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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Jorge Machado Moreira

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 17.09.2019
23.02.1904 França / Ile de France / Paris
17.11.1992 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Jorge Machado Moreira (Paris, França 1904 - Rio de Janeiro RJ 1992). Arquiteto e urbanista. Forma-se, em 1932, na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, após ter iniciado seus estudos na Escola de Arquitetura de Montevidéu, no Uruguai. Como estudante, vive a reforma modernizadora promovida por Lucio Costa (1902-1998) na Enba, ...

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Biografia
Jorge Machado Moreira (Paris, França 1904 - Rio de Janeiro RJ 1992). Arquiteto e urbanista. Forma-se, em 1932, na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, após ter iniciado seus estudos na Escola de Arquitetura de Montevidéu, no Uruguai. Como estudante, vive a reforma modernizadora promovida por Lucio Costa (1902-1998) na Enba, entre 1930 e 1931, defendendo-a de forma aguerrida como vice-presidente do diretório acadêmico. Recém-formado, assume a direção de arquitetura na Companhia Construtora Baerlein, de 1933 a 1937, projetando e construindo alguns edifícios residenciais no Rio de Janeiro.

Em parceria com Ernani Vasconcellos (1909-1988), participa, em 1935, do concurso para a realização do edifício do Ministério da Educação e Saúde (MES), com um projeto francamente moderno que é desclassificado pelo júri, favorável à corrente acadêmica historicista. No ano seguinte, no entanto, é convidado por Lucio Costa a integrar a equipe que realiza tanto o projeto definitivo do MES, marco fundamental na história da arquitetura moderna brasileira, quanto o estudo para o campus da Universidade do Brasil, na Quinta da Boa da Vista, ambos com a consultoria de Le Corbusier (1887-1965). Em 1944 vence, com Affonso Eduardo Reidy (1909-1964), o concurso para a sede administrativa da Viação Férrea do Rio Grande do Sul, que não chega a ser construída.

A partir daí, com orientação fortemente racionalista de matriz corbusiana, realiza obras que se tornam marcos para o acervo de edifícios modernos do Rio de Janeiro: o Edifício Antônio Ceppas, 1946, com paisagismo e painéis de Burle Marx (1909-1994), a Residência Sérgio Corrêa da Costa, 1951/1957, e a Residência Antônio Ceppas, 1951/1958. São obras que o prepara para sua realização maior, desenvolvida entre 1949 e 1962: o campus da Universidade do Brasil, na Ilha do Fundão. Contratado como arquiteto-chefe do Escritório Técnico (ETUB), lidera uma equipe responsável pelo planejamento geral do campus e o projeto de doze edifícios do conjunto, entre os quais se destacam o Instituto de Puericultura e Pediatria, 1949/1953, e a Faculdade Nacional de Arquitetura, 1957.

Em 1962, após sofrer grave acidente automobilístico, tem a saúde abalada e afasta-se do cargo. Sua carreira é marcada, também, por intensa participação em órgãos de classe e comissões públicas, destacando-se como ferrenho defensor da regulamentação profissional da categoria. É vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), por quatro vezes, 1953 a 1965, tendo recebido, do mesmo IAB, o Colar de Ouro, em 1967, e o prêmio Personalidade do Ano, 1978. Foi premiado na Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal Internacional de São Paulo em 1954, com o projeto do Instituto de Puericultura e Pediatria; em 1957, com o projeto da Faculdade Nacional de Arquitetura; e, em 1961, com o projeto da Residência Antônio Ceppas.

Exposições 3

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Fontes de pesquisa 1

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  • MOREIRA, Jorge Machado. Jorge Machado Moreira. Rio de Janeiro: Centro de Arquitetura e Urbanismo, 1999. 188 p., 252 il. p.b. color.

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