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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Ronald Teixeira

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
14.02.1962 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói
Ronald Teixeira (Niterói RJ 1962). Diretor de arte, cenógrafo e figurinista. Colabora constantemente com os diretores Gilberto Gawronski, Cristina Pereira, Domingos Oliveira e Daniel Herz, da Companhia Atores de Laura.

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Biografia

Ronald Teixeira (Niterói RJ 1962). Diretor de arte, cenógrafo e figurinista. Colabora constantemente com os diretores Gilberto Gawronski, Cristina Pereira, Domingos Oliveira e Daniel Herz, da Companhia Atores de Laura.

Em 1988, conclui o curso de graduação em artes cênicas, com habilitação em cenografia e indumentária, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, onde passa a lecionar, em 1990, sendo chefe de departamento de 1992 a 1996, e coordenador do curso de 1994 a 1998.

Em 1994, com seu primeiro espetáculo como cenógrafo e figurinista, A Nova Roupa do Imperador, adaptação de Rogério Blat, com direção de Gilberto Gawronski, recebe o Prêmio Mambembe e o Prêmio Coca-Cola pela cenografia. A crítica Lúcia Cerrone, do Jornal do Brasil, analisa: "De extremo bom gosto, os cenários de Ronald Teixeira - em tecidos com pinturas e aplicações bordadas - armam no palco da Casa da Gávea um teatro para a sua companhia. Do bando com inspirações indianas às imponentes colunas feitas de pano, o artista assina sua obra em cada detalhe. A solução encontrada para o desfile do novo traje é cenicamente perfeita".1

Nos anos seguintes, recebe o Prêmio Coca-Cola pelos cenários de Petruska, de Carlos Augusto Nazareth, 1995, e de Diário de um Adolescente Hipocondríaco, de Sura Berditchevski, 1996; além do Prêmio Shell pela cenografia de Dona Rosita, a Solteira, de Federico García Lorca, com direção de Cristina Pereira e Antonio Grassi, 1999. O crítico Macksen Luiz, do Jornal do Brasil, observa: "A encenação de Antonio Grassi e Cristina Pereira demarca no espaço físico da casa - num cenário de Ronald Teixeira tão habilidosamente construído para ampliar o pequeno espaço da Casa da Gávea, e envolvente como espaço emocional - os movimentos interiores de cada um dos personagens. Os diretores procuram extrair uma coreografia de gestos e pausas que costuram a seiva vital desses personagens adiados. O cenário é definitivo nessa concepção por abrigar de maneira 'doméstica' (reprodução de uma habitação de Granada) as emoções de aparência igualmente domésticas vividas por aqueles que a habitam".2

Na década de 1990, trabalha também como cenógrafo e figurinista em Histórias de Cronópios e de Famas, de Julio Cortázar, e O Patinho Feio, adaptação de Rogério Blat, 1995; Escola de Mulheres, de Molière, direção de Eduardo Wotzik, 1997; A Flauta Mágica, livre adaptação teatral da ópera de Mozart por Celso Lemos e Antonio Monteiro Guimarães, com a Companhia Atores de Laura, 1999. Como cenógrafo, assina, entre outros, Cabaré Filosófico, de Domingos Oliveira, 1996, e A Alma Boa de Set-Suan, de Bertolt Brecht, 1998.

Em 2000, recebe o Prêmio Shell pela cenografia de Esplêndidos, de Jean Genet, com direção de Daniel Herz; trabalha como cenógrafo em mais cinco espetáculos: Auto da Índia ou Arabutã, criação coletiva da Companhia Atores de Laura; Separações, de Domingos Oliveira e Priscilla Rozenbaum; A Serpente, de Nelson Rodrigues; Isabel, relatório confidencial sobre o fim de uma monarquia, de Aderbal Freire-Filho, e Todo Mundo Tem Problemas Sexuais, de Domingos Oliveira e Alberto Goldin.

