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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Antonio Callado

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 23.07.2021
26.01.1917 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói
28.01.1997 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Antônio Carlos Callado (Niterói RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1997). Autor. Romancista e jornalista consagrado, com a peça Pedro Mico, Antônio Callado instaura o povo como uma espécie de protagonista coletivo. Cria personagens populares com consistência e empatia, recusa o enfoque paternalista e procura jogar uma luz desmistificadora sobre alguns ...

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Biografia
Antônio Carlos Callado (Niterói RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1997). Autor. Romancista e jornalista consagrado, com a peça Pedro Mico, Antônio Callado instaura o povo como uma espécie de protagonista coletivo. Cria personagens populares com consistência e empatia, recusa o enfoque paternalista e procura jogar uma luz desmistificadora sobre alguns episódios importantes, e pouco conhecidos, da História do Brasil.

Escreve sua primeira peça, O Fígado de Prometeu, em 1951. A segunda, A Cidade Assassina, é publicada e encenada em 1954, com montagem da Companhia Dramática Nacional - CDN. Frankel, a estranha história de um misterioso e delirante cientista que pretende desencadear uma espécie de revolução cósmica no meio dos índios brasileiros, tem uma primeira produção também em 1954, no âmbito restrito do Teatro Duse, seguindo-se em 1957 uma montagem profissional pela Companhia Tônia-Celi-Autran - CTCA, dirigida por Adolfo Celi, recebida com restrições pela crítica e pouco prestigiada pelo público. Ainda em 1957, o Teatro Nacional de Comédia - TNC, monta Pedro Mico, com direção de Paulo Francis, com o arquiteto Oscar Niemeyer em inesperada incursão pela cenografia e Milton Moraes criando o papel-título. O espetáculo consagra o autor: pela primeira vez a favela carioca aparece no palco sob uma abordagem nem folclórica nem mistificada, e a figura de Pedro Mico - um negro malandro e simpático que consegue sair-se bem das situações mais adversas - se torna rapidamente um personagem clássico do teatro brasileiro. Apesar de muito bem recebida, a peça suscita sérias controvérsias, e é ameaçada de ser retirada de cartaz, sob a pressão de setores conservadores que interpretam algumas linhas da cena final como uma incitação à revolução armada. O texto tem, posteriormente, inúmeras montagens em diversos Estados, é adaptado para a televisão, publicado na revista americana Odyssey com o título Pedro the Monkey e transformado em peça radiofônica, Kletter-Pedro, na Alemanha. O Tesouro de Chica da Silva, a primeira abordagem teatral da sensual heroína negra que mais tarde o cinema e os desfiles de carnaval tornam popular, é montada em 1959, pelo Teatro da Universidade Federal da Bahia, com direção de Gianni Ratto, e em 1979 é adaptada pela TV Globo. Forró no Engenho Cananéia, publicada em 1964, permanece inédita em cena; como também as duas peças mais recentes de Callado, A Revolta da Cachaça e Uma Rede para Iemanjá, que são reunidas em 1983, junto com Pedro Mico e O Tesouro de Chica da Silva, num volume intitulado A Revolta da Cachaça, cujo denominador comum é a temática do negro brasileiro.

Segundo o crítico Yan Michalski: "Confrontada com a notável criação de Antônio Callado como jornalista e ficcionista, a sua dramaturgia representa um aspecto secundário no conjunto da sua obra, não obstante o duradouro sucesso de Pedro Mico. Ela tem, porém, características próprias e significativas: instaura o povo como uma espécie de protagonista coletivo, cria personagens populares de apreciável dimensão e empatia, recusa-se a tratá-los sob um enfoque paternalista, e procura jogar uma luz desmistificadora sobre alguns episódios importantes, e mal conhecidos, da História do Brasil".1

Notas
1. MICHALSKI, Yan. Antônio Callado. In: ___________. PEQUENA Enciclopédia do Teatro Brasileiro Contemporâneo. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq. Rio de Janeiro, 1989.

Obras 1

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Espetáculos 20

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Fontes de pesquisa 6

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  • ANTÔNIO Callado, o gentleman engajado. Folha de S.Paulo, São Paulo, 2 fev. 1997. MAIS!, p. 7.
  • CALLADO, Antônio. Rio de Janeiro: Funarte / Cedoc. Dossiê Personalidades Artes Cênicas.
  • GUERINI, Elaine. Nicette Bruno & Paulo Goulart: tudo em família. São Paulo: Cultura - Fundação Padre Anchieta: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 256 p. (Aplauso Perfil). 792.092 G932n
  • LUIZ, Macksen. No teatro, os deserdados e as vítimas. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 30 jan. 1997. Caderno B, p. 4.
  • MICHALSKI, Yan. Antônio Callado. In: ___________. PEQUENA Enciclopédia do Teatro Brasileiro Contemporâneo. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq. Rio de Janeiro, 1989.
  • Planilha enviada pela pesquisadora Rosyane Trotta. Não Catalogado

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