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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Jules Le Chevrel

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
1810
16.04.1872 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Retrato de Domingos Custódio Guimarães, 1855
Jules Le Chevrel
Óleo sobre tela, c.i.e.
89,00 cm x 115,00 cm
Acervo do Museu Imperial/IPHAN/MinC (Petrópolis, RJ)

Jean Jules Le Chevrel (França ca.1810 - Rio de Janeiro RJ 1872). Pintor, desenhista e professor. Freqüenta a École des Beaux-Arts [Escola de Belas Artes] de Paris entre 1840 e 1845. Ao final desse período, muda-se para o Brasil, residindo no Rio de Janeiro. Participa de várias edições das Exposições Gerais de Belas Artes, realizadas pela Academi...

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Biografia
Jean Jules Le Chevrel (França ca.1810 - Rio de Janeiro RJ 1872). Pintor, desenhista e professor. Freqüenta a École des Beaux-Arts [Escola de Belas Artes] de Paris entre 1840 e 1845. Ao final desse período, muda-se para o Brasil, residindo no Rio de Janeiro. Participa de várias edições das Exposições Gerais de Belas Artes, realizadas pela Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), sendo premiado em 1847 com a medalha de ouro. Em 1850, é homenageado com o título de Cavaleiro da Imperial Ordem do Rosa. É contratado, em 1864, para substituir Pedro Américo (1843-1905), na cadeira de desenho na Aiba. Em 1868, substitui Victor Meirelles (1832-1903) na cadeira de pintura histórica na mesma instituição.

Comentário Crítico
O pintor Jules Le Chevrel dedica-se à retratística, destacando-se em sua produção os retratos de D. Pedro II, ca.1862 e de Domingos Custódio Magalhães, 1860. No retrato de D. Pedro II, na caracterização e no ambiente que cerca o imperador, com a mesa e a cortina no plano de fundo, o artista evoca a tradição da pintura de retratos, dentro da qual, desde o fim do século XVI, são apresentadas as figuras políticas proeminentes, como príncipes e imperadores. D. Pedro II é apresentado bastante jovem, em um retrato de corpo inteiro, e apóia levemente a mão em uma mesa na qual está depositada a coroa, atributo do poder. O artista enfatiza os detalhes da vestimenta, explorando toda a variedade de texturas e a riqueza dos ornamentos dos tecidos. A figura do imperador é levemente alongada e estilizada, e ele parece voltar os olhos ao observador, mantendo, entretanto, um ar pensativo. 

Já no retrato de Domingos Custódio Magalhães, o artista, como nota o historiador Laudelino Freire, representa o futuro Barão do Rio Negro, elegantemente vestido. A pose e a ambientação são convencionais, mas o artista confere à cena certa descontração, dada pela pose do modelo, que não parece tão rígida, pelo rosto jovial da figura, e pelo brinquedo infantil colocado na meia-coluna onde está apoiado o vaso com flores. A luz diagonal, utilizada pelo artista, destaca o personagem em primeiro plano, em relação à vegetação disposta em segundo plano. O artista emprega uma paleta restrita, com uma gama cromática bem controlada, na qual predominam variações de ocre e bege. A maioria dos estudiosos do período, como Laudelino Freire, enfatizam que, em quadros como esse, podemos perceber a qualidade técnica do trabalho do artista, que obtém em suas obras bons efeitos pictóricos e de atmosfera.

Chevrel realiza ainda pintura de história, da qual são representativas as composições Paraguaçu e Diogo Alvarez Correia, s.d. e Sócrates Afastando Alcebíades do Vício, s.d.

Obras 1

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Exposições 13

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Fontes de pesquisa 15

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  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. R750.81 A973d 2.ed.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v.
  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • FAZENDAS: solares da região cafeeira do Brasil imperial. trad. Christopher James Tribe. Paulo Mercadante. Alcides da Rocha Miranda; Jorge Czajkowski; Fernando Tasso Fragoso Pires. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986. (Memória brasileira).
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • MORALES DE LOS RIOS FILHO, Adolfo. Grandjean de Montigny e a evolução da arte brasileira. Rio de Janeiro: Noite, 1941.
  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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