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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Edith Behring

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 12.04.2017
17.01.1916 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
25.01.1996 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro

Sem Título, 1968
Edith Behring
Água-tinta

Edith Behring (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1916 - Idem, 1996). Gravadora, pintora, desenhista, professora. Inicia sua formação estudando desenho e pintura com Candido Portinari (1903-1962). Pela antiga Universidade do Distrito Federal, obtém licenciatura em educação artística. Entre os anos de 1944 e 1950, reside em Belo Horizonte, onde ensi...

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Biografia

Edith Behring (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1916 - Idem, 1996). Gravadora, pintora, desenhista, professora. Inicia sua formação estudando desenho e pintura com Candido Portinari (1903-1962). Pela antiga Universidade do Distrito Federal, obtém licenciatura em educação artística. Entre os anos de 1944 e 1950, reside em Belo Horizonte, onde ensina desenho na Escola Guignard. De volta ao Rio de Janeiro, aprende xilogravura e desenho em guache com Axl Leskoschek (1889-1975) e gravura em metal com Carlos Oswald (1882-1971), na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em 1953, é contemplada com uma bolsa de estudo de pintura do governo francês. Em Paris, encontra Milton Dacosta (1915-1988) e Maria Leontina (1917-1984), que lhe indicam o ateliê de Johnny Friedlaender (1912 - 1992). Abandona, então, a idéia de estudar pintura e ingressa no curso de gravura em metal. Nesse período, começa a trabalhar com Flavio-Shiró (1928), João Luís Chaves (1924) e Mário Carneiro. Em 1955, realiza sua primeira exposição individual, na Galerie Saint Placide, em Paris. Ao voltar ao Brasil, em 1957, é convidada a lecionar no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro (IBA), atual Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage).

Em 1959, organiza o Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), onde trabalha com Anna Letycia (1929) e Rossini Perez (1932) e permanece por dez anos. Em 1963 é premiada na Bienal Americana de Gravura de Santiago. Participa das Bienais Internacionais de São Paulo, de 1957 a 1967. Em 1980, recebe o prêmio melhor exposição individual da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Em 1983, a Galeria Banerj realiza uma retrospectiva de suas obras.

Análise

No início dos anos 1950, Edith Behring desenvolve algumas xilogravuras de topo de temática social. Da xilogravura passa à gravura em metal. A figuração presente em suas estampas iniciais logo dá lugar a composições mais abstratas. Suas gravuras começam a retirar da linha, do plano, da cor, da luz e das características dos materiais trabalhados elementos que vão do mais extremo rigor das formas ao mais envolvente clima poético.

Com o mesmo título de Composição Abstrata, entre 1950 e 1990, a artista produz estampas principalmente em água-tinta e água-forte que, muitas vezes, são trabalhadas em duas impressões, produzindo acréscimos de linhas e de cores que dão movimento à imagem.

Para a artista e professora, o aprendizado técnico e seu aperfeiçoamento são fundamentais. É exatamente esse domínio preciso que lhe permite inovar. Em alguns trabalhos da década de 1970, por exemplo, recusa a utilização do ácido para tentar novos resultados por meio da areia e da araldite.

Alheia ao engajamento sociopolítico que marca os Clubes de Gravura disseminados, nas décadas de 1940 e 1950, no Brasil, Edith Behring busca desenvolver uma poética abstrata, contra uma representação ou transposição fiel da realidade. Traz para seus trabalhos um fazer artístico pautado, na subjetividade.

Obras 3

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Reprodução fotográfica João L. Musa/Itaú Cultural

