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Literatura

Michel Laub

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.09.2018
1973 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Michel Laub (Porto Alegre RS 1973). Romancista, contista e jornalista. Filho do engenheiro Werner Heinz Feliz Laub e da professora Claudia Judite Laub. Realiza todo o ensino fundamental e médio no Colégio Israelita Brasileiro, em Porto Alegre. Ingressa, em 1991, na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), forman...

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Biografia
Michel Laub (Porto Alegre RS 1973). Romancista, contista e jornalista. Filho do engenheiro Werner Heinz Feliz Laub e da professora Claudia Judite Laub. Realiza todo o ensino fundamental e médio no Colégio Israelita Brasileiro, em Porto Alegre. Ingressa, em 1991, na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), formando-se em 1996. Começa a fazer jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), o qual não chega a completar. A partir de 1995, colabora com matérias sobre negócios e política para a revista CartaCapital, e posteriormente escreve na revista República. Por alguns meses de 1997 advoga em Porto Alegre, mas desiste da carreira. Muda-se, no mesmo ano, para São Paulo. Trabalha na revista Bravo! até 2005, tendo ocupado o cargo de diretor de redação. Sua estreia em livro ocorre em 1998, com os contos Não Depois do que Aconteceu, e o primeiro romance, Música Anterior, é publicado em 2001. De 2005 a 2010, trabalha no Instituto Moreira Salles, primeiramente como coordenador de publicações e cursos e em seguida como editor do site. Desde então, dedica-se à literatura, também ministrando cursos de criação literária e colaborando em periódicos e editoras.

Comentário crítico
Já no título do livro de estreia está indicado o núcleo das narrativas de Michel Laub. Como sugere a formulação Não Depois do que Aconteceu, trata-se de narradores-personagens que retomam um acontecimento traumático do passado na tentativa de compreender como um fato tem o poder de determinar toda uma história de vida ou de anunciar metaforicamente o que virá. Em Música Anterior (2001), o primeiro romance, um juiz de direito narra a história de suas relações afetivas à luz da trajetória de Luciano, condenado em um de seus processos. No monólogo interior construído de forma não linear, as reflexões sobre a ausência de provas definitivas contra o réu aos poucos estabelecem correlação com a narrativa pessoal: procurar a origem da culpa de Luciano é procurar a origem de uma suposta culpa própria, que teria prejudicado as relações com o irmão, o pai e a mulher.

Culpa é também o tema de Longe da Água (2004), em que dois acontecimentos longínquos surgem em relação de causalidade sob os olhos de um angustiado narrador. Já em Segundo Tempo (2006), a correlação se dá entre um jogo de futebol e um evento familiar, que determina a relação entre dois irmãos e seu amadurecimento.

Diferentemente dos romances anteriores e de Diário da Queda (2011), todos narrados em primeira pessoa, O Gato Diz Adeus (2009) é a soma de quatro vozes a respeito de um triângulo amoroso. Entre um e outro fragmento, o leitor é convidado a refletir a respeito das lacunas deixadas por discursos que se cruzam sem, entretanto, esclarecer aspectos decisivos. A trama é lentamente composta, mas permanecem ocultas as motivações mais profundas das personagens-narradoras.

Essa contradição é um dos centros da ficção de Michel Laub. Em narrativas que se oferecem como confessionais, as personagens não revelam efetivamente o que parecem revelar - a não ser em chave metafórica. É o caso, por exemplo, de passagens de O Segundo Tempo, em que um detalhe do lance do jogo de futebol pode sintetizar a forma como o narrador se posiciona diante dos eventos narrados, ainda que ele mesmo não se dê conta dessa projeção.

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Michel Laub - Enciclopédia Itaú Cultural
Nascido em Porto Alegre em 1973, o premiado romancista, contista e jornalista Michel Laub é estimulado a ler desde a infância, mas na adolescência se interessa mais em surfar, andar de skate e tocar rock em uma banda. “Não havia aparentemente indícios de que seria escritor”, brinca ele. Já adulto, cursa Direito e na década de 1990 passa a editar e colaborar em diversos veículos, entre eles, as revistas Bravo!, Carta Capital e o jornal Folha de S. Paulo. Suas narrativas são construídas a partir de fatos que ocorrem ao seu redor. “Não sou propriamente um escritor de imaginação. O que me interessa mais na literatura são os sentimentos que essas histórias envolvem”, explica. Com sete livros publicados em doze países (e nove línguas), opta por escrever em primeira pessoa na maioria de seus textos, que revelam referências autobiográficas e linguagem elaborada dirigida ao universo adulto.

Realização: Gasolina Filmes
Entrevista: Gabriel Carneiro
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Carolina Fomin (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

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