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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Lopes de Leão

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 25.10.2019
31.08.1889 Brasil / São Paulo / São Paulo
1964 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Paisagem
Lopes de Leão
Óleo sobre madeira, c.i.d.
23,50 cm x 30,00 cm
Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil

Paulo Vergueiro Lopes de Leão (São Paulo, São Paulo, 1889 – Idem, 1964). Pintor, professor e gravador. Entre 1908 e 1911, cursa ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito de São Paulo. Ainda em 1911, participa da 1ª Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios, também em São Paulo. Em 1913, viaja para Florença, Itál...

Texto

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Paulo Vergueiro Lopes de Leão (São Paulo, São Paulo, 1889 – Idem, 1964). Pintor, professor e gravador. Entre 1908 e 1911, cursa ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito de São Paulo. Ainda em 1911, participa da 1ª Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios, também em São Paulo. Em 1913, viaja para Florença, Itália, com pensão do governo do estado de São Paulo e estuda, com o pintor Filadelfo Simi (1849-1923), na Academia de Belas Artes. Entre 1915 e 1918, na mesma cidade, aprofunda os conhecimentos de gravura com Mazzoni Zarini (1869-1949), na Scuola d´Incisione all´Acquaforte. Tendo conseguido a prorrogação da bolsa de estudos, transfere-se para Paris, onde permanece de 1920 a 1921, dedicando-se à pintura sob orientação de Louis-François Biloul (1874-1947). Neste último ano, integra o Salão dos Artistas Franceses. 

Em 1924, é um dos fundadores da Sociedade Paulista de Belas Artes. Dez anos depois, organiza e integra o 1º Salão Paulista de Belas Artes e atua nas comissões de seleção e premiação. Participa de várias edições do evento até 1954, sendo laureado em 1935 e 1952 e recebendo prêmio póstumo em 1964. Em 1936, torna-se diretor da Escola de Belas Artes de São Paulo, onde é professor e presidente do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Entre 1932 e 1944, dirige a Pinacoteca do Estado de São Paulo, que se vincula, por alguns anos, à Escola de Belas Artes.

 

Análise

Lopes de Leão inicia a carreira de pintor no começo do século XX, obtendo, em pouco tempo, o pensionato artístico oferecido pelo estado de São Paulo, com o qual viaja para Florença e Paris. Essa trajetória é comum entre os pintores brasileiros que, durante a viagem, entram em contato com estéticas que transformam o panorama artístico europeu na segunda metade do século XIX, como a Escola de Barbizon e o Impressionismo.

No caso da pintura de Leão, nota-se a apropriação de recursos pictóricos impressionistas, como em Paisagem (s.d.), realizada na Europa. Nesta obra, trabalha com pinceladas justapostas, visando efeitos de luz sobre o solo e a água, sem contornos ou utilização do claro-escuro. Em Dia de Sol (1921) evoca uma cidade interiorana brasileira. A peça é elaborada com os mesmos recursos de Paisagem, entretanto, a presença da gestualidade evidente na primeira contrapõe-se a certa contenção da pincelada na segunda. Esta última demonstra maior comprometimento do pintor com o registro do entorno.

A absorção das inovações técnicas e de fatura pelos pintores brasileiros limita-se, em geral, aos procedimentos impressionistas, não se estendendo a práticas propostas por outras vertentes da arte moderna. Essa orientação guia a longa carreira de Leão como diretor da Pinacoteca do Estado, onde permanece por cerca de dez anos, incentivando ações voltadas à produção acadêmica.

Obras 1

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Paisagem

Óleo sobre madeira

Exposições 37

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Fontes de pesquisa 12

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  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983.
  • CASILLO, Regina de Barros Correia (coord.). Pintores da paisagem paranaense. Curitiba: Solar do Rosário, 2001.
  • DEZENOVEVINTE: uma virada no século. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1986.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LOUZADA, Maria Alice do Amaral. Artes Plásticas Brasil 2002. São Paulo: Júlio Louzada, 2002. v. 13. R702.9 L895a v.13
  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944.
  • TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores Paisagistas: São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: Universidade de São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002.

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