Artigo da seção pessoas Joaquim da Rocha Fragoso

Joaquim da Rocha Fragoso

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Artes visuais  
Data de nascimento deJoaquim da Rocha Fragoso: 1800 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro) | Data de morte 1893 Local de morte: (Itália / Lazio / Roma)
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Retrato do Duque de Caxias , 1875 , Joaquim da Rocha Fragoso
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Joaquim da Rocha Fragoso (primeira metade do século XIX, Rio de Janeiro – 1893, Roma, Itália). Pintor. Frequenta a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) entre as décadas de 1840 e 1850. É colega de Victor Meirelles (1832-1903) e Antônio Cândido de Menezes (1828-1908). Participa das Exposições Gerais de Belas Artes de 1860 (menção honrosa), 1864, 1866 (medalha de ouro), 1867, 1868, 1870 (título de Cavaleiro da Ordem de Cristo) e 1872. 

Em 1851, disputa concurso para professor de pintura histórica com Maximiano Mafra (1823-1908) (vencedor), Victor Meirelles, Francisco Nery (1828-1866), Francisco Souza Lobo (1800-1855), Poluceno Pereira da Silva Manuel e Antonio Pereira de Aguiar. Em 1852, disputa o prêmio de viagem ao exterior com Victor Meirelles e Antônio Cândido de Menezes. Fica em terceiro lugar. 

Entre as décadas de 1850 e 1860, em data não aferida, requer ao diretor da Academia solicitação para ser nomeado professor de desenho figurado. Visita a Europa entre as décadas de 1850 e 1866, conforme trabalhos realizados no exterior e apresentados na Exposição de 1866. A partir de 1867, torna-se retratista do Conde d'Eu (1842-1922). Em 1883, muda-se para Petrópolis. Entre esse ano e início dos anos 1890, muda-se para a Europa. Morre em 1893, em Roma.

 

Análise

Rocha Fragoso é um pintor de retratos bem-sucedido no Rio de Janeiro entre as décadas de 1860 e 1870. Embora tenha se tornado um dos retratistas oficiais do Conde d’Eu, genro de D. Pedro II, e de outras personalidades famosas do seu tempo, seu nome é pouco citado na história da arte brasileira do século XIX. Isso não se deve à má qualidade de seus trabalhos, mas ao fato de dedicar-se exclusivamente ao gênero retrato.

Como ele, grande parte dos pintores do período ganham o sustento diário com a venda de retratos. Contudo, entre as décadas de 1860 e 1880, durante o Segundo Império, é a pintura histórica que lhe traz certo reconhecimento. Até pouco tempo, este gênero garante relativo interesse pelo resgate de suas obras, assim como pelo das obras de Victor Meirelles, famoso colega de geração.

Fragoso trabalha pouco tempo com a pintura histórica. Permanece ativo no país, todavia, à sombra de artistas mais famosos. Merecem destaque os retratos que realiza de heróis da Guerra do Paraguai (1864-1870), e episódios da Proclamação da República, em 1889. 

O crítico Gonzaga Duque (1863-1911) acredita que a produção de Fragoso cai tanto em qualidade que afirma ser preferível ele largar a pintura. Talvez em decorrência de críticas severas como essa, no fim da vida, Fragoso muda-se para a Europa, lá falecendo.

Outras informações de Joaquim da Rocha Fragoso:

Obras de Joaquim da Rocha Fragoso: (1) obras disponíveis:

Exposições (7)

Fontes de pesquisa (22)

  • Revista Illustrada, ano V, n.216, p.7, 1880.
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  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
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  • LOUZADA, Maria Alice do Amaral. Artes Plásticas Brasil 2002. São Paulo: Júlio Louzada, 2002. v. 13. R702.9 L895a v. 13
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  • SÁ, Ivan Coelho de. O processo de "desacademização" através dos estudos de modelo vivo na Academia/Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. 19&20, Rio de Janeiro, v. IV, n. 3, jul. 2009. Disponível em: http://www.dezenovevinte.net/ensino_artistico/ea_ivan.htm.  Acesso em 12 ago. 2013.
  • SILVA-NIGRA, Clemente Maria da. Construtores e artistas do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Salvador-Bahia: Tip. Beneditina, 1950.

Como citar?

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  • JOAQUIM da Rocha Fragoso. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa23127/joaquim-da-rocha-fragoso>. Acesso em: 18 de Mai. 2021. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7