Em 2001, estréia, em Lisboa, Querida Mamãe, de Maria Adelaide Amaral, com direção de Cristina Pereira, assinando cenários e figurinos. Em 2002, conclui o mestrado em ciência da arte, no Instituto de Cinema e Artes da Universidade Federal Fluminense - UFF. No mesmo ano, faz quatro espetáculos como cenógrafo, entre eles, As Artimanhas de Scapino, de Molière, com a Companhia Atores de Laura. A crítica Barbara Heliodora, de O Globo, descreve o cenário: "No vasto palco a seu dispor, Ronald Teixeira criou uma cenografia imaginativa e funcional. A simples evocação de uma boca de cena de desenho clássico, com panejamentos claros e muito uso de cordas, serve a um tempo para situar a época e o porto exigidos pelo texto".3

O crítico Macksen Luiz, do Jornal do Brasil, afirma, sobre Entre o Céu e o Inferno, de Cristina Pereira e Teresa Montero, a partir de Gil Vicente, 2002, em que Ronald Teixeira assina o cenário e, com Flávio Graff, os figurinos: "A cenografia de Ronald Teixeira contribui, vigorosamente, na concepção do espetáculo com sua interpretação onírica do universo vicentino. Já à entrada, quando o público emerge de um 'inferno' repleto de detalhes visuais, o cenário provoca impacto. A distribuição de pequenos 'palcos' no exíguo espaço da Casa da Gávea, além do 'céu' fantasioso com inspiração na iconografia religiosa e na pintura de Hieronymus Bosch, é muito bem aproveitada pela direção, que ocupa, com as mudanças contínuas das cenas, essas áreas de representação. Os figurinos, também assinados por Ronald Teixeira, são inventivos e teatralíssimos, além de exibirem um acabamento de confecção e requinte de desenho".4

No cenário de O Conto do Inverno, de William Shakespeare, pela Companhia Atores de Laura, 2004, Ronald Teixeira reproduz a Tapeçaria de Bayeux, do século XII, em um tecido de 24 metros de comprimento que forma um corredor da entrada do teatro até o piso do palco, onde as imagens bordadas com padrões e desenhos medievais contam a história da peça na visão de Hermione; no palco ele cria um sítio arqueológico formado por folhas de tecido, onde estão enterrados objetos para contar a história; na platéia, o forro das cadeiras é bordado, desenhando uma arena sob um céu de estrelas.

Com direção de Daniel Herz, faz o cenário de A Glória de Nelson, textos de Nelson Rodrigues, 2005, e N.I.S.E., criação coletiva de Maria da Luz e da Companhia Atores de Laura, 2006. No mesmo ano, trabalha como cenógrafo em Largando o Escritório, de Domingos Oliveira, e Cauby! Cauby!, de Flávio Marinho. Em 2007, assina Corações Encaixotados, de Bosco Brasil, como cenógrafo, O Mundo dos Esquecidos, de Adriana Falcão, e Federico García Lorca, Pequeno Poema Infinito, de José Mauro Brant e Antonio Gilberto, como cenógrafo e figurinista.

Notas

1. CERRONE, Lúcia. Fábula em Tom de Farsa, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 28 jun. 1994.

2. LUIZ, Macksen, Personagens Adiados e Convincentes, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 22 mai. 1999.

3. HELIODORA, Barbara. Diversão Certa e Fiel ao Espírito de Molière, O Globo, Rio de Janeiro, 15 mar. 2002.

4. LUIZ, Macksen. Alma Lusa em Cuidadosa Montagem, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 25 abr. 2002.

Espetáculos 70

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Exposições 1

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Fontes de pesquisa 7

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  • COMPANHIA Atores de Laura. Disponível em: [http://www.atoresdelaura.com.br]. Acesso em: 11/05/2007.
  • Disponível em: [http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento/Pamonha_e_Panaca.aspx?id=77527]. Acesso em: 04/04/2011. Guia da Semana
  • HELIODORA, Barbara. Entre o Céu e o Inferno: um Gil Vicente saturado por excessos, O Globo, 9 mai. 2002.
  • Planilha enviada pelo pesquisador Márcio Freitas. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - As Artimanhas de Scapin - 2003. Não Catalogado
  • Programa dos Espetáculos - Dama da Noite e Na Solidão dos Campos de Algodão -1997. Não Catalogado
  • TEIXEIRA, Ronald. Currículo enviado pelo próprio.

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