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Artes visuais

Emeric Marcier

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.01.2021
21.11.1916 Romênia / a definir / Cluj Napoca
01.09.1990 França / Ile de France / Paris
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Prado, MG, 1949
Emeric Marcier
Óleo sobre tela, c.i.d.
72,50 cm x 63,00 cm

Emeric Racz Marcier (Cluj, Romênia 1916 - Paris, França 1990). Pintor, muralista. Estuda na Accademia di Belli Arti de Brera [Academia de Belas Artes de Brera], em Milão, Itália, de 1935 a 1938. Em 1939, frequenta o curso de escultura da École Nationale Superieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas-Artes], em Paris. Em 1940, por c...

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Biografia

Emeric Racz Marcier (Cluj, Romênia 1916 - Paris, França 1990). Pintor, muralista. Estuda na Accademia di Belli Arti de Brera [Academia de Belas Artes de Brera], em Milão, Itália, de 1935 a 1938. Em 1939, frequenta o curso de escultura da École Nationale Superieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas-Artes], em Paris. Em 1940, por causa da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), viaja para Lisboa, onde permanece por um breve período e se hospeda na casa dos pintores Arpad Szenes (1897-1985) e Vieira da Silva (1908-1992). Colabora na revista Presença e mantém contato com escritores portugueses. Vem para o Brasil nesse ano, trazendo três cartas de apresentação endereçadas a José Lins do Rego (1901-1957),  Mário de Andrade (1893-1945) e Candido Portinari (1903-1962).  Fixa residência no Rio de Janeiro e torna-se amigo dos escritores Jorge de Lima (1893-1953) e Murilo Mendes (1901-1975) e  Lúcio Cardoso (1912-1968), que o influenciam a converter-se ao catolicismo, abandonando o judaísmo. Reside no bairro de Santa Teresa, tendo inclusive alugado de Djanira (1914-1979) uma sala ampla onde pinta sua grande Crucificação, hoje desaparecida. Em 1947, muda-se para Barbacena, Minas Gerais, onde mantém um ateliê. Reside na cidade, no Sítio Santana, até o final da vida. A paisagem das cidades históricas mineiras marca definitivamente sua produção. Depois, torna-se conhecido principalmente pelas pinturas de temas religiosos, realizadas em sua maior parte com a técnica de afresco. Nessas obras, revela admiração pela pintura italiana dos séculos XIII e XIV. Reside definitivamente no Rio de Janeiro a partir de 1971. Em 1983, é publicado o livro Estória dos Sofrimentos, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus Cristo na Pintura de Emeric Marcier, de Affonso Romano de Sant'Anna, pela editora Pinakotheke.

Análise

Na década de 1940, Emeric Marcier cria um ateliê em Barbacena, Minas Gerais, e percorre as cidades históricas mineiras, que marcam definitivamente a sua produção. Em seus quadros, as várias paisagens de Ouro Preto, Tiradentes e São João Del Rei apresentam um caráter sombrio, como em Museu da Inconfidência, (ca.1945) e Antiga Casa dos Contos (1946). Produz também retratos e naturezas-mortas. Em sua produção, mantém diálogo com o expressionismo e também com a obra de Pablo Picasso (1881-1973).

Marcier torna-se conhecido principalmente pelas pinturas de temática religiosa, realizadas em grande parte com a técnica de afresco. Nessas obras, revela admiração pela produção dos artistas italianos dos séculos XIII e XIV, como Giotto (1266-1338). Utiliza uma paleta de tons rebaixados e grande simplificação formal, criando obras que apresentam um caráter dramático.

Obras 33

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Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Auto-retrato

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Batismo

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Beira-mar

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica Luiz Eugenio Teixeira Leite

Casario

Óleo sobre tela

Exposições 74

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Eventos relacionados 1

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Fontes de pesquisa 12

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  • ARTE brasileira do século XX: Galeria Eliseu Visconti: pinturas e esculturas. Rio de Janeiro: MNBA, 1984.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v.
  • BAPTISTA, Anna Paola P. Paraíso e Inferno na Terra - Ecos da II Guerra Mundial na Pintura Religiosa Brasileira, 1940-1950. História Social, Campinas, nº 7, p.49-65, 2000. Disponível em: < http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/historiasocial/article/viewFile/109/107 >. Acesso em: 21 out. 2010.
  • BAPTISTA, Anna Paola Pacheco. O exílio como pátria amada. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, 01 fev. 2008. Disponível em: < http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1408 >. Acesso em: 21 out. 2010.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • EXPRESSIONISMO no Brasil: heranças e afinidades. Apresentação de Roberto Muylaert e Sheila Leirner. São Paulo: Fundação Bienal, 1985. (XVIII Bienal Internacional de São Paulo, 1985).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PONTUAL, Roberto. Arte brasileira contemporânea: Coleção Gilberto Chateaubriand. Tradução Florence Eleanor Irvin, John Knox. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1976.
  • SANT´ANNA, Affonso Romano. Estória dos sofrimentos, morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo na pintura de Emeric Marcier. Ruy Sampaio. Rio de Janeiro, Pinakotheke, 1983. (História da pintura brasileira, série especial, 8).
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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