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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Nicolau Facchinetti

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 23.06.2020
07.09.1824 Itália / Vêneto / Treviso
15.10.1900 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica Guto Seixas

Entrada da Baía do Rio de Janeiro, 1880
Nicolau Facchinetti
Óleo sobre madeira
73,00 cm x 23,00 cm

Nicolò Agostino Facchinetti (Treviso, Itália 1824 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1900). Pintor, desenhista, cenógrafo e professor. Segundo alguns estudiosos, teria feito curso na Escola de Desenho de Bassano, prosseguindo os estudos na Academia de Veneza.1 É premiado pela Regia Accademia di Belle Arti, em Veneza, "por cópia de gravura" e trab...

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Biografia

Nicolò Agostino Facchinetti (Treviso, Itália 1824 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1900). Pintor, desenhista, cenógrafo e professor. Segundo alguns estudiosos, teria feito curso na Escola de Desenho de Bassano, prosseguindo os estudos na Academia de Veneza.1 É premiado pela Regia Accademia di Belle Arti, em Veneza, "por cópia de gravura" e trabalho em ornamentos, em 1842 e 1843. Possivelmente tem contato com a obra de Ippolito Caffi (1809 - 1866) e Luigi Querena (1824 - 1887), conhecidos pintores de paisagens. Em 1849, muda-se para o Brasil e fixa-se no Rio de Janeiro. Produz principalmente retratos e ao mesmo tempo dedica-se ao ensino de desenho e atua como cenógrafo. Em 1868, obtém diploma em desenho, concedido pela Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. A partir da metade da década de 1860, faz paisagens das regiões serranas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e das fazendas de café do Vale do Paraíba, em São Paulo. O artista viaja para estudar as características da região e realiza desenhos em papel, que transpõe posteriormente para a tela. Participa de várias edições da Exposição Geral de Belas Artes, entre 1850 e 1900, obtém menção honrosa em 1864 e medalha de prata em 1865. Sua produção é objeto de estudo do historiador Donato Mello Júnior, que publica livro sobre o artista em 1982. Em 2004, é realizada a exposição Nicolau Facchinetti: 1824-1900, no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB, no Rio de Janeiro, com curadoria do museólogo e artista plástico Carlos Martins e da historiadora Valéria Piccoli.  

Análise

O pintor italiano Facchinetti vem para o Brasil em 1849 e dedica-se inicialmente à realização de retratos e à cenografia, para voltar-se depois à pintura de paisagens, gênero no qual se consagra como um dos mais importantes artistas de sua geração.
 
O artista realiza vastos panoramas da cidade do Rio de Janeiro e de seus arredores, contrapondo a visão dos casarios novos à da natureza exuberante do entorno. Executa ainda vistas de Petrópolis e Teresópolis, Rio de Janeiro, da zona rural do Vale do Paraíba e de algumas regiões de Minas Gerais.
 
Há em suas obras um senso de grandeza da paisagem, a apresentação ampla da topografia, em perspectiva aérea, que por vezes, contrasta com as pequenas figuras e construções. Na tela Panorama de São Tomé das Letras (ca.1876), por exemplo, o artista se retrata, a pintar, em uma minúscula cabana com teto de palha. Já nas diversas telas que têm como cenário a baía da Guanabara, preocupa-se em registrar detalhes da paisagem. Em geral, suas pinturas são quase despovoadas.
 
Facchinetti manifesta a preferência por captar a natureza em certas horas do dia, como no alvorecer ou no entardecer, explorando os efeitos da luminosidade. Segundo o crítico de arte Gonzaga Duque (1863 - 1911), antes de pintar, o artista viaja ao local para estudar as características da região e traceja o motivo em um papel, para posteriormente transpô-lo na tela.

 

Nota

1. Sobre essa questão, consultar: CHIAVARI, Maria Pace. A síntese de dois mundos na paisagem de Facchinetti. In: FACCHINETTI, Nicolau. Facchinetti. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2004.

Obras 35

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Exposições 53

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 21

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  • ADES, Dawn. Arte na América Latina: a era moderna, 1820-1980. Tradução Maria Thereza de Rezende Costa. São Paulo, SP: Cosac & Naify, 1997. 365 p., il. color. p&b.
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  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
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  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEVY, Carlos Roberto Maciel. Exposições gerais de Belas Artes: catálogo de artistas e obras 1840-1933. s.l.: ArteData, 1990. 1 CD-ROM.
  • MARINHAS em grandes coleções paulistas. Curadoria John Lionel Toledano; apresentação Max Justo Guedes; texto Francisco de Paula Simões Vicente de Azevedo. São Paulo: Sociarte, 1998. 32 p. il., color.
  • MARTINS, Carlos (org.). Revelando um acervo: coleção brasiliana. São Paulo: BEI Comunicação, 2000. (Brasiliana).
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Como citar

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