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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Mari Stockler

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.06.2020
1965 Brasil / São Paulo / São Paulo
Maria Anna Eugenia do Valle Pereira Stockler (São Paulo, São Paulo, 1965). Cenógrafa, diretora de arte, figurinista, diretora de filmes, galerista e fotógrafa. Sua atuação multidisciplinar é organizada em artes visuais: da criação (figurino, cenário) até o registro estético-antropológico (fotografia e direção de filmes). Ao atuar como curadora, ...

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Maria Anna Eugenia do Valle Pereira Stockler (São Paulo, São Paulo, 1965). Cenógrafa, diretora de arte, figurinista, diretora de filmes, galerista e fotógrafa. Sua atuação multidisciplinar é organizada em artes visuais: da criação (figurino, cenário) até o registro estético-antropológico (fotografia e direção de filmes). Ao atuar como curadora, também demonstra seu interesse na promoção e divulgação de artistas.

Inicia a trajetória como modelo fotográfico nos anos 1980, período em que ingressa na Faculdade de Rádio e TV da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap/SP). A formação no artes visuaisl é estimulada durante os anos 1990, período em que trabalha como assistente para: a cenógrafa e diretora de teatro Daniela Thomas (1959), o artista plástico Luiz Zerbini (1959) e também fotógrafos, em diversos projetos. 

A filiação de Mari Stockler às artes plásticas e à moda acontece desde seus primeiros trabalhos. Exemplo que se torna popular é a concepção de figurino para o videoclipe e performances Clara Poltergeist, iniciativa musical e estética de Fausto Fawcett (1957). Na televisão, cria o conceito e os figurinos dos primeiros vjs (video jockeys), apresentadores de videoclipes que se caracterizam por suas personas específicas, na programação da emissora MTV.

Além de figurinos, realiza direção e direção de arte para videoclipes, shows, teatro, publicidade e longas-metragens. É premiada em duas ocasiões: melhor direção de arte no Festival de Cinema de Brasília de 1995, por Mil e Uma, dirigido por Suzana Moraes (1940-2015), e Prêmio Zilka Sallaberry de melhor cenário de teatro infantil, em 2009, pela peça A Mulher que Matou os Peixes e Outros Bichos, encenada no Rio de Janeiro. 

Após oito anos de pesquisa visual, publica pela Editora Cosac & Naify, Meninas do Brasil (2002). Para este trabalho coleta em bailes funks cariocas a indumentária das moças que registra em mil fotografias feitas com uma câmera fotográfica portátil de baixo custo. Além das 300 imagens selecionadas para o livro, duas mostras apresentam esse trabalho, na Pinacoteca (SP) e no SãoPaulo Fashion Week em 2002. Outra mostra de destaque é Netos, realizada na Estação Clínicas do Metrô em 2005. Nela, a fotógrafa apresenta netos e bisnetos de imigrantes de descendências variadas, entre 14 e 24 anos, moradores de São Paulo. Eles são retratados em galerias, concertos musicais, eventos, festas e em seus bairros. Utiliza um modelo de câmera semelhante às do final do século XIX – época do intenso fluxo migratório – e apresenta 50 fotos em escala maior, com 2 metros de altura por 0,85 centímetros de largura. Em São Paulo, expõe ainda na 5a Mostra Internacional de Fotografia (2001), na exposição de moda Fashion Passion, na OCA (2005), e na mostra Bailes do Brasil, no Solar da Marquesa de Santos (2015). 

Realiza curadorias de exposições como as do fotógrafo francês Pierre Verger (1902-1996) no Fashion Rio de 2009, da estilista brasileira Zuzu Angel (1921-1976), em 2011, e a mostra sobre a produção de Sergio Rodrigues (1927-2014), em 2012. Após esse evento, organiza e ajuda a criar a Fundação Sergio Rodrigues, no Rio de Janeiro, sendo parte do conselho curador. É uma das curadoras da mostra Ser Estar – Sergio Rodrigues (2018) no Itaú Cultural, em São Paulo.

Mari Stockler transita entre as diferentes possibilidade de criação das artes visuais - desde o registro fotográfico que busca captar modos de vida, até a contribuição para compor outros universos e personas das artes como videoclipes e figurinos.

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