Sem Título

Gravura em metal
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Sem Título

Água-tinta gravura sobre papel

Exposições 120

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Fontes de pesquisa 34

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  • 12 ARTISTAS brasileiros. Jerusalém: Belazel Museum Jerusalen, 1960. Folha dobrada.
  • 12 ARTISTAS brasileiros. Jerusalém: Belazel Museum Jerusalen, 1960. Folha dobrada. SPmam 1960/d
  • 1º Salão SESC de gravura. Curadoria Geraldo Edson de Andrade. Rio de Janeiro: Sesc Copacabana, 1996. [16 ] p. Exposição realizada na Galeria Sesc Copacabana, no período de 25 jun. a 31 jul. 1996. RJsesc 1996/p
  • 4 MESTRES da gravura brasileira. Rio de Janeiro: Sesc Copacabana, 1996. RJsesc 1996/q
  • A GRAVURA brasileira. São Paulo: Paço das Artes, 1970. SPpa 1970/g
  • AXL Leskoschek e seus alunos: Brasil / 1940-1948. Curadoria Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985. (Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro).
  • AXL Leskoschek e seus alunos: Brasil / 1940-1948. Curadoria Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985. (Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro). RJbanerj 1985/a
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. R750.81 A973d 2.ed.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 700 BI588sp Sec.XX
  • EXPOSIÇÃO DA JOVEM GRAVURA NACIONAL, 2., 1966, São Paulo; BORDALLO, Maria Rita (Coord.). II Exposição da jovem gravura nacional. Projeto gráfico Donato Ferrari; fotografia German Lorca; introdução Walter Zanini; apresentação Pedro Manuel. São Paulo: MAC, 1966. [24 p.], il. p.b. SPejgn 1966/g
  • GRAVURA brasileira hoje: depoimentos. Organização Heloisa Pires Ferreira e Maria Luisa Luz Távora; entrevistas Anna Letycia, Antônio Grosso, Carlos Scliar, Dionísio del Santo; Edith Behring; Marília Rodrigues. Rio de Janeiro: Oficina de gravura SESC-Tijuca, 1995. v.1.
  • GRAVURA brasileira hoje: depoimentos. Organização Heloisa Pires Ferreira e Maria Luisa Luz Távora; entrevistas Anna Letycia, Antônio Grosso, Carlos Scliar, Dionísio del Santo; Edith Behring; Marília Rodrigues. Rio de Janeiro: Oficina de gravura SESC-Tijuca, 1995. v.1. 769 G777 v.1
  • GRAVURA brasileira: quatro temas. Curadoria e texto Nelson Augusto. Rio de Janeiro: Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 1989.
  • GRAVURA brasileira: quatro temas. Curadoria e texto Nelson Augusto. Rio de Janeiro: Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 1989. RJeavpl 1989/g
  • GRAVURA de arte no Brasil: proposta para um mapeamento. Tradução Edison Schroder. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1992.
  • GRAVURA de arte no Brasil: proposta para um mapeamento. Tradução Edison Schroder. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1992. RJccbb 1992
  • GRAVURA moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes. Curadoria Rubem Grilo. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1999.
  • GRAVURA moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes. Curadoria Rubem Grilo. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1999. CAT-G RJmnba 1999/g
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000.
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. IC 769 G777
  • MARTINS, Carlos (Coord.). Acervo gravura: doações recentes 1982/1984. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1984.
  • MARTINS, Carlos (Coord.). Acervo gravura: doações recentes 1982/1984. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1984. RJmnba 1984/adr
  • MOSTRA DE GRAVURA CIDADE DE CURITIBA, 6., 1984. VI Mostra de Gravura Cidade de Curitiba: 1984 - Pan-Americana. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1984.
  • MOSTRA DE GRAVURA CIDADE DE CURITIBA, 6., 1984. VI Mostra de Gravura Cidade de Curitiba: 1984 - Pan-Americana. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1984. PRmgcc 6/1984
  • MOSTRA DE GRAVURA CIDADE DE CURITIBA, 9., 1990. IX Mostra de Gravura Cidade de Curitiba. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1990.
  • MOSTRA DE GRAVURA CIDADE DE CURITIBA, 9., 1990. IX Mostra de Gravura Cidade de Curitiba. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1990. PRmgcc 9/1990
  • MULHERES gravadoras: uma homenagem à Edith Behring. Curadoria Ana Maria Netto Nogueira; revisão Edith Piza. Jacareí: Casa da Gravura, 1998. SPcg 1998/m
  • O que faz você agora Geração 60?: Jovem arte contemporânea dos anos 60 revisitada. São Paulo: MAC/USP, 1992. Exposição realizada no periodo de 14 nov. 1991 a 1º mar. 1992. SPmac 1991/q
  • OS COLECIONADORES - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras. Curadoria Jacob Klintowitz; projeto gráfico Diana Mindlin; fotografia Lucia Mindlin Loeb; apresentação Horacio Lafer Piva, Jaime A. Greene; texto José Mindlin, Jacob Klintowitz. São Paulo: Centro Cultural FIESP, 1998. [64] p., il. color. CAT-G SPfiesp 1998/c
  • PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, 1969, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1969. São Paulo: MAM, 1969. Não Cadastrado
  • POÉTICA da resistência: aspectos da gravura brasileira. Curadoria Armando Mattos, Denise Mattar, Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: MAM, 1994.
  • POÉTICA da resistência: aspectos da gravura brasileira. Curadoria Armando Mattos, Denise Mattar, Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: MAM, 1994. CAT-G RJmam 1994/p

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