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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Plínio Bernhardt

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 29.08.2022
1927 Brasil / Rio Grande do Sul / Cachoeira do Sul
14.04.2004 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Plínio César Levi Bernhardt (Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, 1927 -  Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2004). Pintor, gravador, desenhista, professor. Sua obra aborda principalmente temas relacionados ao Rio Grande do Sul, com grande importância para a divulgação da gravura no estado e da preservação do patrimônio histórico.

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Plínio César Levi Bernhardt (Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, 1927 -  Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2004). Pintor, gravador, desenhista, professor. Sua obra aborda principalmente temas relacionados ao Rio Grande do Sul, com grande importância para a divulgação da gravura no estado e da preservação do patrimônio histórico.

Formado em Artes Plásticas, em 1948, pelo Instituto de Belas Artes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), recebe uma sólida formação acadêmica, sendo aluno de artistas como Ângelo Guido (1893-1969), João Fahrion (1898-1970) e Benito Castañeda (1885-1955). Bernhardt, entretanto, continua a se aperfeiçoar em diferentes técnicas em outros momentos da vida – estuda pintura com Iberê Camargo (1939-1994), em 1965; litografia com Octávio Pereira (1929-1988), em 1977, e gravura em metal com Armando Almeida (1939-2013), em 1987.

Em 1952, viaja a Caçapava do Sul, a cerca de 260 km de Porto Alegre, onde fixa residência por seis anos e inicia sua carreira como professor – dá aulas de educação artística em escolas e cursos livres no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). Nos anos 1950, participa ainda no Clube de Gravura de Porto Alegre, junto com Carlos Scliar (1920-2001), Vasco Prado (1914-1998), Glênio Bianchetti (1928-1914) e outros. 

O principal propósito do Clube é financiar a revista Horizontes, uma publicação cultural, de acordo com Aracy Amaral, destinada a fazer circular as posições de esquerda a fim de politizar um público nesta direção. Em seu quarto número, devido ao Clube, a revista já financia sozinha e conta com cem assinantes que, além da publicação, recebem uma gravura. A venda casada dá acesso a obras de arte a uma parcela da população antes carente desse mercado. 

Um dos principais feitos dos artistas envolvidos é chamar a atenção dos leitores-colecionadores para a temática social por meio de imagens que tratam da realidade local com temas rurais e urbanos. O trabalho do Clube tem repercussão nacional e internacional, e obras de seus integrantes participam de exposições dentro e fora do país.

O enfoque temático do Clube de Gravura está relacionado aos assuntos que Bernhardt desenvolve em sua obra. Com um olhar atento e aguçado ao cotidiano e aos acontecimentos do Rio Grande do Sul, o trabalho do artista volta-se principalmente à figura do gaúcho; às paisagens do pampa e urbanas; à arquitetura e arte sacra. Esse conjunto de trabalhos se torna um importante resgate iconográfico da cultura gaúcha. 

Como um defensor do Patrimônio Arquitetônico, aplica-se ao desenho de registros de construções históricas, que são demolidas ao passar dos anos, mas preserva-se a memória com o seu trabalho. Além de viagens pelo Rio Grande do Sul, vai para Minas Gerais e para Bahia. Como os artistas viajantes do século XIX, por onde passa, Bernhardt registra cenas das cidades, de seus habitantes e das construções arquitetônicas. 

Entre 1974 e 1975, é diretor do Margs, onde também chega a ocupar os cargos de coordenador de exposições e professor de desenho. Recebe diversos prêmios durante toda sua carreira, destacando-se Prêmio Pintura do IV Salão Cidade de Porto Alegre e Medalha de Ouro do Salão do Sesquicentenário da Independência em 1972. 

Plínio Bernhardt, além de ter se dedicado à docência, foca sua obra de arte em temas regionais. Aprofunda-se principalmente no registro do patrimônio arquitetônico gaúcho.

Exposições 76

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Fontes de pesquisa 12

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  • 15 DESENHISTAS gaúchos. Porto Alegre: Toque Final Casa de Arte, 1983. 30p. il. p. b.
  • AMARAL, Aracy. Arte para quê?: a preocupação social na arte brasileira 1930-1970: subsídio para uma história social da arte no Brasil. São Paulo: Nobel, 1984. 435 p.
  • ARTE em Porto Alegre e História. BLOG Professor Círio Simon. Disponível em http://profciriosimon.blogspot.com/2010/10/arte-em-porto-alegre-e-historia-em.html. Acesso: 29 de jul. 2022.
  • ARTE gaúcha contemporânea. Texto de Gaudêncio Fidelis. Porto Alegre: Casa de Cultura Mário Quintana, 1991. 70p. il. p. b.
  • BERNHARDT, Plínio. Iconografia Rio-Grandense de Plínio Bernhardt. GIACOMELLI, Vinício (Org.) Rio Grande do Sul, 2009.
  • BERNHARDT, Plínio. Plínio Bernhardt 1946-1986. Porto Alegre, Cambona Centro de Arte, 1986.
  • CATÁLOGO geral das obras do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Apresentação de Luiz Inácio Medeiros. Porto Alegre: Museu de Arte do Rio Grande do Sul, 1978.
  • HISTÓRIA em MIGALHAS”, Blog Prof. Círio Simon. Porto Alegre, 12 de setembro de 2010. Disponível: http://profciriosimon.blogspot.com/2010/09/arte-em-porto-alegre-e-historia-em.html. Acesso: 29 de jul. 2022.
  • NOVE artistas plásticos gaúchos. Apresentação Carlos de Noronha Feyo. Porto Alegre : Empresa Portoalegrense de Turismo-EPATUR, 1976. [12 p. ] s. il.
  • OS CLUBES de Gravura do Brasil. Curadoria Carlos Scliar. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1994.
  • PINACOTECA Ruben Berta e Pinacoteca Aldo Locatelli: catálogo geral. 1991. il. p. b. color.
  • ROSA, Renato; PRESSER, Décio. Dicionário de artes plásticas no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 1997.

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