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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Aldemir Martins

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 09.09.2021
08.11.1922 Brasil / Ceará / Ingazeiras
05.02.2006 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Gaivota, 1962
Aldemir Martins
Naquim e aguada
34,00 cm x 46,00 cm

Aldemir Martins (Ingazeiras, Ceará, 1922 - São Paulo, São Paulo, 2006). Pintor, gravador, desenhista, ilustrador. Em 1941, participa da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira (1922-1967), Raimundo Cela (1890-1954), Inimá de Paula (1918-1999) e Mario Baratta (1915-1983), um espaço para exposições permanentes...

Texto

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Aldemir Martins (Ingazeiras, Ceará, 1922 - São Paulo, São Paulo, 2006). Pintor, gravador, desenhista, ilustrador. Em 1941, participa da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira (1922-1967)Raimundo Cela (1890-1954), Inimá de Paula (1918-1999) e Mario Baratta (1915-1983), um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Aldemir Martins produz desenhos, xilogravuras, aquarelas e pinturas. Atua também como ilustrador na imprensa cearense. Em 1945, viaja para o Rio de Janeiro, e, menos de um ano depois, muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira individual e retoma a carreira de ilustrador. Entre 1949 e 1951, freqüenta os cursos do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP e torna-se monitor da instituição. Estuda história da arte com Pietro Maria Bardi (1900-1999) e gravura com Poty Lazzarotto (1924-1998). Em 1959, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e permanece por dois anos na Itália. Desde o início da carreira sua produção é figurativa, e o artista emprega um repertório formal constantemente retomado: aves, sobretudo os galos; cangaceiros, inspirados nas figuras de cerâmica popular; gatos, realizados com linhas sinuosas; e ainda flores e frutas. Nas pinturas emprega cores intensas e contrastantes.

Análise

Aldemir Martins começa a desenhar ainda no Colégio Militar, que freqüenta desde 1934. Na década de 1940, trabalha como artista em Fortaleza, ao mesmo tempo que busca atualizar o então incipiente meio artístico da cidade. No princípio da carreira, em 1941, ajuda a criar o Centro Cultural de Belas Artes, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mario Baratta. O grupo monta um espaço para exposições permanentes, organiza salões e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Aldemir Martins produz desenhos, xilogravuras, aquarelas, pinturas e colabora, a partir de 1943, como ilustrador na imprensa cearense.

Em 1945, segue para o Rio de Janeiro, com Antonio Bandeira e Inimá de Paula. Na cidade, participa de uma coletiva de artistas cearenses na Galeria Askanasy, organizada pelo pintor suíço Jean-Pierre Chabloz (1910-1984). Menos de um ano depois, muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira individual, em 1946, no Instituto dos Arquitetos do Brasil - IAB/SP; e retoma a carreira de ilustrador. Entre 1949 e 1951 freqüenta os cursos do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP e se torna monitor da instituição. Lá estuda história da arte com Pietro Maria Bardi e gravura com Poty Lazzarotto. Durante o curso, produz o álbum de gravuras Cenas da Seca do Nordeste, com prefácio de Rachel de Queiroz (1910-2003). Os trabalhos mostram grande influência de Candido Portinari (1903-1962), tanto no tratamento do tema como no traço. Em 1951, faz desenhos de paus-de-arara, rendeiras e cangaceiros. Esse trabalho recebe o prêmio aquisição para desenho na 1ª Bienal Internacional de São Paulo.

Dois anos mais tarde, faz o cenário da peça Lampião, de Rachel de Queiroz. Em 1956, sua carreira atinge o ápice ao ser premiado como melhor desenhista internacional na 28ª Bienal de Veneza e expor em diversas partes do mundo. Na década de 1960, trabalha muito com arte aplicada a objetos comerciais. Em 1962, cria cenário para o 1º Festival da MPB, da TV Record, e elabora estampas para tecidos da Rhodia Têxtil. Faz ilustrações dos aparelhos de jantar da série Goyana de Cora. A partir da segunda metade dos anos de 1960, Martins faz esculturas de cerâmica e acrílico, além de jóias em ouro e prata. Em 1969, ilustra bilhetes de loteria. Seis anos mais tarde cria a imagem de abertura da telenovela Gabriela, da rede Globo. Em 1981, repete a experiência na abertura da telenovela Terras do Sem Fim. Nos anos 1980, ilustra jogos de mesa, camisetas e latas de sorvete da Kibon.

