Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

A Enciclopédia é o projeto mais antigo do Itaú Cultural. Ela nasce como um banco de dados sobre pintura brasileira, em 1987, e vem sendo construída por muitas mãos.

Se você deseja contribuir com sugestões ou tem dúvidas sobre a Enciclopédia, escreva para nós.

Caso tenha alguma dúvida, sugerimos que você dê uma olhada nas nossas Perguntas Frequentes, onde esclarecemos alguns questionamentos sobre nossa plataforma.

Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Débora Bolsoni

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 31.10.2022
29.07.1975 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Registro fotográfico Cia de Foto/Itaú Cultural

Quase Sólido - toldo e grade, 2008
Débora Bolsoni
Toldo e grade

Débora de Lima Bolzoni (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1975). Artista visual, educadora. Sua produção inclui desenhos, esculturas e instalações. Em sua abordagem predominantemente espacial, explora e propõe possíveis relações entre os objetos de suas instalações e o ambiente em que estão inseridas. Para tanto, a artista observa e resgata do cot...

Texto

Abrir módulo

Débora de Lima Bolzoni (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1975). Artista visual, educadora. Sua produção inclui desenhos, esculturas e instalações. Em sua abordagem predominantemente espacial, explora e propõe possíveis relações entre os objetos de suas instalações e o ambiente em que estão inseridas. Para tanto, a artista observa e resgata do cotidiano elementos triviais – como os da construção civil ou da culinária doméstica – para que, em diferentes contextos e configurações, estabeleçam novos sentidos.

Durante a infância em Jacarepaguá, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, acompanha o processo de construção, conduzido por seu pai empreiteiro, das casas em que vivem. O relacionamento próximo com os materiais de construção bem como a percepção espacial e sociocultural do ambiente se tornam fundamentais e são retomados em sua formação e suas práticas artísticas.

Na adolescência, frequenta cursos de artes visuais na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), no Rio de Janeiro, e na Saint Martin School of Art, em Londres. Em 1995, entra na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e se forma bacharel em gravura. Em seguida, obtém licenciatura em artes pelo Instituto Metodista Bennett, no Rio de Janeiro. 

Em 2014, torna-se mestre em poéticas visuais pela ECA com dissertação composta por ensaios sobre sua prática artística, como a influência dos artistas Hélio Oiticica (1937-1980) e Cildo Meirelles (1948), principalmente na questão do espaço expositivo que se articula pela inserção das obras e interação com o público.

O interesse pela articulação do espaço a partir de elementos construtivos é percebido na série Baldios. Ela tem início em 1999 e atravessa várias fases de sua produção – faz referência às características vernaculares da arquitetura brasileira e suas representações socioculturais. Dessa série, a obra Bolo (1999) coloca dois blocos cerâmicos de vedação (conhecidos como "tijolo baiano") apoiados sobre um suporte de bolo, e sobre eles há uma camada de massa de cimento colorida, salpicada com fragmentos de granito. A alusão à confeitaria está presente no jogo de palavras que a obra evoca (massa de pedreiro/massa de confeiteiro) e o embaralhamento das atribuições de gênero se apresenta nas práticas consideradas tradicionais do universo masculino (a construção) e feminino (a culinária).

Em Quebra-mola de paçoca, concebida em 2007 para a mostra 30º Panorama da Arte Brasileira: Contraditório (MAM/SP), a artista reforça o interesse pelo embaralhamento entre seus materiais/ingredientes constitutivos. Nessa obra, utiliza a receita da tradicional paçoca (doce das festividades juninas feito com farinha de amendoim, farinha de mandioca e açúcar) para montar, com 8 metros de comprimento, um quebra-mola (conhecido também como lombada), elemento transversal de concreto utilizado para redução de velocidade nas ruas brasileiras.

O interesse pela troca de contexto de elementos arquitetônicos é retomado na instalação Lanças (2008), criada para o edifício do Itaú Cultural por ocasião da mostra Quase líquido. A artista percebe um grande espaço vazio entre o hall de elevadores e a estrutura que compõe a fachada. Esse recuo foi previsto para acomodar a escultura Série Veneza, de Waltércio Caldas (1946), em exposição durante um determinado período. Lanças apresenta um gradil de barras paralelas, com pontas de lança nas extremidades, que ocupa toda a altura do hall de elevadores, estimulando o olhar do espectador para os contrastes e as sobreposições, com estilos e usos variados, que se encontram na paisagem da cidade. 

A partir das referências históricas e identitárias de materiais e saberes da cultura popular – entre eles a arquitetura e a culinária –, Débora Bolsoni apresenta os princípios que orientam e articulam sua prática artística, onde o espaço é ativado pela integração dos elementos, com sentidos remanejados e ampliados.

Obras 4

Abrir módulo
Registro fotográfico João Luís Gago Batista

Buraco 1

Buraco iluminado internamente e lente biconvexa
Registro Fotográfico Cia de Foto/Itaú Cultural

Lanças

Alumínio

Exposições 51

Abrir módulo

Feiras de arte 3

Abrir módulo

Festivais 1

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 5

Abrir módulo

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: