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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Henri Langerock

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 24.10.2019
1830 Bélgica / a definir / Gent
1915 França / Ile de France / Paris

Arredores da Tijuca, 1881
Henri Langerock
Óleo sobre tela

Henri Charles Langerock (Gand, Bélgica 1830 – Paris, França 1915) 1. Pintor, litógrafo e fotógrafo. Em 1850, começa a cursar a Academia de Artes de Gand. Em 1865, deposita patente de um sistema fotográfico junto ao império francês. Três anos depois, tem o pedido aceito. Entre 1879 e 1884, expõe no Salão de Paris. Em 1881, no Brasil, produz a tel...

Texto

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Henri Charles Langerock (Gand, Bélgica 1830 – Paris, França 1915) 1. Pintor, litógrafo e fotógrafo. Em 1850, começa a cursar a Academia de Artes de Gand. Em 1865, deposita patente de um sistema fotográfico junto ao império francês. Três anos depois, tem o pedido aceito. Entre 1879 e 1884, expõe no Salão de Paris. Em 1881, no Brasil, produz a tela Arredores da Tijuca. Em 1885, executa o quadro A Família Imperial e o Corcovado, com base em fotografia de Marc Ferrez (1843-1923). No mesmo ano, torna-se sócio do pintor e desenhista Victor Meirelles (1832-1903) em uma empresa de panoramas. 

Despede-se do Brasil em 1886 e doa a tela Valle de Saint-Vaumerout em Auvergne à Academia Imperial de Belas Artes (Aiba). Na ocasião, torna-se membro correspondente da instituição 2. Entre 1886 e 1888, na Bélgica, executa com Meirelles o Panorama do Rio de Janeiro. Ainda em 1888, produz o quadro La Montagne de L'Or Noire – Ouro Preto, Brésil. Cinco anos após sua morte, seu atêlie vai à venda pública com vários de seus quadros.

 

Análise

A paisagem é elemento central na produção de Langerock. Embora também tenha realizado retratos e cenas de gênero, muitas vezes se apresentam nesses trabalhos trechos de paisagens, como densas florestas ao fundo ou ao redor da composição. Alguns dos retratos são pintados com base em fotografias, reforçando o interesse do artista por esse tipo de imagem. Interesse evidenciado pela solicitação de patente para um processo desenvolvido por ele em 1865: o Sistema Langerock.

A maioria de seus quadros têm pequenas dimensões e guardam similaridades formais com a estética do pitoresco. Desviando-se dessas características, destaca-se Panorama do Rio de Janeiro, tomado do Morro de Santo Antônio em 1885, realizado em parceria com Victor Meirelles. É uma tela de enormes dimensões, construída com base na tradição belga desse tipo de imagem. Cabe a Langerock representar a parte oriental do Rio de Janeiro – da Rua da Lapa ao Mosteiro de São Bento. Conforme o título sugere, o Panorama foi feito pela observação de tomadas fotográficas realizadas no Brasil, possivelmente pelo belga.

Exposto primeiro em Bruxelas, em 1888, é apresentado em seguida na Exposição Universal de Paris, em 1889, e chega ao Brasil em 1891, angariando críticas positivas. Trata-se da obra mais reconhecida de Langerock.

 

 

Notas

1. Embora a maior parte da bibliografia nacional afirme que Langerock morre em Paris, há referência de que o local seja Marselha, no sul da França. Ver BÉNÉZIT, Emmanuel-Charles. Dictionnaire critique et documentaire des peintres, sculpteurs dessinateurs et qraveurs: de tous les temps et de tous les pays par un groupe d´écrivains spécialistes français et étrangers. Ed. rev. e corr. Paris: Grund, 1976.

2. Há divergência quanto a esse dado: alguns autores apontam o ano de 1880 como a data em que Langerock torna-se membro correspondente da Academia, outros, 1886. Adota-se aqui o ano de 1886 por ser o período em que o artista deixa o Brasil e retorna à Europa.

 

Obras 1

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Fontes de pesquisa 15

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  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • BUENO, Alexei. O Brasil do século XIX na Coleção Fadel. Rio de Janeiro: Instituto Cultural Sergio Fadel, 2004.
  • BÉNÉZIT, Emmanuel-Charles. Dictionnaire critique et documentaire des peintres, sculpteurs dessinateurs et qraveurs: de tous les temps et de tous les pays par un groupe d´écrivains spécialistes français et étrangers. Nova edição revista e corrigida. Paris: Grund, 1976. 10 v.
  • CAMARGO, Armando de Arruda; LÔBO, Hélio de Sá; AZEVEDO, João da Cruz Vicente de (Orgs.). A paisagem brasileira: 1650-1976. São Paulo: Sociarte: Paço das Artes, 1980.
  • DE WILDE. Le Dictionnaire des Peintres Belges, du XIVe siècle à nos jours. Bruxelles: 1995 vol.I.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DUQUE, Gonzaga. A Arte brasileira: pintura e esculptura. Rio de Janeiro: H. Lombaerts & C., 1888. 254 p.
  • DUQUE, Gonzaga. Impressões de um amador: textos exparsos de crítica (1882-1909). Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2001.
  • FERREZ, Gilberto. A fotografia no Brasil: 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. 248 p. (História da fotografia no Brasil, 1).
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes: período monárquico, catálogo de artistas e obras entre 1840 e 1884. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1990. v.1.
  • SALGUEIRO, HELIANA ANGOTTI. Paisagem e arte: a invenção da natureza, a evolução do olhar. São Paulo: H. Angotti Salgueiro, 2000.

Como citar

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