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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Dakir Parreiras

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.12.2020
24.11.1894 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói
1967 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói

Recanto de Sítio
Dakir Parreiras
Óleo sobre tela, c.i.d.

Dakir Parreiras (Niterói, Rio de Janeiro, ca. 1894 [1] – Idem, 1967). Pintor, professor e decorador. Filho mais novo do renomado pintor Antônio Parreiras (1860-1937), Dakir segue a carreira do pai. Cursa o secundário no Colégio Abílio, em Niterói, Rio de Janeiro. Começa a aprender a pintura com o pai, com quem viaja, em 1908, a Belém e a Paris, ...

Texto

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Dakir Parreiras (Niterói, Rio de Janeiro, ca. 1894 [1] – Idem, 1967). Pintor, professor e decorador. Filho mais novo do renomado pintor Antônio Parreiras (1860-1937), Dakir segue a carreira do pai. Cursa o secundário no Colégio Abílio, em Niterói, Rio de Janeiro. Começa a aprender a pintura com o pai, com quem viaja, em 1908, a Belém e a Paris, onde continua sua instrução artística. Expõe pela primeira vez na Exposição Geral de Belas Artes de 1911 e recebe menção honrosa de segundo grau. Dois anos depois, volta à capital francesa e mantém um ateliê com o pai e o primo, o pintor Edgar Parreiras (1885-1964). Inscreve-se na Académie Julian. A partir de 1913, é encarregado da decoração dos navios e das agências da companhia de navegação Lloyd Brasileiro. Em 1915, expõe com Antônio Parreiras na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Torna-se professor do Instituto de Educação de Niterói. Participa de diversas Exposições Gerais: em 1922, expõe Convalescente, obra que lhe vale a medalha de bronze; em 1930, A Hora do Milho e Lac de Vincennes, premiado com a medalha de prata; e, em 1964, seu último salão, exibe Canal Grande, Veneza e Mau tempo. Também participa de salões em São Paulo. Há obras suas nos palácios de governo de Porto Alegre e Florianópolis. Realiza panos de boca para teatros das cidades paulistas de Campinas e Ribeirão Preto. O Museu Antônio Parreiras, em Niterói, possui três quadros de sua autoria.

 

Análise

Formado sob a influência do pai, Antônio Parreiras, e da academia francesa, Dakir Parreiras mantém-se distante das vanguardas atuantes em Paris na década de 1910. Em vez disso, impressiona-se pelo academicismo eclético e pelo neoimpressionismo. Dedica-se à pintura, sobretudo, de paisagens, cenas históricas e cotidianas e decoração. Há quem diga que sua atividade de professor impede a participação regular nos salões. Hoje, há poucos trabalhos do artista em coleções públicas. Frequentemente, sua obra é comparada à de Antônio Parreiras e, nesse sentido, nunca é considerada mais bem-sucedida que a do pai. 

A paisagem Angra dos Reis (1927), pertencente ao Museu Antônio Parreiras, mostra um morro ao longe, visto da orla, com o mar no plano médio. O desenho é correto, mas nada o destaca. A coloração clara, de azuis, terras e verdes leves, é aplicada à tela em pinceladas também leves, que não ajudam a estabelecer profundidade. Ele evita o detalhismo presente em algumas telas de Antônio Parreiras e de seus colegas do Grupo Grimm; ao mesmo tempo, distancia-se das vertentes artísticas impressionistas, apresentando uma vista pouco convincente. A Vista do Rio de Janeiro Tomada do Morro da Urca (1929) é mais bem-acabada no desenho e na cor. No primeiro plano, vê-se o morro de onde se toma a vista. No vale, a cidade vai se perdendo ao longe, cada vez mais indefinida, até desaparecer nos morros à distância, onde as cores aproximam-se cada vez mais, em perspectiva atmosférica cinza azulada.

 

Notas

1. Há divergência quanto à data de nascimento. Alguns mencionam 1894 (150 anos de pintura no Brasil e Cronologia as artes plásticas no Rio de Janeiro); outros, 1893 (Quirino Campofiorito e Teixeira Leite); e Levy diz 1897. Além disso, alguns dizem que faleceu no Rio de Janeiro (Teixeira Leite e Frederico Morais), e outros, em Niterói (150 anos de pintura no Brasil).

Obras 2

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Exposições 24

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Fontes de pesquisa 9

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  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • CAMARGO, Armando de Arruda; LÔBO, Hélio de Sá; AZEVEDO, João da Cruz Vicente de (Orgs.). A paisagem brasileira: 1650-1976. São Paulo: Sociarte: Paço das Artes, 1980.
  • CAMPOFIORITO, Quirino. A República e a decadência da disciplina neoclássica: 1890-1918. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. (História da pintura brasileira no século XIX, 5).
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEVY, Carlos Roberto Maciel. Antônio Parreiras: pintor de paisagem, gênero e história (1860-1937). Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1981.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).
  • Salão Paulista de Belas Artes, 8.; São Paulo, 1942. 8º Salão Paulista de Belas Artes. São Paulo: Galeria Prestes Maia, 1942.

Como citar

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