Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Felipe Cohen

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.09.2018
05.10.1976 Brasil / São Paulo / São Paulo
Felipe Cohen (São Paulo, São Paulo, 1976). Desenhista e escultor. Em 2000, gradua-se em desenho e escultura pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), São Paulo. Durante a faculdade, trabalha no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Em 2001, é selecionado para o Programa de Exposições do CCSP, o que lhe vale sua primeira participação em coletiva...

Texto

Abrir módulo

Biografia
Felipe Cohen (São Paulo, São Paulo, 1976). Desenhista e escultor. Em 2000, gradua-se em desenho e escultura pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), São Paulo. Durante a faculdade, trabalha no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Em 2001, é selecionado para o Programa de Exposições do CCSP, o que lhe vale sua primeira participação em coletiva. Nesse período, integra a cooperativa de artistas Olho Seco e, em 2002, faz individual na galeria criada pelo grupo em São Paulo, a 10,20x3,60. No mesmo ano, participa da mostra de abertura do Espaço Virgílio, atual Galeria Virgílio, em São Paulo, onde realiza individuais em 2004, 2006 e 2008. Faz outras individuais no Centro Universitário Maria Antônia (Ceuma), de São Paulo, em 2006, e participa do Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2008-2009. Em 2009, realiza mostras nas galerias Marília Razuk e Anita Schwartz, respectivamente em São Paulo e no Rio de Janeiro. É premiado na mostra Fiat Brasil, de 2006. Em 2009, ganha o prêmio Banco Espírito Santo, na SP Arte, e seu trabalho passa a integrar a coleção da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pina_). Em 2010, obras suas são apresentadas como projeto individual na Arco_Madrid.

Análise
O trabalho de Felipe Cohen lida com tensões. Em sua obra, sob uma unidade formal altamente precisa, há sempre conflitos latentes entre materiais nobres e cotidianos, entre as noções de limite e expansão, continente e conteúdo, tradição e modernidade. Seu objetivo é atualizar simbolicamente a forma de tratar questões existenciais. Em Copo (2004), um copo de vidro de requeijão contém mármore de Carrara. A princípio, este último é mais importante, seja na história da arte, seja na hierarquia dos materiais: ele não precisa do seu continente. Entretanto, está dele e, por isso, vira líquido, como se pudesse derramar, caso o copo quebrasse. A contaminação dos materiais é parte do trabalho do artista e remetem à simbologia da transfiguração. Nos Desenhos Brancos (2002-2008), as linhas traçadas com grafite fazem sulcos no papel e algumas áreas são preenchidas por pigmentos de um outro tipo de branco, gerando tensão. Na série Meio Dia (2008), a sombra das abas de caixas de papelão é materializada por granito preto. A luz, elemento forte na religião e na história da arte, é simbolizada pelo seu contrário, a sombra. Há uma inversão e o material humilde novamente tem preponderância sobre o mais nobre. Essas nuances fazem transcender os aspectos físicos dos trabalhos e permitem, por um instante, transformar as tensões em unidade.

Exposições 47

Abrir módulo

Mídias (1)

Abrir módulo
Felipe Cohen - Enciclopédia Itaú Cultural
Felipe Cohen avalia que sua obra começa a ganhar uma identidade mais forte a partir de 2001, após sua participação no Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo. Até então, avalia, sua produção está presa a influências e questões formais. Para ele, a passagem de uma dessa fase mais “formal” para outra fase, simbólica, se dá de forma inconsciente, mas tem um marco em sua produção: a obra Copo, um copo de vidro com mármore carrara esculpido dentro. “É a primeira vez que eu trabalho com clareza esse conflito entre uma tradição, um material que já tem uma carga simbólica, e esse objeto do mundo, mais ordinário, que é o copo de vidro”, conta. Seu processo de criação começa no papel, com o desenho do projeto e definição de material e técnicas que serão empregadas. “Tem materiais complicados de trabalhar, que você não consegue resolver na hora. Precisa muito do projeto”, diz.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 16

Abrir módulo
  • Arte pela Amazônia. São Paulo: Base 7, 2008. 118 p.
  • BIENAL NACIONAL DE SANTOS, 10., 2006, Santos, SP. 10ª Bienal Nacional de Santos: artes visuais. Santos: Prefeitura Municipal, 2006.
  • COHEN, Felipe. Duas vontades. Texto José Augusto Ribeiro. São Paulo: Galeria Virgílio, 2006. 1. f. dobrada.
  • COHEN, Felipe. Felipe Cohen. Texto Tiago Mesquita. São Paulo: Galeria Virgílio, 2004. 1 f. dobrada.
  • COHEN, Felipe. [Currículo]. Enviado pelo artista em 5 de abril de 2010.
  • FELIPE COHEN. Portfólio do artista. Disponível em <http://picasaweb.google.com/felipecohen76>.
  • FRADKIN, Eduardo. Depois de duas coletivas, Felipe Cohen estreia individual no Rio e também cresce em São Paulo. O Globo, Rio de Janeiro, 12 jul. 2009. Rio Show. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/cultura/rioshow/mat/2009/07/07/depois-de-duas-coletivas-felipe-cohen-estreia-individual-no-rio-tambem-cresce-em-sao-paulo-756688578.asp>.
  • GALERIA VIRGILIO. A gravidade e a graça: de 11 set. a 04 out. 2008, Galeria Virgilio, São Paulo, 2015. Disponível em: < http://www.galeriavirgilio.com.br/exposicoes/0809.html >.
  • Galeria Marília Razuk. Currículo do artista. Disponível em <http://www.galeriamariliarazuk.com.br/artistas_cont.php?id_artist=72#>.
  • PRÊMIO Atos Visuais Funarte 2007-2008. Distrito Federal: Funarte, [2008?]. 76 p.
  • ROCHA, Rafael Campos. Corpo presente: exposição de Felipe Cohen. Novos Estudos, São Paulo, n. 70, p. 253-256, nov. 2004.
  • Reportagem na íntegra: Felipe Cohen. Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, 5 dez. 2008. Disponível em <http://iberecamargo.org.br/content/revista_nova/reportagem_integra.asp?id=272>.
  • SALÃO DE ARTE DE RIBEIRÃO PRETO, 26, 2001, Ribeirão Preto, São Paulo. 26º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional - Contemporâneo. Ribeirão Preto: Museu de Arte de Ribeirão Preto - Marp, 2001.
  • SP Arte. São Paulo: São Paulo Arte Eventos Culturais, 2007. 152 p.
  • Sérgio Sister, Julia Nenonen & Miklos Gaál, Estela Sokol, Felipe Cohen, Mariana Chama. São Paulo: Centro Universitário Maria Antônia, 2006, 12 p.
  • Trilhas do desejo. São Paulo: Itaú Cultural: Senac, 2009. 379 p.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: