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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Augusto Bracet

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.09.2021
14.08.1881 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
1960 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Primeiros Sons do Hino da Independência, 1922
Augusto Bracet
c.i.d.
250,00 cm x 190,00 cm

Augusto Bracet (Rio de Janeiro, RJ 1881 - Rio de Janeiro, RJ 1960). Pintor e professor. Filho de Trajano Bracet, frequentador da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), deve ao pai os primeiros incentivos ao estudo artístico. Em 1902, participa como aluno livre da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingres...

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Biografia
Augusto Bracet (Rio de Janeiro, RJ 1881 - Rio de Janeiro, RJ 1960). Pintor e professor. Filho de Trajano Bracet, frequentador da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), deve ao pai os primeiros incentivos ao estudo artístico. Em 1902, participa como aluno livre da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressa nessa mesma instituição, onde estuda até 1911, sendo aluno dos pintores Daniel Bérard (1846-1910), Rodolfo Amoedo (1857-1941) e Zeferino da Costa (1840-1915).

Recebe medalhas nos cursos em que participa e, em 1911, é contemplado com o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro. Permanece na Europa entre 1912 e 1917, onde estuda com os pintores franceses Louis-François Biloul (1874-1947), Marcel Baschet (1862-1941) e Paul-Jean Gervais (1859-1936) na Académie Julian, em Paris, seguindo depois para Roma.

De volta ao Rio de Janeiro, realiza sua primeira exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios, em 1918. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes de 1920. Entre 1926 e 1951, é professor de pintura na Enba. É nomeado diretor interino da instituição, entre 1938 a 1945, sendo efetivado de 1945 até 1948. Durante sua gestão, obras de tendências modernas produzidas por alguns alunos são proibidas de integrar a mostra anual da escola de 1942, o que origina o grupo Os Dissidentes, composto por alunos vetados na exposição. Leciona desenho e pintura também no Instituto de Educação e no Colégio Batista, ambos no Rio de Janeiro.

Comentário Crítico
Augusto Bracet destaca-se nos gêneros pictóricos tradicionais, principalmente a pintura histórica, o retrato e o nu. Segundo o pintor, crítico e historiador da arte Quirino Campofiorito (1902 - 1993), o nu feminino representa em sua obra "a expressão maior de sua envergadura artística", o que pode ser notado em Nu Feminino Sentado, apresentado no Concurso de Magistério da Enba, em 1927. O trabalho mostra-se afinado com a tendência, em curso desde o século XIX, à absorção pela academia de um tipo de representação realista, em contraposição às vertentes idealizantes.

A modelo é apresentada não mais como personagem ligada a temas da Antiguidade clássica e, portanto, idealizada, mas em sua condição de modelo, mulher ambientada num espaço de ateliê. O tratamento formal, apesar do recurso ao fundo escuro e difuso, evita uma luminosidade dramática, concentrando-se na descrição naturalista da anatomia. As pinceladas mais soltas fogem à textura lisa, também geralmente associada a obras acadêmicas.

Esse tipo de tratamento ocorre também em seus retratos e, de forma mais contida, em pinturas históricas como Primeiros Sons do Hino da Independência (1922), encomendada ao artista por ocasião do centenário da independência. A liberdade da pincelada, além de sintoma das modificações e da convivência com tendências estéticas na Enba, pode estar ligada às convicções do artista, que, em entrevista concedida a Angyone Costa em 1927, já professor da Enba, dizia acreditar na arte como "expressão de temperamento individual", como harmonia entre maneiras de pintar e sentir.

Obras 2

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Exposições 29

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Fontes de pesquisa 19

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  • ACQUARONE, Francisco; VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. 2.ed. [Rio de Janeiro]: [s.n.], 1942. [170] p., v. 2. LIV-G 759.981 A186p 2.ed. v.2
  • ACQUARONE, Francisco; VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. 2.ed. [Rio de Janeiro]: [s.n.], 1942. v. 1. LIV-G 759.981 A186p 2.ed. v.1
  • AUGUSTO BRACET. Catálogo. Quirino Campofiorito et al. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1981.
  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983.
  • CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. 759.981034 C198hi
  • COSTA, Angyone. A inquietação das abelhas. (O que pensam e o que dizem os nossos pintores, esculptores, architectos e gravadores, sobre as artes plásticas no Brasil). Rio de Janeiro: Pimenta de Mello & Cia., 1927.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983. 759.981034 F866u
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • MEDEIROS, João. Dicionário dos pintores do Brasil. Rio de Janeiro: Irradiação Cultural, 1988.
  • PINACOTECA do Estado de São Paulo. A arte e seus processos: o papel como suporte. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1978.
  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944.
  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944. 759.981 R375h
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198). NÃO DISPONÍVEL PARA CONSULTA 709.81 R895p Ed. ilust.

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