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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Carlos Linde

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 17.01.2019
1830 Alemanha
1873 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica Raul Lima

Retrato do Imperador D. Pedro II, 1865
Carlos Linde, Dom Pedro II
Óleo sobre tela, c.i.e.
78,20 cm x 97,50 cm

Carlos Linde (Alemanha, ca.1830 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1873). Pintor, litógrafo, gravurista, tipógrafo e escultor. Chega ao Rio de Janeiro em 1859. Supõe-se ter vindo ao país com Karl e Henrique Fleiuss (1823-1882) . No mesmo ano, funda com eles a firma Fleiuss Irmãos & Linde e o Instituto Artístico de Fleiuss Irmãos e Linde: empresa ...

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Biografia

Carlos Linde (Alemanha, ca.1830 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1873). Pintor, litógrafo, gravurista, tipógrafo e escultor. Chega ao Rio de Janeiro em 1859. Supõe-se ter vindo ao país com Karl e Henrique Fleiuss (1823-1882) . No mesmo ano, funda com eles a firma Fleiuss Irmãos & Linde e o Instituto Artístico de Fleiuss Irmãos e Linde: empresa particular de produção gráfica e plástica e, depois, de ensino das artes gráficas. Apresenta três trabalhos na Exposição Geral de Belas Artes do Rio de Janeiro (EGBA) de 1859, obtendo medalha de ouro. 

Em 1860, funda com seus sócios a Semana Illustrada, produzindo, por mais de uma década, ilustrações para esse impresso. Publica, pelo Instituto, o Álbum do Rio de Janeiro, formado de um panorama e doze vistas. Em 1862, litografa Recordações da I Exposição Nacional

A partir de 1863, ensina xilografia no recém-criado Imperial Instituto Artístico. Na EGBA de 1864, tem diversos trabalhos expostos. Nesse ano, litografa o álbum em cores Estrada de Ferro de Dom Pedro II. Entre 1864 e 1865, litografa séries de episódios da Guerra do Paraguai, bem como retratos de seus combatentes. Apresenta a escultura em cera Combate de Dois Índios, na EGBA de 1868. Morre em 1873. Em 1881, na Exposição de História do Brasil, realizada pela Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, dezenas de suas imagens são novamente apresentadas.

Análise

A contribuição de Carlos Linde para a produção artística brasileira do século XIX é, talvez, mais relevante para o âmbito da cultura do que especialmente para o das artes plásticas. Ela deve ser vista pelo estreito contato que estabelece com os irmãos Fleiuss, e pela importância que o Instituto Artístico (sociedade que firmam em 1859) passa a ter para a política educacional do Segundo Império.

O decreto de 1863 de d. Pedro II, que transforma o estabelecimento em Imperial Instituto Artístico, confirma o papel que desempenha em um determinado seguimento da cultura brasileira. De um lado, a firma notabiliza-se pela edição e publicação de textos que são consumidos por uma elite letrada no Rio de Janeiro e em outras províncias. De outro, com a revista Semana Ilustrada, ajuda a inaugurar no Brasil um tipo de impresso que, pautado na difusão de imagens, busca tornar-se acessível para uma maior camada da população, ainda formada, sobretudo, por analfabetos ou semianalfabetos.

Se Henrique Fleiuss destaca-se na firma como uma figura empreendora, Linde, por sua vez, mostra-se mais próximo da produção artística. Além de litografar grande parte das imagens produzidas pelo Instituto entre 1859 e 1873, ano de sua morte, é ele também responsável pelo ensino da gravura que, a partir de 1863, ajuda a formar os primeiros profissionais gráficos, dando a sua contribuição para o desenvolvimento e a difusão de uma iconografia nacional.

Obras 2

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Exposições 10

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Fontes de pesquisa 31

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  • BELLUZZO, Ana Maria de Moraes. O Brasil dos viajantes: A construção da paisagem. São Paulo: Metalivros; Salvador: Fundação Emílio Odebrecht, 1994. v.3.
  • BORJA CASTRO. Descripção do Porto do Rio de Janeiro e das obras da doca d'Alfandega/por Borja Castro. Rio de Janeiro: Imperial Instituto Artistico, 1877.
  • CATÁLOGO da exposição de História do Brazil realizada pela Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger & Filhos, 1881.
  • COSTA FERREIRA, Orlando da. Imagem e letra. São Paulo: Edusp, 1994.
  • COUTO, Antonio Correia do. Dissertacao sobre o actual governo da republica do paraguay seguida da discripcao de Coimbra, do Pão de Assucar, e outros logares; dos actos de vandalismo praticados na provincia de Matto Grosso por sua ordem, da contistação seu pretendido direito a parte do territorio da dita provincia e da indicação dos meios de se lhe poder fazer a guerra em desaffronta das atrocidades e insultos commetidos pelos seus officiaes e soldados pelo dr./Antonio Correia do Couto. Rio de Janeiro: Typ Imperial Instituto Artistico, 1865.
  • D'ALMEIDA, Fábio. Contatos e influências entre pintura e fotografia na crítica de arte brasileira durante as décadas de 1860, 1870 e 1880. In: Marisa Mokarzel. (Org.). Coleção LINGUAGENS: Estudos Interdisciplinares e Multiculturais. Volume 5 - Artes visuais e suas interfaces. Belém: Editora da Universidade da Amazônia, 2011, v. 5, p. -. (no prelo).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • ESTRADA de Ferro de Dom Pedro II: vistas dos pontos mais importantes desde a estação da Corte até a do commércio e plantas das pontes sobre os rios Sant'Anna, Sacra Familia, Rio das Mortes, Pirahy e Parahyba. Rio de Janeiro: Imperial Instituto Artístico, 1864.
  • FRANCO DE ALMEIDA, Tito. A grande politica: balanco do imperio no reinado actual; liberaes e conservadores. Estudo politico-financeiro/por Tito Franco d' Almeida. Rio de Janeiro: Imperial Instituto Artístico, 1877.
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • HOMEM DE MELO, Francisco Inacio Marcondes, Barão. Subsidios para a organisacao da carta physica do Brazil: estudo geographico. Rio de Janeiro: Imperial Instituto Artistico Rua D'ajuda, 1876.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes: período monárquico, catálogo de artistas e obras entre 1840 e 1884. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1990. v.1.
  • LOUZADA, Maria Alice do Amaral. Artes Plásticas Brasil 2002. São Paulo: Júlio Louzada, 2002. v. 13. R702.9 L895a v.13
  • MOREIRA, Nicolao Joaquim. Breves consideracoes sobre a historia e cultura do cafeeiro/Nicoláo Joaquim Moreira. Rio de Janeiro: Typ Imperial Instituto Artistico, 1873.
  • MOREIRA, Nicoláu Joaquim. Breves considerações sobre a história e cultura do cafeeiro e consumo de seu producto/pelo Dr. Nicolau Joaquim Moreira. Rio de Janeiro : Typ. do Imperial Instituto Artístico, 1873.
  • NABUCO, Joaquim. Camões e Os Lusiadas/por Joaquim Nabuco. Rio de Janeiro : Typ. do Imperial instituto artistico, 1872.
  • NOVAIS, Faustino Xavier de. Poesias posthumas/de Faustino Xavier de Novaes. Rio de Janeiro: Typographia do Imperial Instituto Artistico, 1870.
  • O RIO Antigo de Carlos Linde. Belo Horizonte/Rio de Janeiro: Villa Rica Editora Reunidas Limitada, 1993.
  • PASCUAL, Antonio Deodoro de. Um epysodio da historia patria: As quatro derradeiras noites dos inconfidentes de Minas Geraes.(1792)./Antonio Deodoro de Pascual. Rio de Janeiro: Typographia do Imperial Instituto Artístico, 1868.
  • PEIXOTO, Luis Antonio Alvarenga da Silva. O visconde do Rio-Branco/por Luiz d'Alvarenga Peixoto. Rio de Janeiro: Typ. do Imperial instituto artistico, 1871.
  • PEIXOTO, Maria Elizabete Santos. Pintores alemães no Brasil durante o século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1989.
  • REYNOSO, O. Alvaro. Tractado da cultura da canna de assucar/O Alvaro Reynoso. Rio de Janeiro: Imperial Instituto Artistico, 1868.
  • SILVA, João Raymundo Pereira da. Tratado prático de medicina do simétrica/João Raymundo Pereira da Silva. Rio de Janeiro: Imperial Instituto Artístico, 1877.
  • SILVA-NIGRA, Clemente Maria da. Construtores e artistas do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Salvador-Bahia: Tip. Beneditina, 1950.
  • STICKEL, Erico João Siriuba. Uma pequena biblioteca particular: subsídios para o estudo da iconografia no Brasil. - São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004.
  • TEIXEIRA, Bento. Prosopopea: reproducção fiel da edição de 1601 segundo o exemplar existente na Bibliotheca Nacional e Publica do Rio de Janeiro/por Bento Teixeira; prefácio Dr. Benjamin Franklin Ramiz Galvão. Rio de Janeiro: Typ. do Imperial Instituto Artistico, 1873.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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