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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Maximiano Mafra

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
1823 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
24.05.1908 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
João Maximiano Mafra (Rio de Janeiro RJ 1823 - idem 1908). Pintor, escultor, professor. A partir de 1835, estuda na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), onde é aluno de Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806-1879), com quem colabora posteriormente na realização dos primeiros esboços para a tela Coroação de D. Pedro II, 1845. Participa de várias...

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Biografia
João Maximiano Mafra (Rio de Janeiro RJ 1823 - idem 1908). Pintor, escultor, professor. A partir de 1835, estuda na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), onde é aluno de Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806-1879), com quem colabora posteriormente na realização dos primeiros esboços para a tela Coroação de D. Pedro II, 1845. Participa de várias edições da Exposição Geral de Belas Artes, entre 1841 e 1884, recebendo a medalha de ouro em 1846. Dedica-se principalmente à pintura de história e a de retratos. Em 1851, é aprovado no concurso para professor substituto da disciplina de pintura histórica na Aiba, cargo que ocupa por um breve período, em 1874. É nomeado professor efetivo da cadeira de desenho de ornatos na Aiba, atividade que exerce entre 1856 e 1890. O artista tem ainda relevante atuação como secretário da instituição, entre 1854 e 1890. As informações acerca de sua trajetória artística são controversas e sua produção permanece pouco conhecida.

Comentário Crítico
Maximiano Mafra dedica-se inicialmente à pintura histórica, com telas como Tomás Gonzaga no Cárcere, s.d. e a Morte de Sócrates, s.d. e realiza ainda diversos retratos. Entre seus trabalhos destaca-se o projeto para a estátua eqüestre de dom Pedro I (1798-1834), realizada em Paris por Louis Rochet (1813-1878) e instalada no Rio de Janeiro em 1862. Para o historiador da arte Luciano Migliaccio, entretanto, a concepção geral do monumento deve ser atribuída a Manuel de Araújo Porto-Alegre.

Mafra distingue-se principalmente como professor da cadeira de desenho de ornatos na Aiba. Destaca-se por incentivar a nova geração de artistas que cursam a Aiba nos anos 1870, entre eles, o escultor Rodolfo Bernardelli (1852-1931), com quem mantém intensa correspondência durante o período que o escultor estuda na Itália, e os pintores Henrique Bernardelli (1858-1936) e Rodolfo Amoedo (1857-1941).

Exposições 11

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Fontes de pesquisa 10

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  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v. R759.981 A973d v.2
  • BARDI, Pietro Maria. História da arte brasileira artes: pintura, escultura, arquitetura, outras. 2.ed São Paulo: Melhoramentos, 1975. 228 p., il. p.b. color.
  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PINACOTECA: Museu do Estado de Pernambuco. Recife: Museu do Estado de Pernambuco, 1991. 75 p., il. p&b.
  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).

Como citar

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