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Paulo Henriques Britto

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 01.11.2018
12.12.1951 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Paulo Fernando Henriques Britto (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1952). Poeta, contista, tradutor e professor. Vive no Rio de Janeiro, exceto nos períodos entre 1962-1964 e 1972-1973, quando mora nos Estados Unidos. Os conhecimentos linguísticos e culturais adquiridos nesses períodos o levam a se especializar nos estudos, bem como trabalhar como...

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Biografia

Paulo Fernando Henriques Britto (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1952). Poeta, contista, tradutor e professor. Vive no Rio de Janeiro, exceto nos períodos entre 1962-1964 e 1972-1973, quando mora nos Estados Unidos. Os conhecimentos linguísticos e culturais adquiridos nesses períodos o levam a se especializar nos estudos, bem como trabalhar como professor e tradutor de língua inglesa. Forma-se em português e inglês no curso de letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Pela mesma instituição obtém título de mestre e, mais tarde, torna-se professor em cursos de tradução, criação literária e literatura brasileira. Estreia como poeta, em 1982, com Liturgia da Matéria. À obra seguem-se outros volumes de poesia, como Macau (2003), pelo qual recebe o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira. Prosador e ensaísta, publica contos em Paraísos Artificiais (2004) e Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (2009), este com textos que partem do álbum homônimo do músico Sérgio Sampaio (1947 - 1994), para falar sobre o tropicalismo. É tradutor de diversas obras importantes, tendo vertido do inglês para o português cerca de 80 livros, entre os quais se destacam O Som e a Fúria, do americano William Faulkner (1897 - 1962), e Beppo, do inglês Lord Byron (1788 - 1824).

Análise

A poesia de Paulo Henriques Britto tem como traço comum a constância das formas: de Liturgia da Matéria (1982) até Tarde (2007) percebe-se pouca alteração no modo como os poemas são construídos. Flertando com formas fixas, Britto altera-lhes a tônica e a estrutura: destaca-se a série Sete Sonetos Simétricos, de Macau, na qual o poeta parece tensionar a forma do soneto enxertando-lhe temas cotidianos. Procedimento semelhante é encontrado no poema (19 de janeiro), de Trovar Claro, no qual o eu-lírico, aparentemente um bandido foragido, escreve uma carta em forma de soneto com informações sobre sua fuga ("mas deixei um revólver na cozinha / com uma bala / Destrua este soneto / imediatamente após a leitura").

Britto explora tanto a expressão coloquial e a matéria do cotidiano quanto a reflexão metalinguística sobre a poesia, elaborando exames meticulosos da linguagem (sobretudo no livro Mínima Lírica). Nesse sentido, o diálogo com a tradição literária internacional e brasileira, elemento recorrente em poesia nacional contemporânea, também aparece constantemente em sua produção. Nessas ocasiões, numa reflexão sobre o fazer poético do presente e do passado, o poeta dialoga, retoma ou ressignifica questões colocadas por seus antecessores. Ao observar essa relação com a tradição, o crítico Fábio de Souza Andrade, comentando o livro Tarde, afirma que a poesia de Britto "se reconhece tardia e se rende aos balanços: 'Nada ficou por cantar, / nem mesmo o não-ter-mais-o-que-cantar' ".

Debates 2

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