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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Tamaki

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 24.10.2019
14.03.1916 Japão / Honshu / Fukui
04.01.1979 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Paisagem de Itaquera, 1971
Tamaki
Óleo sobre tela
90,00 cm x 70,00 cm

Yuji Tamaki (Fukui, Japão, 1916 – São Paulo, Brasil, 1979). Pintor e professor. Em 1932, imigra para o Brasil, transferindo-se para o interior de São Paulo. Cerca de dois anos depois, muda-se para a capital, onde conhece os pintores Shigeto Tanaka (1910-1970), Yoshiya Takaoka (1909-1978) e Tomoo Handa (1906-1996). Na mesma época, viaja ao Rio de...

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Yuji Tamaki (Fukui, Japão, 1916 – São Paulo, Brasil, 1979). Pintor e professor. Em 1932, imigra para o Brasil, transferindo-se para o interior de São Paulo. Cerca de dois anos depois, muda-se para a capital, onde conhece os pintores Shigeto Tanaka (1910-1970), Yoshiya Takaoka (1909-1978) e Tomoo Handa (1906-1996). Na mesma época, viaja ao Rio de Janeiro para estudar pintura e é orientado por Bruno Lechowski (1887-1941), integrando o Núcleo Bernardelli, composto pelos artistas Yoshiya Takaoka, José Pancetti (1902-1958), Ado Malagoli (1906-1994) e outros. 

Em 1935, de volta a São Paulo, é um dos fundadores do Grupo Seibi e participa do 3o Salão Paulista de Belas Artes. Em 1937 e 1938, é premiado no Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Em 1948, integra o Grupo 15, com quem expõe na sede paulista do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) no ano seguinte. Com o Grupo Guanabara expõe em 1950, 1958 e 1959. Obtém prêmios no Salão Seibi, em 1963 e 1964, e expõe nas edições de 1964 e 1966. Ainda em 1966, participa da mostra Artistas Nipo-Brasileiros, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP). Realiza exposições individuais na galeria Cosme Velho, em 1969 e 1970. Sete anos mais tarde, toma parte na exposição Grupo Santa Helena: Década 35 a 45, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB/Faap). Em 1980, é realizada uma retrospectiva de sua obra na galeria Place des Arts, no Rio de Janeiro.

 

Análise

Tamaki transfere-se para o Rio de Janeiro, na década de 1930, com a intenção de obter mais conhecimento em pintura. Bruno Lechowski (1887-1941) torna-se seu orientador dentro do Núcleo Bernardelli, formado de pintores não acadêmicos. Esse grupo, cujos membros prezam o aprimoramento técnico dos artistas, reivindica democratização do aprendizado artístico. Uma das principais atividades do grupo são a sessões de modelo vivo, em interiores e ao ar livre, para praticar o desenho. 

A produção de Tamaki não ambiciona o radicalismo experimental e sua referência mais significativa é o pintor francês Paul Cézanne (1839-1906). Como os demais colegas, Tamaki trabalha com os gêneros tradicionais, principalmente paisagens e retratos. Nas peças de temas urbanos e campestres, o artista dialoga com o pós-impressionismo e vale-se da estruturação geométrica do espaço pictórico – como em Paisagem da Aclimação (ca.1938). Nessa tela, é marcante a gestualidade do pintor, enquanto outros trabalhos apresentam maior geometrização dos sólidos.

Quando retorna a São Paulo, em 1935, Tamaki funda o grupo Seibi com outros artistas japoneses radicados na cidade. Alguns anos depois, integra o grupo Guanabara. O pós-impressionismo mantém-se no horizonte dessa fase, da qual faz parte Circo (1950), com tons mais rebaixados e pinceladas delicadas.

Obras 5

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Auto-retrato

Óleo sobre papelão
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Circo

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Exposições 41

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Fontes de pesquisa 11

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  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • HERANÇA do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras. Apresentação de Ioshifumi Utiyama e Walter Dominguez. Texto de Jayme Maurício. São Paulo, Museu de Arte Brasileira, 1988.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • MORAIS, Frederico. Núcleo Bernardelli: arte brasileira nos anos 30 e 40. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982.
  • OS GRUPOS: a década de 40. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1977. (Ciclo de Exposições de Pintura Brasileira Contemporânea).
  • PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • VIDA e arte dos japoneses no Brasil: 80 anos de imigração japonesa no Brasil. Tradução de Antonio Nojiki. Apresentação de Fujio Tachibana e Pietro Maria Bardi. São Paulo: Masp: Banco América do Sul, 1988.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

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