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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Regina Graz

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 07.06.2017
1897 Brasil / São Paulo / Itapetininga
1973 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Tapete, 1930
Regina Graz
Tapeçaria de lã
120,00 cm x 186,00 cm

Regina Gomide Graz (Itapetininga, São Paulo, 1897 - São Paulo, São Paulo, 1973). Pintora, decoradora. Entre 1913 e 1920 estuda na Escola de Belas Artes e de Artes Decorativas de Genebra, Suíça, ao lado de seu irmão Antonio Gomide (1895 - 1967) e de John Graz (1891 - 1980), com quem se casa em 1920. Nesse ano volta ao Brasil. Em 1923, no Rio de J...

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Biografia

Regina Gomide Graz (Itapetininga, São Paulo, 1897 - São Paulo, São Paulo, 1973). Pintora, decoradora. Entre 1913 e 1920 estuda na Escola de Belas Artes e de Artes Decorativas de Genebra, Suíça, ao lado de seu irmão Antonio Gomide (1895 - 1967) e de John Graz (1891 - 1980), com quem se casa em 1920. Nesse ano volta ao Brasil. Em 1923, no Rio de Janeiro, realiza pesquisa sobre tecelagem indígena do Alto Amazonas, sendo, ao lado de Vicente do Rego Monteiro (1899 - 1970), pioneira no interesse pela tradição indígena brasileira. Dedica-se à tapeçaria e confecciona paneaux, colchas, almofadas, tecidos e abajures em estilo cubista e art deco. Em 1930, participa com seu marido da decoração da Casa Modernista, projetada por Gregori Warchavchik (1896 - 1972) em São Paulo. De 1932 a 1934 faz parte da Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam) e entre 1934 e 1940 participa do Grupo 7 com Victor Brecheret (1894 - 1955), Elisabeth Nobiling (1902 - 1975), Yolanda Mohalyi (1909 - 1978), Rino Levi (1901 - 1965), John Graz e Antonio Gomide. Cria em 1941 a Indústria de Tapetes Regina Ltda.

Análise

Regina Graz volta ao Brasil em 1920, após estudar em Genebra, e passa a desenvolver, com Antonio Gomide e John Graz, pinturas e objetos decorativos ligados ao estilo art deco.

De sua produção da década de 1920, poucas obras foram preservadas. Regina Graz dedica-se principalmente à decoração de interiores, trabalhando com tapeçarias em veludo, panneaux e almofadas, criando motivos que se aproximam da abstração geométrica, derivada das experiências cubistas. Na tapeçaria Diana Caçadora, déc.1920, as figuras de cunho linear enfatizam a leveza da forma; a paisagem de fundo é apenas indicada e tende à abstração. Já em Coqueiros, ca.1930, predominam a geometrização e a simplificação formal.

A artista dedica-se ao estudo da arte têxtil indígena, no Museu do Índio, no Rio de Janeiro. Passa a confeccionar tapetes, tapeçarias, cúpulas de abajur, almofadas e colchas, utilizando-se de padrões desenhados por ela mesma ou por John Graz.

Obras 4

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Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Panneau

Veludos e debrum de fio metálico
Reprodução fotográfica autoria desconhecida
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Tapete

Tapeçaria de lã

Exposições 26

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Fontes de pesquisa 16

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  • A FAMÍLIA Graz-Gomide: o art-deco no Brasil. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1976. SPmls 1976/g
  • AMARAL, Aracy (org.). Arte construtiva no Brasil - Constructive art in Brazil. Tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: Companhia Gráfica Melhoramentos: DBA Artes Gráficas, 1998. (Coleção Adolpho Leirner). 709.04057 A786
  • AMARAL, Aracy. Artes plásticas na Semana de 22: subsídios para uma história da renovação das artes no Brasil. 4. ed. São Paulo, SP: Perspectiva, 1979. 335 p. (Debates, 27). 709.8104 A485a 4.ed.
  • ANDRADE, Geraldo Edson de. Aspectos da tapeçaria brasileira. Rio de Janeiro: Funarte, 1978. 154 p., il. color. 746.7981 A553a
  • Arte construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner. Rio de Janeiro: MAM, 1999. Exposição realizada no período de 15 jan. a 04 mar. 1999.
  • BARDI, Pietro Maria. O modernismo no Brasil. São Paulo: Banco Sudameris, 1978. (Arte e Cultura, 1). 709.8104 B246m 1978
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 700 BI588sp Sec.XX
  • DA antropofagia a Brasília: Brasil 1920- 1950. São Paulo: FAAP : Cosac & Naif, 2002. 637 p., il. color. 709.8104 D111 2002
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5). R703.0981 C376d v.2 pt. 1
  • DUTZMANN, Maria Olimpia Mendes (Coord.). Acervo artístico- cultural do Palácio do Governo do Estado de São Paulo. São Paulo, 1989. 152p. il. color, p.b. SPpg 1989/a
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987. 709.8104 Cg492pr
  • SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Regina Gomide Graz: modernismo, arte têxtil e relações de gênero no Brasil. Revista do IEB, São Paulo, nº 45, p.87-106, set. 2007.
  • SPAM e CAM. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1975. (Ciclo de Exposições de Pintura Brasileira Contemporânea). SPmLs 1975
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1. 709.81 H673 v.2

Como citar

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