Artista visual. Em ações registradas em fotografias e vídeos, seu trabalho propõe o confronto entre elementos naturais, orgânicos ou inorgânicos, criando um universo que questiona e expande os limites do real.

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Rodrigo Batista Braga (Manaus, Amazonas, 1976). Artista visual. Em ações registradas em fotografias e vídeos, seu trabalho propõe o confronto entre elementos naturais, orgânicos ou inorgânicos, criando um universo que questiona e expande os limites do real.

Muda-se aos dois anos para Recife e, a partir dos onze anos, frequenta cursos de história da arte, desenho, escultura e mídias digitais. Em 2002, obtém licenciatura em artes plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em 1999, exibe pela primeira vez seus trabalhos no Salão Pernambucano de Artes Plásticas – Novos Talentos, recebendo o Prêmio Aquisição. Entre 2000 e 2004, integra o Atelier Brecha. Em 2004, é contemplado com bolsa de pesquisa no 45ª Salão de Artes Plásticas de Pernambuco (SAP) e realiza a série Fantasia de compensação (2004).

Nesse impactante trabalho, uma de suas produções mais conhecidas, o animal e o humano são colocados em equivalência simbólica e material a partir da incorporação, no corpo humano, de partes do corpo animal. Realizadas a partir da moldagem da cabeça do artista aliada a efeitos digitais, as fotografias exibem uma operação ao mesmo tempo delicada e brutal, na qual Braga incorpora ao seu rosto o focinho e as partes de pele ao redor dos olhos e orelhas de um cão rottweiler. Inspirado em uma experiência de sofrimento psíquico, vivida na adolescência, o artista propõe a incorporação de atributos simbólicos, tais como força e vigor, associados ao cão, por meio da integração de seu corpo ao do animal.

Animais, pedras, terra, água e plantas, relacionando-se entre si e com o corpo humano –  representados metonimicamente pelo corpo do artista –, configuram seu universo iconográfico. As ideias de justaposição, simbiose e transmutação se fazem presentes pelo modo como Braga trata esses elementos naturais como matérias intercambiáveis, sem hierarquias ou distinções, criando cenas que se aproximam do fantástico.

Em 2005, expõe individualmente em Luxemburgo. Entre 2005 e 2007, atua como gerente de artes visuais da prefeitura de Recife, coordenando o SAP. Contemplado com o Prêmio Marcantonio Vilaça Funarte/MinC e o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, realiza, entre 2008 e 2010, viagens e residências na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais; no Sertão do Pajeú, em Pernambuco; e na Amazônia Central. A partir dessa experiência cria as séries Paisagens (2008) e Desejo eremita (2009), além do vídeo Mentira repetida (2011). Em 2010, faz residência em Ypres, na Bélgica, a convite do In Flanders Fields Museum.

Nesse período, produz a série Mais força do que o necessário (2010), cujas imagens se baseiam no exagero e na metáfora para representar o sofrimento, a exaustão, a ferida. Em trabalhos recentes, o embate com a natureza assume a dimensão de uma investigação psicológica e ritualística. Ao questionar hierarquias e conteúdos simbólicos associados aos elementos com que trabalha, o artista busca a reconciliação entre homem e natureza, abrindo espaços para o que há de irracional e brutal nessa relação.

Suas obras integram acervos públicos e privados no Brasil e no exterior, como a Coleção Itaú, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e Maison Européenne de la Photographie, em Paris.

Confrontando, a partir de seu próprio corpo, elementos humanos, naturais e inanimados, Rodrigo Braga produz trabalhos de intensa força metafórica, problematizando a experiência e o real.

 

Obras 6

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Exposições 98

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Feiras de arte 3

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Fontes de pesquisa 11

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  • 30 x BIENAL: transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição. Curadoria Paulo Venâncio Filho. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 2013. Catálogo de exposição.
  • A AUTORREPRESENTAÇÃO na fotografia contemporânea. Catálogo de exposição. Curadoria de Joana Mazza e Milton Guran. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2011.
  • BARCELLO, Vera Chaves. Silêncios e sussurros. Porto Alegre: Fundação Vera Chaves Barcellos, 2010.
  • BIENAL DE SÃO PAULO, 30. A iminência das poéticas. Catálogo de exposição. Curadoria de Luiz Pérez-Orama. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 2012.
  • BRAGA, Rodrigo. Ciclos alterados. Catálogo de exposição. Curadoria de Paulo Herkenhoff. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2012.
  • BRAGA, Rodrigo. Paisagens. Catálogo de exposição. Recife: Amparo Sessenta Galeria de Arte, 2008.
  • BRAGA, Rodrigo. Site oficial. Disponível em: www.rodrigobraga.com.br. Acesso em: 24 fev. 2015.
  • NOVA Arte Nova. Curadoria de Paulo Venâncio Filho. São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil, 2009.
  • O elogio da vertigem: Coleção Itaú de Fotografia Brasileira. Curadoria Eder Chiodetto. São Paulo, SP: Itaú Cultural, 2012.
  • PRÊMIO de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça 2009. Rio de Janeiro: Funarte, 2009.
  • RUMOS ARTES VISUAIS ITAÚ CULTURAL 2005-2006. São Paulo: Itaú Cultural, 2006. Catálogo de exposição.

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