Obras 33

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Cangaceiro

Acrílica sobre tela
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Caranguejo

Litografia
Reprodução Fotográfica Autoria Desconhecida

Cardeal

Acrílica sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Flores

Acrílica sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Gaivota

Naquim e aguada

Espetáculos 1

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Exposições 445

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Feiras de arte 2

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Mídias (1)

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Aldemir Martins - Enciclopédia Itaú Cultural
Intuitivo e autodidata, Aldemir Martins se inspira na paisagem e na cultura sertanejas para compor sua obra. “Repórter da vida”, segundo sua própria definição, o artista retrata cangaceiros, galos, gatos e a vegetação do interior em suas telas, desenhos e gravuras. “Eu gosto demais do sertão. Sou filho de sertanejo, vivia no sertão, fui criado no sertão”, conta. Outra paixão tipicamente brasileira que aparece em seu trabalho é o futebol. Antes de se dedicar à arte, Martins trabalhou como pintor no Exército brasileiro. “Fui cabo pintor concursado”, relembra. Pintava as viaturas com pistolas de tinta. “No meu tempo, não tinha escola nem a profissão. A profissão foi criada por nós: eu, Marcelo [Grassmann], [Luiz] Sacilotto criamos esse negócio de ser pintor.”

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 34

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  • 100 obras-primas da Coleção Mário de Andrade: pintura e escultura. Curadoria Marta Rossetti Batista. São Paulo: IEB, 1993.
  • 19 Pintores. São Paulo: MAM, 1978. 40p. il. color.
  • ALDEMIR Martins: linha, cor e forma. Edição Emanoel Araújo; comentário Edwaldo Pacote. São Paulo: MWM-IFK, 1985. 245p. il. p.b. color. (Coleçao MWM-IFK).
  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000.
  • ARTE erótica. Rio de Janeiro: MAM, 1993. 16 p., 13 il. p.b.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • ASSIS, Célia de (coord.). Monumentos urbanos: obras de arte na cidade de São Paulo. São Paulo: Prêmio, 1998.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BONATO, Mirella (coord.). São Paulo Gravura Hoje. Curadoria Alex Gama, Renina Katz, Maria Bonomi. Rio de Janeiro: Funarte, 1999.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • Disponível em: [http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u57508.shtml]. Acesso em: 06 fev. 2006. Folha Ilustrada
  • EXPOSIÇÃO de Artistas Brasileiros. Rio de Janeiro: MAM, 1952.
  • GALLAS, Alfredo G. (coord.). 100 obras Itaú. São Paulo: Itaugaleria, 1985. 210 p., il. color.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Coleção Aldo Franco. Versão em inglês Carolyn Brisset; apresentação José Mindlin. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 2000. 302 p., il. color. (Coleções).
  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • LOUZADA, Júlio (org.). Arte brasileira contemporânea: inverno'98. São Paulo: Júlio Louzada, 1998.
  • LOUZADA, Maria Alice do Amaral. Artes plásticas Brasil 1999. São Paulo: Júlio Louzada, 1999. v. 11.
  • MARTINS, Aldemir. Aldemir Martins. Apresentação Lêdo Ivo. Rio de Janeiro: Realidade Galeria de Arte, 1981. [8 p.], il. p.b. color.
  • MARTINS, Aldemir. Aldemir Martins. Edição Roniwalter Jatobá; comentário José Alfredo O. V. Pontes, Roniwalter Jatobá. São Paulo: Eletropaulo, 1992. 93p. il. p.b. color.
  • MARTINS, Aldemir. Aldemir Martins. Paris: Espace Latino Americain, 1989. , il. color.
  • MARTINS, Aldemir. Aldemir Martins. São Paulo: Eletropaulo, 1992.
  • MARTINS, Aldemir. Aldemir Martins. São Paulo: Galeria de Arte André, 1987. 32 p., il. color.
  • MARTINS, Aldemir. Aldemir Martins. São Paulo: Galeria de Arte André, 1991. 32 p., il. color.
  • MARTINS, Aldemir. Aldemir Martins: natureza a traços e cores. Tradução Sol Biderman. São Paulo: Valoarte, 1989. 119 p. : il. color.
  • MOSTRA RIO GRAVURA, 1999, Rio de Janeiro. Mostra Rio Gravura: catálogo geral dos eventos. Tradução Stephen Berg. Rio de Janeiro: Prefeitura Municipal, 1999.
  • MUSEU Municipal de Arte: acervo. Curitiba: Museu Municipal de Arte, 1991. folha dobrada, il. p&b color.
  • NOVIS, Vera. Antonio Bandeira, um raro. Rio de Janeiro: Salamandra, 1996. 280 p., il. color.
  • PINACOTECA do Estado de São Paulo: 1970. Curadoria Carlos von Schmidt, Donato Ferrari, Paulo Mendes de Almeida, Delmiro Gonçalves. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1970. 12 p. Exposição realizada no período de dez. 1970 a fev. 1971.
  • POÉTICA da resistência: aspectos da gravura brasileira. Curadoria Armando Mattos, Denise Mattar, Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: MAM, 1994.
  • TRINCHEIRAS: arte e política no Brasil. Apresentação Helena Severo, M. F. do Nascimento Brito. Rio de Janeiro: MAM, 1994. 16 p., il. p&b.
  • XILOGRAVURA: do cordel à galeria. São Paulo: Metrô, 1994.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

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