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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Zina Aita

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 29.06.2021
1900 Brasil / Minas Gerais / Belo Horizonte
1968 Itália / Campânia / Nápoles
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Sem Título, 1923
Zina Aita
Aquarela
20,50 cm x 27,00 cm

Tereza Aita (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1900 - Nápoles, Itália 1967). Pintora, ceramista e desenhista. Viaja para Florença, onde permanece entre 1914 e 1918, e realiza estudos com o artista Galileo Chini (1873 - 1956) na Accademia di Belle Arti di Firenze [Academia de Belas Artes de Florença]. Retornando ao Brasil, entra em contato com os mod...

Texto

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Tereza Aita (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1900 - Nápoles, Itália 1967). Pintora, ceramista e desenhista. Viaja para Florença, onde permanece entre 1914 e 1918, e realiza estudos com o artista Galileo Chini (1873 - 1956) na Accademia di Belle Arti di Firenze [Academia de Belas Artes de Florença]. Retornando ao Brasil, entra em contato com os modernistas Manuel Bandeira (1886 - 1968) e Ronald de Carvalho (1893 - 1935). Torna-se amiga da pintora Anita Malfatti (1889 - 1964) e do escritor Mário de Andrade (1893 - 1945). Realiza a primeira mostra individual em Belo Horizonte, em 1920, sendo considerada precursora do modernismo em Minas Gerais. Participa da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, em 1922. Nessa época realiza ilustrações para a revista Klaxon, publicação dos modernistas paulistas. Sua produção permanece pouco conhecida, e grande parte de suas obras não é datada. Para alguns estudiosos, sua pintura desse período aproxima-se do movimento art nouveau e do pós-impressionismo. Realiza mostra individual na livraria O Livro, em São Paulo, em março de 1922, e participa, no ano seguinte, do 1º Salão da Primavera, no Rio de Janeiro. Em 1924, muda-se para a Itália, reside em Nápoles, onde dirige uma fábrica de cerâmica. Nos seis anos seguintes, realiza estudos em Roma, Florença, Milão e Veneza. Na Itália, torna-se conhecida como ceramista, participando de diversas coletivas. Em 1990, ocorre no Museu de Arte da Pampulha - MAP a mostra Jeanne Milde, Zina Aita: 90 Anos.

Análise

Zina Aita realiza estudos em Florença, entre 1914 e 1918, com o artista Galileo Chini (1873 - 1956). Retorna ao Brasil, e participa da Semana de Arte Moderna, incentivada pelos amigos Ronald de Carvalho (1893 - 1935) e Manuel Bandeira (1886 - 1968). Como aponta a historiadora da arte Marta Rossetti Batista, por meio dos títulos das obras que constam no catálogo da Semana de 22, pode-se notar o interesse da artista pelo caráter decorativo e pela figura humana, e a ligação com o impressionismo. A tendência decorativa em sua produção revela-se nos títulos de três das oito obras expostas em 1922.

Na opinião do historiador da arte Walter Zanini, durante sua estada em Florença, Zina Aita identifica-se com o ambiente artístico italiano, onde predomina o movimento art nouveau e principalmente a tendência do retorno à ordem. Da artista, é conhecida a cena de trabalhadores calçando uma rua, feita com o uso da técnica divisionista, Homens Trabalhando [A Sombra], 1922. Também é identificada uma aquarela com um nu feminino, que revela seu talento de desenhista e a afinidade com a produção de Degas (1834 - 1917). A pintura Friso, ca.1928 reafirma o interesse da artista pelo aspecto decorativo e revela sua apreciação da obra de Klimt (1862 - 1918). A maior parte de sua produção não é identificada nem datada.

Obras 4

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Reprodução Fotográfica Claudio Pulhesi

Friso

Guache sobre papel
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Jardineiro

Óleo sobre tela
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Sem Título

Aquarela

Exposições 29

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 14

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  • 100 obras-primas da Coleção Mário de Andrade: pintura e escultura. Curadoria Marta Rossetti Batista. São Paulo: IEB, 1993.
  • AMARAL, Aracy. Artes plásticas na Semana de 22. 5. ed. São Paulo, SP: Editora 34, 1998.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v.
  • COLEÇÃO Mário de Andrade: o modernismo em 50 obras sobre papel. Poços de Caldas: Instituto Moreira Salles, 1993.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • JEANNE Milde, Zina Aita: 90 anos. Belo Horizonte: Museu de Arte de Belo Horizonte, 1990. 36 p., il. p&b color.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • MUSEU DE ARTE MODERNA (SÃO PAULO, SP) (org.). Do modernismo à Bienal. São Paulo: MAM, 1982.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • RIBEIRO, Marília Andrés (org.); SILVA, Fernando Pedro da (org.). Um século de história das artes plásticas em Belo Horizonte. Belo Horizonte: C/Arte, 1997. (Centenário).
  • SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.

Como citar

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