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Artes visuais

Karl Plattner

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 24.02.2021
13.02.1919 Europa / Itália / Abruzzo / Teramo
08.12.1986 Itália / Lombardia / Milão
Karl Plattner (Malles Venosta, Itália 1919 - Milão, Itália, 1986). Pintor, desenhista e professor. Em 1946, inicia os estudos artísticos em Florença e, no ano seguinte, transfere-se para Milão. Em 1948, freqüenta a Académie de la Grande Chaumière, em Paris, e tem aulas com André Lhote (1885-1962). Expõe, em 1952, no 1º Salão Nacional de Arte Mod...

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Biografia

Karl Plattner (Malles Venosta, Itália 1919 - Milão, Itália, 1986). Pintor, desenhista e professor. Em 1946, inicia os estudos artísticos em Florença e, no ano seguinte, transfere-se para Milão. Em 1948, freqüenta a Académie de la Grande Chaumière, em Paris, e tem aulas com André Lhote (1885-1962). Expõe, em 1952, no 1º Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM), no Rio de Janeiro. Realiza individuais no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) em 1952, 1953 e 1954. Participa da Bienal Internacional de São Paulo em 1953, 1955, 1957 e 1959 e, em 1956, integra a comitiva brasileira da 28ª Bienal de Veneza, na Itália. Durante o período em que vive no Brasil, é professor de Maria Bonomi (1935), Gisela Eichbaum (1920-1996) e Wesley Duke Lee (1931 - 2010). Retorna à Itália em 1954, devido a prêmio para realização de um painel na cidade de Bolzano. Em 1956, de volta ao Brasil, é premiado com medalha de prata no Salão Paulista de Arte Moderna e trabalha em painel para o jornal Folha de S. Paulo, cuja inauguração será acompanhada de uma mostra individual. No mesmo ano, publica um desenho de capa no primeiro número do Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo, obra que viria a figurar em exposição das ilustrações desse caderno no MAM/SP em 1993. Em 1957, expõe individualmente no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). A partir de 1958, retornando definitivamente à Europa, executa murais na Itália, França e Áustria.

Análise

Durante a década de 1950, a produção de Karl Plattner, na época vivendo em São Paulo, mantinha tanto um traço expressionista, em particular no trabalho com a figura humana, como também certa geometrização quando trabalhando com a paisagem. Os anos de 1950 e início dos 1960 são um período em que a abstração tanto geométrica como informal estabelece-se definitivamente no país por meio das Bienais de São Paulo. Em especial, as Bienais de 1957 e 1959, das quais Plattner participa, geram polêmica devido à presença massiva de artistas concretos e informais ou expressionistas abstratos. Entretanto, o artista italiano mantém-se figurativo, ainda que flerte em certos momentos com a abstração, principalmente na composição de paisagens.

Rio de Janeiro (1952) é um exemplo dessa geometrização urbana, na qual a representação da cidade se dá por meio de sólidos geométricos que formam um todo no primeiro plano; no segundo plano, contrastando com o primeiro, há uma sugestão do Corcovado em preto e atrás dele áreas de cores rebaixadas. Em Paessagio Urbano (1953), Plattner demonstra uma solução abstratizante que, entretanto, remete à realidade pela estilização de postes e fios de luz; a paisagem parece vista por entre a esquadria de uma janela que a secciona criando relações entre as linhas verticais e horizontais. Aqui os tons são também rebaixados, porém não há sólidos geométricos, mas planos preenchidos por cor.

O traço expressionista de Plattner aparece nas figuras femininas que, por vezes, remetem à tradição da pintura bizantina - há uma imobilidade, certa inclinação da cabeça, dedos alongados, bidimensionalidade evidente. O tema tradicional da maestá aparece em Donna con Bambino e vaso (1957-1958) e Donna con Bambino (1955). É comum a representação de mulheres inseridas em ambientes urbanos geometrizados, causando estranhamento a freqüente justaposição de soluções plásticas diversas: as linhas orgânicas e finos contornos que definem as figuras femininas; as áreas de cor que parecem definir os edifícios, como em Balcone (1958-1959). A passagem pelo Brasil aparece na temática de obras desse período, como demonstra o mural que executou para o jornal A Folha de S. Paulo, entre outros trabalhos.

Exposições 13

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Fontes de pesquisa 7

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  • AYALA, Walmir. Dicionário de Pintores Brasileiros. Rio de Janeiro: Spala Editora, 1986.
  • Aberto I Salão de Agosto. Nossa Voz, São Paulo, p. 8, 14 ago. 1953. BNDigital: Biblioteca Nacional Digital. Rio de Janeiro. Disponível em: < http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=120987&PagFis=2650 >. Acesso em: 29 jan. 2016.
  • FERNANDES, Ana Cândida Franceschini de Avelar. Artistas Plásticos no Suplemento Literário de O Estado de São Paulo (1956-1967). 2007. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) -Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP, 2007.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PLATTNER, Karl. Um Painel de Karl Plattner e Novas Pinturas. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, maio 1953.
  • PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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