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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Thomas Driendl

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 24.10.2019
02.04.1849 Alemanha / Bayern / Munique
02.1916 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói

Aparição da Virgem Maria, 1909
Thomas Driendl

Thomas Georg Driendl (Munique, Alemanha 1849 – Rio de Janeiro, Brasil, 1916). Pintor, decorador, restaurador, arquiteto e professor. Combate na guerra franco-prussiana de 1870, quando conhece o pintor alemão Georg Grimm (1846-1887), de quem se torna amigo. Em 1873, ingressa na Akademie der Bildenden Künste [Academia de Belas Artes], em Munique, ...

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Thomas Georg Driendl (Munique, Alemanha 1849 – Rio de Janeiro, Brasil, 1916). Pintor, decorador, restaurador, arquiteto e professor. Combate na guerra franco-prussiana de 1870, quando conhece o pintor alemão Georg Grimm (1846-1887), de quem se torna amigo. Em 1873, ingressa na Akademie der Bildenden Künste [Academia de Belas Artes], em Munique, Alemanha. Em 1881, chega ao Rio de Janeiro e passa a residir na capital carioca. Mantém em São Paulo a representação do Instituto de Pintura Religiosa de Munique, de Franz Xaver Rietzler, do qual é procurador-geral para a América do Sul. Participa da primeira Exposição da Sociedade Propagadora das Belas Artes, em 1882, no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. No mesmo ano, executa com Grimm a decoração, hoje destruída, do salão de honra do Liceu Literário Português, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, pinta painéis sobre vidro para igreja de São Francisco de Paula, na mesma cidade. Em 1884, recebe medalha de ouro na Exposição Geral da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) por Cenas de Família nas Montanhas da Baviera (1878). Em 1884, muda-se para Niterói, onde integra o Grupo Grimm. Naturaliza-se brasileiro em 1888. Um ano depois, executa cenário, pano de boca e decoração de interior para o Teatro Santa Teresa, atual Teatro Municipal de Niterói. Realiza projetos de arquitetura, restauro e decoração, como as reformas de arquitetura do Asilo Santa Leopoldina, em Niterói, no início do século XX.

 

Análise

Thomas Driendl mostra Cenas de Família nas Montanhas da Baviera na Exposição da Sociedade Propagadora das Belas Artes de 1882, no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, e na Exposição Geral de 1884, na Aiba, da qual recebe medalha de ouro. Trata-se de uma tela escura que representa, ao centro, uma mesa ligeiramente iluminada, acima da qual está pendurado um crucifixo. Em volta da mesa, uma família em oração.

Entretanto, não é por esse tipo de pintura que Driendl é conhecido hoje. Amigo de Georg Grimm , realiza projetos em conjunto com ele e, por vezes, o substitui como professor dos outros integrantes do Grupo Grimm, que segue a orientação antiacadêmica de pintura de paisagem ao ar livre. Segundo o pintor e historiador Quirino Campofiorito (1902-1993), Driendl é responsável, com o Grupo Grimm, por dar importância à marinha na arte brasileira1. Ainda de acordo com crítico, o pintor sabe disciplinar a cor em contornos secos e potentes, mostrando que conhece a técnica e tem sensibilidade2, como se nota em Vista da Baía do Rio de Janeiro (1888).

Também realiza obras religiosas e decorações. Suas telas religiosas revelam influência simbolista nas aparições etéreas e cores em tons claros. Em A Virgem Santíssima Abençoando a Família do Conselheiro Ferreira Vianna (1908), o véu translúcido, a paisagem pintada sobre um pano estendido atrás do trono e o dossel, que parece suspenso, dão à cena um aspecto fantástico.

 

 

Notas

1. CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. p. 268.

2. Ibidem, p. 125.

Obras 4

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Exposições 9

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Fontes de pesquisa 21

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