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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Salvador Parlagreco

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.09.2019
1871 Itália / Sicília / Caltanisseta
11.1953 Brasil / São Paulo / São Paulo

Paisagem
Salvador Parlagreco
Óleo sobre madeira

Salvador Parlagreco (Caltanisetta, Sicília, 1871 – São Paulo, São Paulo, 1952). Pintor, professor e militar. Irmão do pintor Benjamin Parlagreco (1856-1902), pai do pintor e escultor Francesco Parlagreco (1916-1974) e irmão do esteta Carlo Parlagreco, todos atuantes no Brasil nos séculos XIX e XX. É provável que sua formação artística tenha ocor...

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Salvador Parlagreco (Caltanisetta, Sicília, 1871 – São Paulo, São Paulo, 1952). Pintor, professor e militar. Irmão do pintor Benjamin Parlagreco (1856-1902), pai do pintor e escultor Francesco Parlagreco (1916-1974) e irmão do esteta Carlo Parlagreco, todos atuantes no Brasil nos séculos XIX e XX. É provável que sua formação artística tenha ocorrido sob a orientação de Benjamin. Ainda jovem, ingressa na vida militar, ascendendo à patente de sargento. Em 1896, participa da Batalha de Adua, na Guerra italo-etíope, onde é dado como morto.

Provavelmente a convite de Benjamin, chega ao país entre 1898-99. Em 1900, em São Paulo, faz diversos anúncios sobre um ateliê artístico e um clube artístico. Em 1904, expõe trabalhos na Casa Bevilacqua. Em 1905, realiza nova exposição com dezenas de quadros. Em 1908, participa da Exposição Nacional Comemorativa do Centenário da Abertura dos Portos no Brasil, ocorrida no Rio de Janeiro. Recebe a medalha de prata. Em 1914, é arrolado como professor de desenho e pintura do Instituto Musical Santa Cecília, em São Paulo. Frequenta as aberturas de inúmeras exposições na cidade, tendo seu nome sempre citado nos jornais. Na década de 1920, passa também a atuar em Santa Maria (Rio Grande do Sul), onde leciona no Liceu de Artes e Ofícios ao lado de Frederico Loebe. Ministra aulas para Iberê Camargo (1914-1994), entre outros. Em 1927, realiza exposição individual em São Paulo. Em 1928, participa mostra Muse Italiche, no Palácio das Indústrias, em São Paulo. Em 1935, participa da Exposição do Centenário Farroupilha, no Rio Grande do Sul. Morre em fins de 1952, e não em 1953, como aponta sua bibliografia atual.

Análise

À diferença de seu irmão, Benjamin, Salvador Parlagreco possui presença modesta no cenário artístico nacional do final do século XIX e primeira metade do XX. Tendo ingressado na carreira tardiamente e (ao que tudo indica) sem formação sólida, manteve-se todavia ativo por décadas em circuitos locais e, em geral, afeitos a um direcionamento artístico mais conservador.

É sintomático, portanto, que tenha preservado em suas produções um gosto chamado de naturalista por artistas modernos que, em São Paulo, produziam ao mesmo tempo que ele e em circuitos que lhe eram próximos. Ainda que a maioria de suas obras permaneça desconhecida, posto que mantida em coleções privadas, sabe-se da predileção de Parlagreco pela pintura de retratos e, sobretudo, pela paisagem: trabalhos que produz ora por encomenda direta, ora para serem vendidos nas diversas exposições individuais de sua carreira. Segundo a crítica Ruth Sprung, “ao pintar paisagens conseguiu bons resultados, mas quando se tratava da figura ou humana ou de certos animais não foi tão feliz como seu irmão Benjamin”.1

Nota

1. TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores paisagistas. São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: Edusp: Imprensa Oficial, 2002. p.162

Obras 1

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Exposições 3

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