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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Marcelo Mattos Araújo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 31.05.2022
1956 Brasil / São Paulo / São Paulo
Marcelo Mattos Araújo (São Paulo, São Paulo, 1956). Gestor cultural, museólogo, curador, colecionador, advogado, Marcelo Araújo possui vasta experiência em diferentes instituições culturais, transitando entre as esferas da gestão pública e privada. 

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Marcelo Mattos Araújo (São Paulo, São Paulo, 1956). Gestor cultural, museólogo, curador, colecionador, advogado, Marcelo Araújo possui vasta experiência em diferentes instituições culturais, transitando entre as esferas da gestão pública e privada. 

Gradua-se como bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) em 1978. Em 1983, especializa-se em Museologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e atua como museólogo do Museu Lasar Segall. Em 1987, torna-se presidente da Associação Paulista de Museólogos e, dois anos depois, do Conselho Regional de Museologia de São Paulo. Desde 1993 é professor do curso de museologia do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e, entre 1999 e 2006, ministra disciplinas no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE-USP). 

É eleito diretor do Museu Lasar Segall em 1997, permanecendo à frente da instituição até 2001, período no qual atua sobretudo na conciliação das atividades de conservação do acervo e divulgação do patrimônio museológico. Em 2002, obtém o título de doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), com pesquisa sobre a dicotomia tradição-vanguarda entre os artistas modernistas do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. No mesmo ano, é eleito diretor da Associação Pinacoteca Arte e Cultura (Apac), organização social responsável pela gestão da instituição e, a partir de 2008, do Memorial da Resistência. Durante sua gestão como diretor técnico da Pinacoteca, Araújo a consagra a uma das instituições culturais mais relevantes do país a partir da implementação de um programa expositivo diversificado, do projeto de revitalização urbana da área em seu entorno e do estabelecimento da área de ação educativa. Em 2005, como parte das comemorações do primeiro centenário da instituição, promove a criação do Centro de Documentação e Memória da Pinacoteca, na Estação Pinacoteca, espaço criado a partir da incorporação ao museu do antigo edifício da Delegacia de Ordem e Política Social (Dops), em 2004.

Em 2008, inaugura o Memorial da Resistência, iniciativa que vai ao encontro das reivindicações de grupos organizados da sociedade civil insatisfeitos com a abordagem expositiva e com a concepção museológica do antigo Memorial da Liberdade, desde 2002 sob gestão do Departamento de Museus e Arquivos do Arquivo Público do Estado. A atuação do Memorial da Resistência é marcada pelo forte caráter educativo, desenvolvido pela equipe técnica e atores sociais envolvidos nos eventos, sobretudo ex-presos políticos do período ditatorial brasileiro. Essa atuação faz com que o espaço se torne referência para os projetos relacionados à preservação da memória e conscientização sobre esse período no país.

Em 2012 é investido secretário da cultura do estado de São Paulo. Elenca entre suas prioridades à frente da pasta a garantia do direito à criação cultural para todos, ressaltando a força poética e o aspecto libertário da atividade e seus impactos na qualidade de vida da população. Para isso, tem como objetivos consolidar as iniciativas já implementadas de fomento às linguagens artísticas, fortalecer o sistema de gestão por organizações sociais em todos os setores da cultura e priorizar os programas de interiorização. Entre os projetos  de sua gestão na secretaria estão a inauguração da Biblioteca Parque Villa-Lobos, a reinauguração do Museu da Imigração e da Casa Portinari. Além dessas ações, promove a abertura de cinco Fábricas de Cultura, projeto criado em 2012 e com forte relação com a população das periferias. Esse programa oferece gratuitamente cursos de iniciação artística e formação cultural, programação diversificada e estrutura de apoio, como estúdios de gravação, salas de ensaio e bibliotecas. 

Deixa a Secretaria de Estado de Cultura em junho de 2016 para assumir a presidência do Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura para a gestão de museus. Araújo permanece no Ibram até agosto de 2018, quando pede exoneração. O anúncio de sua partida coincide com a extinção do órgão a partir da Medida Provisória n. 850, que cria a Agência Brasileira de Museus (Abram) como resposta ao incêndio ocorrido no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro de 2018. A criação dessa agência é criticada por Araújo pela rapidez da negociação e pelo procedimento de implantação, que exclui do debate público o corpo técnico dos museus e a sociedade civil. Após sua passagem pelo Ibram, Araújo reafirma a necessidade de conscientização da população sobre a importância da preservação e da defesa do orçamento público investido em museus e instituições culturais. 

Em agosto de 2018, assume a presidência da Japan House, centro cultural criado em maio de 2017 na capital paulista e subvencionado pelo governo japonês. A instituição se dedica à exposição de artes, difusão da cultura nipônica e exibição de ações promocionais de marcas japonesas. 

Araújo se torna superintendente-executivo do Instituto Moreira Salles (IMS Paulista) em abril de 2020. Sua atuação é marcada pela necessidade de adaptação do instituto às condições impostas pela pandemia do covid-19, com destaque para a ampliação da presença virtual da instituição. Entre as iniciativas, estão o IMS Quarentena, espaço virtual ligado às revistas Serrote e Zum; o IMS de Casa, que articula o acervo; e o Programa Convida, voltado à criação artística no contexto da pandemia.

Com profundo conhecimento do cenário cultural brasileiro, Marcelo Araújo trabalha para favorecer e fortalecer instrumentos de gestão que proporcionem as condições necessárias ao desenvolvimento das instituições culturais no país.

Exposições 6

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