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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Lívia Flores

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 09.03.2017
1959 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Registro fotográfico Eduardo Castanho/Itaú Cultural

Sem Título, 1992
Lívia Flores
Videoinstalação com folhas de papel-carbono, placas de vidro, lâmpadas e fios

Lívia Flores (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1959). Pintora, escultora, videoartista. Participa do ateliê de xilogravura da Escolinha de Arte do Brasil, com José Altino (1946), entre 1974 e 1976, e estuda também com Maria Luíza Saddi (1952), em 1976. Em 1978, faz o Curso Intensivo de Arte Educação (Ciae), além de iniciar sua graduação na Escola...

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Biografia

Lívia Flores (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1959). Pintora, escultora, videoartista. Participa do ateliê de xilogravura da Escolinha de Arte do Brasil, com José Altino (1946), entre 1974 e 1976, e estuda também com Maria Luíza Saddi (1952), em 1976. Em 1978, faz o Curso Intensivo de Arte Educação (Ciae), além de iniciar sua graduação na Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Esdi/Uerj), concluída em 1981. Entre 1979 e 1980, frequenta ateliê livre da Armação Oficinas de Arte (artes plásticas), com Marília Rodrigues (1937-2009) e Ana Cristina Pereira de Almeida. Participa de curso teórico sobre arte contemporânea com Anna Bella Geiger (1933) em 1981 e, no ano seguinte, assiste a outro curso teórico, sobre arte brasileira, com Fernando Cocchiarale. Contemplada, em 1984, com uma bolsa de estudo para a Alemanha, estuda na Academia de Artes de Düsseldorf de 1985 e 1990 e vive em Colônia até 1993. Recebe o título de mestre em comunicação e tecnologia da imagem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1998.

Análise

As primeiras exposições de Lívia Flores datam do início da década de 1980. Em 1988, destaca-se uma exposição individual no Rio de Janeiro, com desenhos executados em grandes dimensões: "O papel é um campo dado e a ele empresto relações de força" - declara a artista. "A geometria e principalmente a simetria me interessam como formas. No desenho, à medida que cubro o papel com a tinta, retiro deste a sua qualidade de papel e dou-lhe uma outra materialidade, formando-o, transformando-o. Uso a cor preta como uma cor-esponja que absorve o máximo de luz."

Já no fim dos anos 1990, Lívia amplia suas possibilidades técnicas fazendo uso de projeções. Na obra Rio Morto/Terra Encantada (1999), a artista projeta na parede filmes realizados em Super-8, que tentam captar de forma ágil certos movimentos que atraem sua atenção. No ambiente da exposição, imagens projetadas simultaneamente ocupam um espaço de penumbra, formando um conjunto que, por vezes, se associa a palavras ou frases. Para Lívia: "A fotografia transforma radicalmente a experiência de apreensão do objeto. No meu trabalho com projeções, essa apreensão é mais radical, creio. Na exposição tudo está em movimento ao mesmo tempo. E você também, de alguma maneira, está em movimento, aplicado na cena".

Fundos e Cadeia Alimentar, ambos de 2002, são outros exemplos de trabalhos com projeção. Lívia também realiza instalações, como é o caso de Saco Zero, 2003/2004, sacos plásticos com impressões serigráficas pregados na parede. Destacam-se, ademais, Puzzle-Pólis, montada com tacos de madeira espalhados pelo chão, e Puzzle-Pólis II, espécie de maquete de cidade formada por caixas de papelão - as obras de 2004. 

Obras 1

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Registro fotográfico Eduardo Castanho/Itaú Cultural

Sem Título

Videoinstalação com folhas de papel-carbono, placas de vidro, lâmpadas e fios

Exposições 43

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Mostras 1

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Fontes de pesquisa 8

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  • CADERNO didático-informativo. Brasília: Fundação Athos Bulcão, 1993. 30 p., s. il. DFfab 1993
  • ESCULTURA carioca. Texto Ligia Canongia, Fernando Cocchiarale; apresentação Lauro Cavalcanti; tradução Paulo Andrade Lemos; fotografia Beto Felicio, Murillo Meireles, Vicente de Mello. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1994. s.p. RJpi 1994/e
  • ESCULTURA carioca. Texto Ligia Canongia, Fernando Cocchiarale; tradução Paulo Andrade Lemos. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1994. s.p.
  • GALERIA de Arte Centro Empresarial Rio 1988. Curadoria e texto Wilson Coutinho; texto Montez Magno, Frederico Morais, Wilson Coutinho, Lélia Coelho Frota, Donato Mello Júnior, Eduardo Passos, Luiz Sérgio de Oliveira, Italo Bianchi. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Centro Empresarial Rio, 1988. [168] p., il. p.&b.
  • GALERIA de Arte Centro Empresarial Rio 1988. Produção Claudio Fortes, Ascânio MMM, João Augusto Fortes, Ronaldo do Rego Macedo; apresentação Marcus de Lontra Costa; fotografia Dayse Marques, Maurício Ruiz; texto Montez Magno, Frederico Morais; fotografia Luciano Mattos; texto Wilson Coutinho; apresentação Paulo Herkenhoff; texto Lélia Coelho Frota; fotografia João Bosco; projeto gráfico Fernanda Gomes; texto Donato Mello Júnior; fotografia Helio Carvalho, Analu Cunha, Paulo Roberto Souza, Mário Diamante, Inês Rezende; curadoria e texto Wilson Coutinho; texto Eduardo Passos, Luiz Sérgio de Oliveira, Italo Bianchi; projeto gráfico Livia Flores. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Centro Empresarial Rio, 1988. [168] p., il. p.&b. CAT-G RJgacer 1988
  • GERAÇÃO 80: núcleo jovem MP2 Arte. Rio de Janeiro: MP2 Arte, 1984. , fotos, p&b.
  • GERAÇÃO 80: núcleo jovem MP2 Arte. Rio de Janeiro: MP2 Arte, 1984. , fotos, p&b. RJmp2 1984
  • PRÊMIO CULTURAL SERGIO MOTTA, 3., 2002, São Paulo, SP. 3º Prêmio Cultural Sergio Motta. Versão em inglês Izabel Murat Burbridge, John Norman. São Paulo: Instituto Sergio Motta, 2002. Não catalogado

Como citar

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