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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Firmino Monteiro

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.01.2021
22.02.1855 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
03.07.1888 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói

O Vidigal Diante da Casa de Vidinha, 1880
Firmino Monteiro
Óleo sobre tela, c.i.d.
100,00 cm x 80,00 cm

Antônio Firmino Monteiro (Rio de Janeiro RJ 1855 - Niterói RJ 1888). Pintor e tipógrafo. Artista negro, de origem modesta, exerce inicialmente os ofícios de encadernador e caixeiro. Na década de 1870, no Rio de Janeiro, freqüenta a Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, onde estuda com Zeferino da Costa (1840 - 1915), Victor Meirelles (1832 - ...

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Biografia
Antônio Firmino Monteiro (Rio de Janeiro RJ 1855 - Niterói RJ 1888). Pintor e tipógrafo. Artista negro, de origem modesta, exerce inicialmente os ofícios de encadernador e caixeiro. Na década de 1870, no Rio de Janeiro, freqüenta a Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, onde estuda com Zeferino da Costa (1840 - 1915), Victor Meirelles (1832 - 1903), Agostinho da Motta (1824 - 1878) e Pádua Castro. Realiza os primeiros estudos na Europa, para onde viaja, com a ajuda do imperador dom Pedro II (1825 - 1891), em 1880. Na 26ª Exposição Geral de Belas Artes da Aiba, em 1884, expõe 18 paisagens e cinco quadros históricos, pelos quais recebe o título de Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa, conferido pelo imperador. Entre 1885 e 1887, realiza novas viagens de estudo à Europa, com permanência mais longa em Paris. Ao retornar, leciona pintura na Escola de Belas Artes da Bahia, e perspectiva e teoria da sombra no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, em Salvador, onde permanece por um breve período. Realiza composições de temas históricos e religiosos, pinturas de gênero e paisagens. Como nota o estudioso Laudelino Freire (1873 - 1937), Firmino Monteiro, assim como o pintor Rodolfo Amoedo (1857 - 1941), revela interesse por questões técnicas da pintura, como, por exemplo, a química dos pigmentos.

Comentário Crítico
Como nota o historiador da arte Laudelino Freire, Firmino Monteiro apresenta grande interesse pelos problemas técnicos da pintura, estudando com cuidado a paleta de cores a ser utilizada em suas pinturas, a fim de evitar futuras alterações.

Dedica-se inicialmente à paisagem, apresentando telas de cuidadosa fatura, como Paisagem de Niterói (s.d.) e Cascata do Itamarati (s.d.). Segundo o crítico de arte Gonzaga Duque, as suas pequenas pinturas desse gênero são realizadas com um sentimento melancólico, sendo algumas de uma suavidade apaixonada e saudosa, outras mais secas e ásperas, porém expressando sempre uma certa tristeza.

Firmino Monteiro dedica-se também à pintura de história, após o sucesso de Fundação da Cidade do Rio de Janeiro (s.d.). Em sua produção, destacam-se, entre outros, os quadros Anchieta Ecreve sobre a Areia o Poema à Virgem (s.d.), Um Episódio da Retirada da Laguna (s.d.), Exéquias de Camorim (ca.1879) e Camões em seu Leito de Morte (s.d). O artista executa ainda pintura religiosa e de gênero.

Apesar da qualidade de seu trabalho, Firmino Monteiro não chega a receber o prêmio de viagem ao exterior enquanto aluno da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba.

Obras 5

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Exposições 12

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Fontes de pesquisa 12

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  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DUQUE, Gonzaga. A Arte brasileira: pintura e esculptura. Rio de Janeiro: H. Lombaerts & C., 1888. 254 p.
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Pintores negros do oitocentos. São Paulo: MWM-IFK, 1988. (Coleção MWM-IFK).
  • MARQUES, Luiz. O século XIX, o advento da Academia de Belas Artes e o novo estatuto do artista negro. In: ARAÚJO, Emanoel (org.). A Mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica. São Paulo: Tenenge, 1988.
  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).

Como citar

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