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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Pedro Peres

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 28.03.2017
10.11.1850 Portugal / Distrito de Lisboa / Lisboa
23.03.1923 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

O Caçador de Tigres, 1897
Pedro Peres
Óleo sobre tela
67,50 cm x 91,50 cm

Pedro José Pinto Peres (Lisboa, Portugal 18501 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1923). Pintor. Chega criança ao Brasil e ingressa no Liceu de Artes e Ofícios do Rio Janeiro por volta de 1865. Em 1868, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), sob orientação de Victor Meirelles (1832-1903) e Agostinho da Motta (1824-2878), entre outro...

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Biografia

Pedro José Pinto Peres (Lisboa, Portugal 18501 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1923). Pintor. Chega criança ao Brasil e ingressa no Liceu de Artes e Ofícios do Rio Janeiro por volta de 1865. Em 1868, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), sob orientação de Victor Meirelles (1832-1903) e Agostinho da Motta (1824-2878), entre outros. Tem como colegas Almeida Júnior (1850 - 1899), José Maria de Medeiros (1849-1925) e Augusto Duarte (1848-1888). Participa da Exposição Geral de 1875 como aluno da Aiba. Em 1879, apresenta A Elevação da Cruz e recebe distinção honorífica pela obra. No mesmo ano vai à Europa a estudos, retornando em 1881. Exibe vários trabalhos em 1884 e ganha a menção de Oficial da Ordem da Rosa. Executa, em 1885, A Princesa Isabel Entrega as Cartas da Liberdade. Entre 1889 e 1890 substitui Meirelles como professor interino da Aiba. Em 1910, expõe duas obras: Passeio Impedido e Previsão Dolorosa. Foi professor de desenho do Liceu e da Escola Normal. Neles, leciona até o fim da sua vida.

Análise

O trabalho de Pedro Peres transita por importantes gêneros da produção artística do século XIX. Torna-se conhecido ao expor a pintura histórica A Elevação da Cruz, cujo tema, para o jornalista Félix Ferreira2, é um prólogo da Primeira Missa no Brasil, de Victor Meirelles.

De fato, Peres recebe grande influência de Meirelles na Aiba. Observa-se na sua pintura um diálogo com aquela obra do mestre. Além do tema, ela também guarda afinidades com a Primeira Missa no aspecto cromático e na organização compositiva. Nas duas, o grupo principal da ação aparece em uma zona mais clara, rodeada por índios e jesuítas. No primeiro plano uma árvore solitária emoldura um lado da tela, contrapondo-se à densidade da mata fechada que aparece no lado oposto.

Embora essa obra projete o nome de Peres, é na produção de retratos e cenas de gênero - representações de fatos cotidianos - que ele tem sua mais destacada produção. Quanto aos retratos, o crítico de arte Gonzaga Duque (1863-1911) afirma que o pintor "os faz por uma maneira fora do comum. Procura entrar na intimidade dos seus retratados, buscar-lhes a nota, o característico"3. Quanto às cenas de gênero, Peres se alinha aos demais artistas brasileiros da sua geração, produzindo representações do universo brasileiro, anedóticas ou moralizantes, e contribui na difusão de um imaginário nacional oitocentista.

Notas

1. Existe uma divergência quanto a data de nascimento de Pedro Peres. Alguns autores indicam que o artista nasce em 1841. Outros assumem 1850 como a data mais provável. Adota-se aqui esta data como a mais provável em razão de um contexto do período: se Peres nasce em 1841, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro somente aos 27 anos, idade bastante incomum para o período. Ademais, não há referência de autor algum sobre o fato de Peres ser mais velho do que os outros alunos da Aiba.

2. FERREIRA, Félix. Belas Artes: estudos e apreciações. Rio de Janeiro:Baldomero Carqueja Fuentes Editor, 1885.

3. ESTRADA, Luiz Gonzaga Duque. A arte brasileira. Campinas: Mercado de Letras, 1995.

 

Obras 1

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Exposições 11

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Fontes de pesquisa 29

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  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942. R703.0981 B813a
  • BUENO, Alexei. O Brasil do século XIX na Coleção Fadel. Rio de Janeiro: Instituto Cultural Sergio Fadel, 2004.
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  • CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. 759.981034 C198hi
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5). R703.0981 C376d v.1
  • DUQUE, Gonzaga. A Arte brasileira: pintura e esculptura. Rio de Janeiro: H. Lombaerts & C., 1888. 254 p. LR 709.81 D946a
  • DUQUE, Gonzaga. A arte brasileira: pintura e esculptura. Introdução Tadeu Chiarelli. Campinas: Mercado de Letras, 1995. (Arte: ensaios e documentos).
  • FERREIRA, Félix. Belas Artes: estudos e apreciações. Rio de Janeiro: Badomero Cerqueja Fuentes Editor, 1885.
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983. 759.981034 F866u
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. 759.98105 F144c
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes: período monárquico, catálogo de artistas e obras entre 1840 e 1884. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1990. v.1.
  • LOUZADA, Júlio. Artes plásticas Brasil 1985: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984. v. 1. R702.9 L895a v.1
  • MUSEU Nacional de Belas Artes. Entre duas modernidades: do neoclassicismo ao pós-impressionismo na coleção do Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Artviva Produção Cultural, 2004.
  • O MUSEU IMPERIAL. São Paulo: banco safra, 1992. P.146-17.
  • REVISTA ILLUSTRADA. Rio de Janeiro: n. 156, ano IV, 1879.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198). 709.81 R895p Ed. ilust.
  • _______________. Rio de Janeiro: n. 292, ano VII, 1882.
  • _______________. Rio de Janeiro: n. 447, ano XII, 1887.
  • _______________. Rio de Janeiro: n. 483, ano XIII, 1888.

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