Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Joaquim da Rocha Fragoso

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 08.12.2020
1800 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
1893 Itália / Lazio / Roma
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Retrato do Duque de Caxias, 1875
Joaquim da Rocha Fragoso
Óleo sobre tela, c.i.d.
65,00 cm x 60,00 cm
Acervo do Museu Imperial/IPHAN/MinC (Petrópolis, RJ)

Joaquim da Rocha Fragoso (primeira metade do século XIX, Rio de Janeiro – 1893, Roma, Itália). Pintor. Frequenta a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) entre as décadas de 1840 e 1850. É colega de Victor Meirelles (1832-1903) e Antônio Cândido de Menezes (1828-1908). Participa das Exposições Gerais de Belas Artes de 1860 (menção honrosa), 186...

Texto

Abrir módulo

Joaquim da Rocha Fragoso (primeira metade do século XIX, Rio de Janeiro – 1893, Roma, Itália). Pintor. Frequenta a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) entre as décadas de 1840 e 1850. É colega de Victor Meirelles (1832-1903) e Antônio Cândido de Menezes (1828-1908). Participa das Exposições Gerais de Belas Artes de 1860 (menção honrosa), 1864, 1866 (medalha de ouro), 1867, 1868, 1870 (título de Cavaleiro da Ordem de Cristo) e 1872. 

Em 1851, disputa concurso para professor de pintura histórica com Maximiano Mafra (1823-1908) (vencedor), Victor Meirelles, Francisco Nery (1828-1866), Francisco Souza Lobo (1800-1855), Poluceno Pereira da Silva Manuel e Antonio Pereira de Aguiar. Em 1852, disputa o prêmio de viagem ao exterior com Victor Meirelles e Antônio Cândido de Menezes. Fica em terceiro lugar. 

Entre as décadas de 1850 e 1860, em data não aferida, requer ao diretor da Academia solicitação para ser nomeado professor de desenho figurado. Visita a Europa entre as décadas de 1850 e 1866, conforme trabalhos realizados no exterior e apresentados na Exposição de 1866. A partir de 1867, torna-se retratista do Conde d'Eu (1842-1922). Em 1883, muda-se para Petrópolis. Entre esse ano e início dos anos 1890, muda-se para a Europa. Morre em 1893, em Roma.

 

Análise

Rocha Fragoso é um pintor de retratos bem-sucedido no Rio de Janeiro entre as décadas de 1860 e 1870. Embora tenha se tornado um dos retratistas oficiais do Conde d’Eu, genro de D. Pedro II, e de outras personalidades famosas do seu tempo, seu nome é pouco citado na história da arte brasileira do século XIX. Isso não se deve à má qualidade de seus trabalhos, mas ao fato de dedicar-se exclusivamente ao gênero retrato.

Como ele, grande parte dos pintores do período ganham o sustento diário com a venda de retratos. Contudo, entre as décadas de 1860 e 1880, durante o Segundo Império, é a pintura histórica que lhe traz certo reconhecimento. Até pouco tempo, este gênero garante relativo interesse pelo resgate de suas obras, assim como pelo das obras de Victor Meirelles, famoso colega de geração.

Fragoso trabalha pouco tempo com a pintura histórica. Permanece ativo no país, todavia, à sombra de artistas mais famosos. Merecem destaque os retratos que realiza de heróis da Guerra do Paraguai (1864-1870), e episódios da Proclamação da República, em 1889. 

O crítico Gonzaga Duque (1863-1911) acredita que a produção de Fragoso cai tanto em qualidade que afirma ser preferível ele largar a pintura. Talvez em decorrência de críticas severas como essa, no fim da vida, Fragoso muda-se para a Europa, lá falecendo.

Obras 1

Abrir módulo

Exposições 8

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 22

Abrir módulo
  • ANAIS DO CONGRESSO de História do Segundo Reinado: Comissão de história artística. Departamento de Imprensa Nacional, 1984.
  • ANAIS DO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL. Volume XXXIII. Rio de Janeiro: MHN, 2001.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. R750.81 A973d 2.ed.
  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • CATÁLOGO DOS NOMES DOS EXPOSITORES DA SEGUNDA EXPOSIÇÃO NACIONAL. Rio de Janeiro: 1866.
  • CATÁLOGO da exposição de História do Brazil realizada pela Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger & Filhos, 1881.
  • DAMASCENO, Athos. Artes plásticas no Rio Grande do Sul (1755-1900). Porto Alegre: Globo, 1971.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5). IC R703.0981 C376d v.2 pt 1
  • DUQUE, Gonzaga. A Arte brasileira: pintura e esculptura. Rio de Janeiro: H. Lombaerts & C., 1888. 254 p.
  • DUQUE, Gonzaga. Impressões de um amador: textos exparsos de crítica (1882-1909). Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2001.
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GUIMARÃES, Argeu. História das artes plásticas no Brasil. Revista do Instituto Histórico e Geográphico Brasileiro, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, volume IX, p. 401-497, 1930. Número especial.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes: período monárquico, catálogo de artistas e obras entre 1840 e 1884. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1990. v.1. R709.81 L668e v.1
  • LOUZADA, Maria Alice do Amaral. Artes Plásticas Brasil 2002. São Paulo: Júlio Louzada, 2002. v. 13. R702.9 L895a v. 13
  • MORALES DE LOS RIOS FILHO, Adolfo. Grandjean de Montigny e a evolução da arte brasileira. Rio de Janeiro: Noite, 1941.
  • O ALBUM. [diretor Arthur Azevedo]. Ano I. n. 28, segunda série. Julho de 1893.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).
  • Revista Illustrada, ano V, n.216, p.7, 1880.
  • SILVA-NIGRA, Clemente Maria da. Construtores e artistas do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Salvador-Bahia: Tip. Beneditina, 1950.
  • SÁ, Ivan Coelho de. O processo de "desacademização" através dos estudos de modelo vivo na Academia/Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. 19&20, Rio de Janeiro, v. IV, n. 3, jul. 2009. Disponível em: http://www.dezenovevinte.net/ensino_artistico/ea_ivan.htm. Acesso em 12 ago. 2013.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: